Saúde Mental: proteger alma e corpo de pais e filhos - Pumpkin.pt

Saúde Mental: proteger alma e corpo de pais e filhos

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Nem nos apercebemos, mas são muitos os fatores que, diariamente, influenciam a nossa saúde mental.

As relações de afeto que vivemos, o desporto que fazemos, a alimentação que temos, o tempo que nos dedicamos a descansar e a ser – para lá de todas as obrigações. Tudo aquilo que experimentamos pode, para bem e para mal, influenciar a nossa saúde.

Esta premissa é válida para adultos, claro, mas também para as nossas abobrinhas, cuja estabilidade emocional, às vezes por desconhecimento, podemos tender a desconsiderar, quando avaliamos a sua saúde num todo. Uma criança saudável é aquela que cresce livre de doenças físicas, mas também do peso da angústia ou do medo constantes.

Como alimentar positivamente o nosso cérebro?

O papel do mindfulness na vida das crianças

O papel do mindfulness na vida das crianças

A equipa da Oficina de Psicologia fala-nos de uma atitude de vida mais tranquila, longe dos pensamentos pré-concebidos do dia a dia, e de como implementar o “mindfullness” na vida das crianças. 

Felizmente, dizemos nós, é cada vez mais comum conversar-se, sem vergonha, sobre sentimentos que nos magoam, ansiedades que transportamos e métodos para nos sentirmos melhor connosco e com os outros.

A saúde mental brota de um cuidado real com aquilo que acreditamos importante: nós, os nossos e as nossas coisas. Os benefícios da prática de exercício em família, por exemplo, são vastos e imensos: não há melhor forma de nos encontrarmos com a endorfina, a hormona da felicidade, do que mexendo-nos. Além do mais, a obesidade tem impactos físicos e psicológicos que afetam a saúde mental das crianças e futuros adultos.

É importate normalizar diferentes corpos e promover nas abobrinhas a auto-aceitação, mas também devemos reforçar que a saúde é o mais importante e que, mais ou menos pesados, devemos mexer-nos para sermos fortes.

Dedicar algum tempo ao “exercício mental” também nos pode ajudar muito. A prática do Mindfulness potencia o contacto com o nosso mundo mental e emocional e ajuda a estabelecer relações saudáveis com a família, professores, colegas e amigos. Com uma prática regular de uma vida mais branda, conseguimos levar as nossas crianças a reduzir o stress, controlar a ansiedade, estimular a sua boa disposição, regular melhor as emoções, aumentar a sua autoestima e a melhorar todas as relações sociais.

Parentalidade positiva

A nossa família é a nossa casa, e por isso uma parte muito importante do nosso bem equilíbrio, bem estar e felicidade. Existem algumas práticas que podem favorecer o desenvolvimento mental saudável dos vossos filhotes, quer sejam comportamentos e hábitos estimulantes e de reforço positivo ou estratégias para lidar com problemas específicos.

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Recursos giros

São vários os livros, filmes e desenhos animados que podem explorar com as abobrinhas e que abordam temas como a saúde mental – muitos deles com dicas de respiração e conselhos para que vivam melhor e mais felizes! Outros, por mostrarem uma realidade semelhante, dão a sensação de que não estamos sozinhos nas nossas lutas – e esse conforto, especialmente para as crianças, vale ouro.

Os meus amigos invisíveis

Os meus amigos invisíveis” é um livro infantil que toca no ponto da saúde mental das crianças e transmite que quando conhecemos alguém diferente o devemos tentar compreender e ajudar.

Nesta história, o Joly é um menino como os outros, até ao dia em que aparecem três monstrinhos brancos no seu quarto. Uma viagem pela incompreensão aguarda-o, na qual terá de ensinar uma mão amiga a ver o que não consegue.

A autora e ilustradora Mafalda Mota faz parte da mais nova gerações de escritores de livros infantis que escrevem por uma causa. Este livro é um veículo do projeto Heróis Sem Capa que nasceu para contar histórias de heróis reais que ultrapassam situações na vida que inspiram o próximo.

Numa altura em que a saúde mental é um assunto cada vez menos tabu, a obra pretende demonstrar que não faz mal pedirmos ajuda e que existe quem aceite as nossas diferenças e esteja disposto a ajudar.

Corações aos Milhões

Corações a pilhas, corações de poetas, corações-cofre, corações de manteiga e corações de pedra.

No mundo inteiro há corações aos milhões, milhões de corações diferentes.

Joana Lopes, vencedora do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce 2014, juntou-se à ilustradora Catarina Correia Marques para nos oferecer um livro cheio de imaginação e de cor, pensado para ajudar as crianças a identificar e entender as suas emoções.

Corações aos Milhões” é uma ferramenta indispensável para quem quer desenvolver a inteligência emocional dos mais pequenos.

HappySelf Journal

O HappySelf Journal é um diário para crianças com idades entre 6 e 12 anos, baseado em métodos cientificamente comprovados que promovem a felicidade, desenvolvem hábitos saudáveis​ para a vida e estimulam mentes curiosas.

Com bonitas ilustrações e fácil de utilizar, é baseado em métodos cientificamente comprovados que promovem a felicidade, desenvolvem hábitos saudáveis para a vida e estimulam mentes curiosas.

O que fazer quando a tristeza é maior?

Às vezes, de forma inesperada ou sem o conseguirmos combater, acabamos a cair em estados emocionais muito difíceis de sustentar.

A depressão, por exemplo, é um transtorno emocional e psicológico que geralmente associamos a um estado prolongado de grande tristeza, falta de energia e interesse pela vida.

No entanto, a depressão nas crianças sempre foi um tema pouco falado, chegando a ouvir-se dizer que as crianças não sofrem de depressão. Apenas recentemente se começou a abordar mais o assunto e, apesar das suas manifestações poderem não ser exatamente as mesmas que identificamos nos adultos, as crianças também podem sofrer de depressão e senti-la interferir significativamente na sua qualidade de vida.

Segundo dados do CDC (EUA) de 2020, 3.2% das crianças entre os 3 e os 17 anos de idade sofrem de depressão grave. Para além de afetar a qualidade de vida da criança a depressão pode deixar marcas que a vão acompanhar futuramente. Como podemos então identificar os sintomas e agir atempadamente para tratar este transtorno?

Os sintomas são vários, e diferem daqueles experienciados pelos adultos. Podem manifestar-se de forma emocional, física, comportamental e até mesmo cognitiva, pelo que podem ser difíceis de identificar.

Apesar de os sintomas da depressão infantil se manifestarem de forma diferente consoante a idade e a própria personalidade da criança – podem saber mais sobre os sintomas de cada idade neste artigo sobre Como sinalizar depressão em crianças e jovens -, existem alguns indicadores que são mais comuns. 

Causas da depressão nas crianças

As causas da depressão infantil podem ser muito diversas. No entanto, é absolutamente imperativo lembrar que a culpa não é da criança, e é muito importante evitar que ela o sinta.

Situações como mudanças, morte ou afastamento de pessoas próximas, maus tratos, bullying e até fatores biológicos podem desencadear sintomas depressivos nos mais novos, que podem ser mais ou menos transitórios. 

Embora nem sempre se identifique uma causa específica, existem alguns eventos de vida que podem estar na origem de sintomatologia depressiva nos mais novos. Conheçam algumas das possíveis causas da depressão infantil segundo a Oficina de Psicologia.

E os adultos?

Baby Blues

Baby Blues: Já ouviram falar?

É tristeza, mas é diferente da depressão pós-parto. Ana Vale, enfermeira e dinamizadora do Projeto Mulher, Filha e Mãe, dá-nos respostas sobre o tema.

A vida adulta tem muitas maravilhas, mas também é capaz de provocar angústias gigantescas. Como pais não estamos livres de sentir a nossa saúde mental esmorecer, e é importante reconhecê-lo e acolhê-lo com urgência, porque só criamos crianças felizes se estivermos bem e confortáveis na nossa pele.

Uma das questões mentais que mais afeta os adultos é o síndrome do burnout, uma perturbação psicológica causada por stress excessivo, devido à sobrecarga de trabalho. Trata-se de um esgotamento físico e mental que pode levar à incapacitação do indivíduo para as tarefas mais básicas do quotidiano.

Outra, que afeta exclusivamente as mulheres, está relacionada com um período que se antecipa, socialmente pelo menos, de grande felicidade apenas: as grávidas podem sofrer de depressão gestacional e depressão pós-parto. Num cenário menos grave, mas igualmente doloroso, a maioria das mulheres experimenta, durante o puerpério, os famosos Baby Blues.

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