Famílias fortes: as 5 características que têm em comum

Famílias mais unidas: 5 dicas para semear a felicidade (em casa e na quarentena)

famílias felizes

Todas as famílias felizes (e unidas!) têm algo em comum.

Não existem famílias perfeitas – mas existem famílias mais felizes do que outras, ou com melhor capacidade para lidar com dificuldades, conflitos ou desencontros. A ciência apelidou-as de “strong families”, ou seja, famílias fortes. Consistentes. Unidas.

A Pumpkin acredita que todas as famílias felizes têm algo em comum, principalmente em situações de stress, medo e saturação, como os que vivemos agora. Querem saber o quê?

Quais são as cinco características intrínsecas das famílias mais fortes?

1. As famílias fortes passam tempo juntos

famílias fortes passar tempo

Agora é inevitável: estamos com eles 24 horas por dia, e, apesar de toda a ansiedade que a situação pode provocar, é importante perceber que em época de guerra o amor é quem tudo salva – e levar essa lição para o futuro.

Encontrar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é muitas vezes o nosso maior desafio enquanto pais. Às vezes, basta criar algumas rotinas familiares simples, momentos pequenos mas significativos, que ajudem a criar laços fortes entre todos.

Mesmo quem tem uma agenda mais ocupada conseguirá encontrar espaço para estas partilhas: atividades como comer juntos, ver um filme, ir ao supermercado (agora não!), conversar, estimularem a criatividade com jogos de tabuleiro ou contar histórias divertidas, são tudo ideias que ajudam a estreitar relações.

A qualidade supererá sempre a quantidade. Podem passar muito ou pouco tempo com os vossos filhos, mas tentem assegurar que lhes dedicam total atenção nesses momentos.

2. As famílias fortes são mais optimistas

famílias optimistas felizes

As famílias mais unidas têm pensamentos e emoções mais positivas: encaram a vida de forma mais optimista e adaptam-se à mudança com maior facilidade. As famílias mais fortes são capazes de “resistir e recuperar dos desafios” que a vida lhes coloca, e também aceitam mais abertamente que há cenários sobre os quais não podemos influir.

Tentem focar-se mais nas soluções do que nos problemas – e explorem todas as opções possíveis, quando surgir uma pedra no vosso caminho. Não têm que seguir sempre a direito. E como é que podem conhecer a beleza da esquerda se nunca viraram à direita antes?

Em quarentena e com o medo espalhado pelo mundo, isto faz-nos ainda mais sentido.

3. As famílias fortes são mais capazes de controlar emoções

controlar emoções

Estamos nervosos, agitados, assustados, saturados, com falta de ar livre e de contacto com os outros. Somos todos humanos. E isto quer dizer que nem sempre vamos reagir da melhor forma perante confrontos ou situações de stress. No entanto, as famílias mais fortes são aquelas que conseguem ver além das falhas.

São vários os estudos que sugerem que as famílias mais fortes consideram o stress e a mudança como naturais, preparando as crianças para se adaptarem às circunstâncias nem sempre favoráveis ou confortáveis.

As famílias fortes não tentam proteger as abobrinhas, mas sim armá-las de capacidades para que consigam lidar de igual maneira com as situações do dia a dia, mas também com aquelas que são traumáticas, diferentes ou verdadeiramente dolorosas. Como os tempos que vivemos hoje.

Ensinem os seus vossos a controlar as suas emoções. Isto não significa reprimi-las; pelo contrário, a ideia é que saibam quando e como expressar aquilo que sentem, de uma forma respeitosa e nos contextos adequados. É essencial, até para a sua formação enquanto seres humanos, as crianças saberem que não devemos gritar como autómato da raiva, insultar ou reagir com agressividade a uma crítica, ou  perder a capacidade de empatia quando não o são connosco.

É importante que as crianças conheçam emoções como a raiva e a ansiedade, e que percebam que a forma como lidamos com elas é responsabilidade individual. Treinem-mos, mas não se esqueçam: a melhor forma de demonstrar às abobrinhas como responder de forma apropriada às diferentes emoções é sendo um bom exemplo nas suas próprias reacções. Por isso, respirem. Vamos todos ficar bem.

4. As famílias fortes comunicam

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Promover a confiança e a abertura para comunicar é fundamental: as famílias fortes têm em comum tanto a exigência elevada como a flexibilidade de entender as necessidades das crianças. Saber transmitir estas expectativas, de parte a parte, é um processo difícil, mas que se consegue com a criação de uma ligação efectiva baseada na sinceridade e na verdade.

Não esperem menos do que aquilo que sabem que os vossos filhos podem dar, mas sejam realistas: também não esperem demasiado. Sejam compreensivos: lembrem-se que também já foram crianças, e que nem todos agimos da mesma forma, temos a mesma personalidade, os mesmos gostos ou a mesma capacidade. Acima de tudo, cultivem o respeito mútuo, ouçam e ajam – não reajam.

Sejam honestos, transparentes e abertos nas vossas conversas. Mostrem-lhes que confiam neles, para que eles possam também confiar – e não apenas depender de – em vocês. Expliquem-lhes, dentro da sua idade e capacidade de entendimento, o que é o coronavírus e a importância de estarmos resguardados – por nós, pelos grupos de risco, e para proteger os hospitais do nosso país.

5. As famílias fortes demonstram amor

famílias mostram amor

Tornamo-nos ainda melhores quando sentimos que as pessoas que nos rodeiam gostam de nós. No seio das famílias fortes, todos se admiram: e fazem questão de que o outro o saiba.

Podemos e devemos demonstrar aos nossos filhos o quanto os amamos e a importância deles na família: se não existissem, os papás jamais seriam tão felizes, e, aliás, quem é que faz tão bem aquela dança de tik tok como o vosso filho do meio? Ninguém. Digam-lhes que vos fazem rir, que são inteligentes, amigos, capazes. Ressalvem sempre as suas melhores qualidades, reforcem-nos positivamente. Nunca foi tão necessário receber, e dar, amor.

Foquem-se nos comportamentos positivos das abobrinhas, elogiem-nas quando conquistam objectivos ou se superam, festejem em conjunto as conquistas de todos – quando todos voltarmos à rotina, hão-de celebrar o primeiro lugar no corta-mato do mais novo, a promoção do papá ou a boa nota a matemática -, estabeleçam o hábito de agradecerem uns aos outros e de dizerem, sem receios, aquilo que mais valorizam na personalidade de cada um.

No entanto, o amor vai muito além dos elogios verbais: nada melhor do que um abraço, um beijo ou um carinho para fazer o outro sentir-se amado e valorizado. Sabem o quão importante é o toque para o desenvolvimento da criança?

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