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Porquê que o toque é tão importante?

toque crianças

Já Caetano Veloso canta que "um carinho às vezes cai bem"...

O amor e o toque são fundamentais para o bem-estar do ser humano e há muitas formas divertidas de o incorporar na sua relação com as abobrinhas – muito além dos abraços e dos beijos, que são tão reconfortantes.

Quais os benefícios do toque?

– A interacção física promove a confiança e a reciprocidade nas relações.

– O toque é uma forma vital de comunicação: são vários os estudos que demonstram que sentimos empatia, amor, alegria e gratidão através dele. 

– Algumas investigações científicas demonstram taxas de sobrevivência mais altas em pacientes com doenças graves/complexas que receberam maior afecto físico. O toque é por isso terapêutico.

– Também existem algumas provas que sugerem que o toque promove e melhora as nossas habilidades, e reforça o trabalho em equipa. Um estudo sobre desporto defendeu que as equipas cujos atletas mais se incentivam – através de abraços, “high fives” e outras demonstrações de companheirismo – são aquelas que têm maior sucesso.

– O toque é um excelente anti-depressivo: não existe melhor gatilho para a felicidade.

– Promover com as crianças uma clara consciência de “toque saudável” é parte da batalha contra o abuso sexual. É importante ensinar aos nossos filhos a regra do “Aqui ninguém toca“, mas o toque com amor é igualmente fundamental para que as crianças o distingam do toque “tóxico”, errado e maldoso.

9 formas de promover maior contacto físico com as abobrinhas

1. Dá cá mais cinco!

É comum os miúdos aparecerem em casa com combinações estrambólicas daquilo que conhecemos como um “high five”. Fecha o punho, choca aí, agora abre a palma da mão e abana os dedos como se estivesses a lançar pós mágicos para o chão… o quê? Não questione. Aprenda a fazer este cumprimento o melhor que a sua destreza o permitir, ou criem um só vosso, que além do contacto físico promoverá também a confiança e a intimidade familiar.

2. Jogar à sardinha

Uma boa distracção para os momentos em que as crianças estão aborrecidas mas não podem fazer barulho: entretenha os miúdos com este jogo tão tradicional, tão nosso e tão divertido. Só não vale agarrar/bater com muita força. O perigo: que as gargalhadas acabem a ser estridentes demais…

3. Beijo à eskimó

Na linguagem dos eskimós, a palavra beijar é sinónimo de cheirar. Por isso é que no beijo à eskimo se esfregam os narizes. Já na Nova Zelândia, existe uma tradição maori, conhecida como Hongi, na qual as pessoas, quando se encontram, se cumprimentam pressionando de forma gentil os narizes um contra o outro. O sentimento por detrás é bonito e genuíno: o da partilha, com alguém importante, do ar essencial à nossa existência.

Encoste o nariz ao dos seus filhos e sincronizem a vossa respiração.

4. O que diz a tua barriga, mamã?

Os nossos corpos são mágicos. Podemos ouvir o bater do coração, o gorgolejar do estômago, a respiração mais pesada quando dormimos. Podemos sentir as pulsações. Encostem a cabeça ao peito uns dos outros, por exemplo, e ouçam o vosso organismo funcionar. É mais divertido do que parece.

5.  Quem é que diz que não a uma boa massagem?

Qualquer momento é bom para uma massagem. Podem criar o “dia da massagem”, claro, e estipular que todas as quartas-feiras antes de dormir há troca de carinhos relaxantes, mas podem também aproveitar situações inesperadas para tal: porque não fazê-lo enquanto vêem um filme ou lêem um livro em conjunto?

6. O jogo do braço

Todos jogámos isto em miúdos! É impossível dar-lhe um nome mais concreto, mas a dinâmica da brincadeira é muito fácil: um dos intervenientes destapa o braço, estica-o e fecha os olhos. A outra pessoa percorre o braço da primeira com dois dedos, devagar, desde o pulso e na direcção do ombro. Quando o “dono do braço” achar que os dedos estão sobre a linha do cotovelo deve gritar “stop!”. Garantimos: vão falhar. E vão rir-se muito.

7. A dança do pinguim

Os pinguins ligam-se emocionalmente uns aos outros através do “choque” de barrigas. Tão estranho quanto divertido, podem inspirar-se neste facto amoroso da natureza para criar um momento só vosso.

8. Luta de pés

Esta é um must!

No sofá, na cama ou no chão, deitem-se de barriga para cima, de frente um para o outro, mas com a cabeça em direcções opostas. Levantem as pernas e juntem as solas dos pés no ar. Depois começa a luta! Quem vai conseguir fazer mais força e virar o oponente de lado? O desafio está lançado!

9. Tomar banho juntos

Querem melhor do que brincar na água, despachar dois banhos no tempo de um, criar momentos de diversão – gritem “está a chover em Lisboa!” enquanto molham a cabeça de uma criança de 4 anos com o chuveiro e preparem-se para ter que o fazer todo-o-santo-dia – e ainda ter uma oportunidade de alertar as crianças para quais partes do corpo são privadas e não podem ser tocadas por qualquer um?

Se há melhor, nós não conhecemos.

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