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Os 7 acidentes com crianças mais comuns no verão (e como evitá-los!)

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Porque a saúde não tira férias, e para que o verão seja apenas sinónimo de diversão, são essenciais alguns cuidados com a segurança das abobrinhas.

Com a chegada das férias, a rotina das crianças e das suas famílias muda! Há mais tempo livre para brincar, explorar e aventurar-se, e ainda bem – é precisamente através dessa liberdade que se desenvolvem seres humanos mais capazes e mais felizes. No entanto, com o bom tempo chega também uma maior probabilidade de acontecerem acidentes que todos queremos evitar.

Mas não precisam de se preocupar. Com o apoio CUF, e porque a saúde não tira férias, reunimos vários conselhos, dicas e precauções para que este verão seja inesquecível apenas pelas melhores razões.

Quando os acidentes acontecem…

A verdade é que para qualquer urgência é sempre muito bom ter uma CUF por perto!

Se estiverem na área da grande Lisboa devem recorrer ao Hospital CUF Descobertas (no Parque das Nações), Hospital CUF Cascais, Hospital CUF Sintra e Clínica CUF Almada, onde o atendimento permanente especializado ajudará a que tudo não passe de um susto.

Caso estejam pela região Norte, podem recorrer ao Hospital CUF Porto ou ao Hospital CUF Viseu, mais próximo do Centro do país.

Consultem os tempos de espera nas diferentes unidades de Atendimento Permanente da CUF para ficarem mais descansados.

Agora, vão conseguir divertir-se com muito mais tranquilidade e segurança.

Os acidentes mais comuns e como evitá-los:

Exposição solar

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Todas as abobrinhas adoram praia e estar à beira-mar é ótimo para melhorar o humor e a saúde de miúdos e graúdos, mas, como a pele das crianças é mais sensível aos raios ultravioletas do que a dos adultos, são várias as precauções a tomar.

Mesmo quando há vento ou nevoeiro, os raios ultravioleta podem causar queimaduras. Por isso, evitem levar as crianças à praia entre as 11h e as 16h30. Nesse horário, o risco aumenta.

Escolham um protetor solar adequado para crianças, com um fator de proteção UVA e UVB elevado (FPS 50 ou 50+), de preferência com filtros físicos ou minerais. Repitam a aplicação a cada duas horas e reforcem-na se forem a banhos.

Os bebés podem, claro, ir à praia também, mas no caso de crianças até aos 36 meses é aconselhável que vão vestidos com calças e camisolas frescas, de algodão, que tapem os braços e as pernas. Nunca se esqueçam de lhes colocar um chapéu com abas largas, e, se quiserem, os óculos de sol, que apesar de não serem recomendados para todos os bebés e crianças podem ajudar na proteção. A CUF reuniu estas e outras dicas nos 7 cuidados a ter com bebés na praia.

Tenham sempre um chapéu-de-sol convosco, para se abrigarem, e lembrem-se de que calor e raios ultravioleta não são sinónimos. Mesmo quando o tempo não está muito quente e o sol parece tímido, os raios ultravioleta podem queimar!

O que fazer em caso de queimadura solar?

  • Arrefeçam a pele com pano húmido e frio, mas não usem gelo;
  • Hidratem a pele com cremes ou loções apropriadas;
  • Usem roupa larga e fresca que não adira à pele escaldada;
  • Incentivem a ingestão de líquidos;
  • Ofereçam analgésicos se as crianças se queixarem;
  • Procurem um médico em caso de queimaduras de 2º ou 3º grau pelo risco de infeção ou desidratação.

Acidentes caseiros

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Apesar de a nossa casa ser um “reduto seguro” em que tudo nos é familiar, aos olhos das crianças qualquer objeto pode ter utilidades e significados diferentes! Por isso, há alguns cuidados a manter durante todo o ano em vossa casa, e que devem transpor para as casas que, eventualmente, possam alugar durante as férias. Basicamente, terão que torná-las “à prova de abobrinha”!

Apliquem grades de segurança no topo e na base das escadas, se tiverem crianças pequenas. Mantenham os móveis fixos e estáveis e apliquem antiderrapantes nos tapetes. Coloquem também redes de proteção nas janelas e varandas e nunca deixem um bebé ou uma criança pequena sozinha num espaço aberto e alto.

Também não devem deixar as crianças brincar perto de tomadas, que idealmente estarão protegidas. Não deixem fios elétricos espalhados pela casa, como carregadores de telemóvel – aos olhos das crianças, são um brinquedo muito divertido.

Quedas

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Os miúdos têm bichinho carpinteiro, não é? Em casa ou na rua, nunca param sossegados e, por isso, é praticamente impossível evitar algumas quedas. Na maior parte das vezes basta parar a hemorragia. Saibam como tratar pequenas feridas!

Ainda assim, existem alguns contextos mais veranis que podem potenciar o risco das quedas, e aí todo o cuidado é pouco! Vigiem sempre as crianças nos parques infantis, e tentem optar por locais com piso próprio para absorção de quedas. Algumas zonas dos parques infantis são por norma cobertos de gravilha pelo que é muito fácil voltarem para casa com os braços e os joelhos massacrados de forma desnecessária.

Se forem praticar atividades desportivas, como equitação, skate ou patins, ou andar de bicicleta com as abobrinhas, não se esqueçam dos equipamentos de segurança, para evitar lesões e fraturas em crianças e adolescentes (que são bastante frequentes): são fundamentais capacetes bem adaptados e em boas condições, caneleiras, joelheiras e roupa comprida, que tape a pele das crianças.

Mesmo com todas as precauções, infelizmente nem sempre é possível evitar alguns acidentes. Não sabem quando consultar o pediatra? Existem alguns sintomas pós-queda a que devem estar atentos.

  • Vómitos frequentes;
  • Desmaio;
  • Alterações da mobilidade ou sensibilidade de algum dos membros;
  • Alterações do comportamento na fala ou da visão;
  • Desequilíbrio;
  • Líquido claro a sair pelo nariz ou pela boca;
  • Sangue a sair pelo ouvido;
  • Sonolência excessiva em que a criança não desperta quando estimulada;
  • Choro ou irritabilidade persistente que não acalmam;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Convulsões;
  • Em caso de queda de uma criança com menos de 1 ano de idade, de uma altura superior a um metro, não presenciada por um adulto.

Se as abobrinhas manifestarem algum deles, o mais indicado será dirigirem-se à CUF mais próxima para serem avaliados por um profissional. Se a criança estiver assustada, espreitem 10 conselhos para ajudar as abobrinhas a não ter medo que serão muito úteis para que todos mantenham a calma.

Intoxicações alimentares e desidratação

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Cuidado com os alimentos que tenham estado à temperatura ambiente por muito tempo, sobretudo no verão e na praia.

Com o calor, a comida pode estragar-se mais rapidamente, por isso evitem comprar alimentos prontos a comer para as crianças (e para os adultos, também) fora de casa. Não se sabe como, nem quando, foram preparados e conservados, pelo que só em último caso deverão optar por essas soluções.

Devem evitar oferecer fritos e gorduras às abobrinhas, bem como maionese e doces preparados com ovos crus.

Os legumes, grelhados e frutas são sempre uma excelente opção, em qualquer altura do ano, mas como a desidratação também é um acidente comum em períodos de maior calor, tenham sempre convosco frutas deliciosas e ricas em água como a melancia, o melão, a pêra e maçã.

Não esperem que as crianças peçam líquidos e ofereçam-lhes regularmente água, sumos de fruta ou chás de ervas gelados, mas evitem ingerir água que não seja garantidamente potável (esse cuidado deve manter-se, por exemplo, no banho ou na lavagem dos dentes).

O que fazer em caso de intoxicação?
Vómitos, diarreia aguda e apatia são os sintomas mais óbvios de uma intoxicação alimentar. Se os lábios e língua estiverem secos ou notarem falta de elasticidade da pele e diminuição da urina, é provável que a criança esteja a entrar em desidratação. Devem:

  • Beber muitos líquidos;
  • Comprar soros de hidratação oral que contêm açúcar e sal na sua composição e hidratam de forma mais eficaz;
  • Baixar a febre e aliviar a dor abdominal com paracetamol;
  • Se vómitos e/ou diarreia se mantiverem, procurar um serviço de urgência porque pode ser necessária medicação intravenosa de forma a controlar os vómitos e evitar a desidratação.

Picadas de insetos ou de peixe-aranha

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Zzzzzzz! São sempre chatos, mas no verão os insetos atacam em força, não é?

Evitem estar com as crianças fora de casa quando o sol cai. Manter as luzes dos quartos acesas com as janelas abertas também é um chamariz para estes amigos indesejados. Considerem a utilização de repelentes eléctricos na casa – são preferíveis à utilização de repelentes na pele das crianças, que só devem ser utilizados com aconselhamento médico.

Também na praia o peixe-aranha pode dar um ar da sua graça. Se forem picados, peçam de imediato ajuda ao nadador-salvador, que saberá proceder da melhor forma!

Como o veneno que estes peixes libertam é termolábil, ou seja, decompõe-se com o calor, é aconselhável espremer o local da picada e lavar e mergulhar o pé em água quente, à temperatura máxima suportável pela criança, durante pelo menos meia hora.

O que fazer em caso de picada de inseto?

  • Geralmente basta aplicar gelo e tomar um anti-histamínico 2-3 dias;
  • Se o inchaço, a vermelhidão, a dor aumentarem e/ou aparecer febre deve procurar um serviço de urgência porque a picada estar infetada e ser necessário antibiótico; isto é particularmente verdade para as picadas perto do olho;
  • Em caso de falta de ar, inchaço da língua e dos lábios, taquicardia, tonturas, má disposição ou manchas recorra rapidamente a um serviço de urgência pelo risco de reação alérgica mais grave.

Afogamento

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Os miúdos adoram ir a banhos – quem é que não? Cabe-nos redobrar a atenção. Nunca deixem as crianças sem supervisão perto de piscinas ou do mar e mantenham-nas com braçadeiras ou coletes salva-vidas, mesmo que já saibam nadar bastante bem, se estiverem sozinhas dentro de água.

Evitem as bóias, porque permitem que as crianças fiquem de barriga para baixo, o que pode provocar o afogamento da mesma forma.

Consultem o guia de segurança na água na CUF para muitos mergulhos em segurança!

O que fazer em caso de acidente?

  • Remover a criança da água;
  • Tenham um telefone à mão, liguem 112 e deem indicações o mais precisas possível do local e das circunstâncias;
  • Chamem ajuda do nadador-salvador, se possível;
  • Se souberem e se criança em paragem cardio-respiratória, inicie manobras de suporte básico de vida até chegar ajuda.

Acidentes de viação e outros tipo de acidentes na estrada

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A principal causa de morte por acidente em crianças e adolescentes são os acidentes de viação. O verão é uma altura importante de deslocação para locais de lazer, aumentando o risco de acidentes na estrada.

Como evitar acidentes?

  • Cumpram sempre as indicações de trânsito, evitando nomeadamente o excesso de velocidade e as manobras perigosas.
  • Respeitem as regras de transporte de crianças em automóvel com cadeiras adequadas e homologadas pela União Europeia.
  • Descansem a cada 2-3 horas de viagem.
  • Não usem telemóvel ao volante.
  • Não consumam álcool nem drogas se forem conduzir.
  • Ensinem as crianças a atravessar na passadeira e a respeitar os sinais de trânsito.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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