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Lenga lenga: vamos lá recordar estes mimos da infância!

lenga lenga

Se há coisa de que nos lembramos da infância é das estórias que nos eram contadas e improvisadas e das lenga lengas tradicionais que nos aconchegavam e nos faziam viajar!

Existem milhares de lengalengas para adormecer e até brincar com as vossas abobrinhas. Espreitem aqui algumas das mais giras e tradicionais.

Lenga Lenga

O que é?

““O que é uma lengalenga?” Poderão alguns perguntar. Ora, bem, uma lengalenga é uma cantilena, uma rima ou um texto curto, na qual se repetem determinadas palavras ou expressões que permitem que a mesma se decore com facilidade. Geralmente estão associadas a brincadeiras e jogos infantis e são transmitidas de geração em geração, havendo algumas que são ditas cantadas à centenas de anos”, explica a equipa do Luso-livros.

Lenga lengas tradicionais

Desde aquelas que ouvimos os nossos avós e pais nos contarem até às que contamos hoje às nossas abobrinhas. As lenga lengas tradicionas são intemporais e fazem-nos recordar a nossa infância e a imaginação que vinha ao de cima quando era a hora da lenga lenga. Vamos então, expor aqui alguns das mais conhecidas lenga lengas portuguesas que continuam, ainda hoje, a passar de geração em geração, com o mesmo brilho que brilhava nos olhos dos nossos avós, pais, nos nossos e, agora, no dos nossos filhos!

  • Joaninha voa voa

Joaninha, voa, voa
Que o teu pai foi para Lisboa.

Voa, Joaninha, voa,
Que eu te darei pão e broa.

Joaninha, voa, voa
Leva as cartas para Lisboa,
Enfiadas numa linha
A tocar à campainha.

  • FUI…

Fui a Viana
A cavalo numa cana.
Fui ao Porto
A cavalo de um burro morto.
Fui a Braga
A cavalo de uma cabra.
Fui ao Douro
A cavalo de um touro.

  • Cantilenas das escondidas

Estas eram usadas nos jogos das escondidas, sendo  dita pelo menino/a que esta encarregue de procurar os que se escondiam.

Sola, sapato

Sola, sapato
Rei, rainha
Foi ao mar buscar sardinha
Para a mulher do juiz
Que está presa pelo nariz.

Salta a pulga na balança
Dá um pulo e põe-se em França.
Os cavalos a correr
As meninas a aprender.
Qual será a mais bonito
Que se vai esconder?

Pico, Pico

Pico, pico, maçarico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi a velha chocalheira,
Que come ovos com manteiga
Para a filha do juiz,
Que está presa na cadeira
Pela ponta do nariz.

  • 1,2,3

1,2,3
Acerta o passo Inês
Damos meia volta
Damos outra vez
Damos outra vez
Ó menina Carlota
1,2,3
Damos todos meia volta

  • A criada lá de cima

A criada lá de  cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim ao patrão:
Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de  nenhum
.

  • Um, dó, li, tá

Um-dó-li-tá
Cara de amendoá
Um soleto coloreto
Quem está livre, livre está.

  • Senhor condutor

Senhor condutor
Ponha o pé
No acelerador,
Se chocar
Não faz mal
Vamos todos
Para o Hospital,
Hospital de Santa Maria
Que é uma grande porcaria,
Hospital de São José
Que cheira sempre a chulé.

  • Quais, quais

Quais, quais, oliveiras, olivais
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Tarambolas, galinholas,
Perdizes e Codernizes,
Cartaxos e Pardais,
Cucos, melharucos,
Cada vez há mais.

  • Dedo mindinho

Dedo mindinho,
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolos
Mata piolhos.

  • Mão morta

Mão morta, mão morta,
Vai bater àquela porta!

  • Gato maltês

Era uma vez
Um gato maltês.
Que tocava piano
E falava francês.
Queres que te conte outra vez?

Era uma vez
Um gato maltês.
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez.
Queres que te conte outra vez?

Era uma vez
Um gato maltês.
Que tocava piano
Falava francês
A dona da casa
Chamava-se Inês.
O número da porta era o trinta e três!
Queres que te conte outra vez?

Era bonito
Uma galinha perchês
E um galo francês.
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?

  • Nove vezes nove?

Nove vezes nove, oitenta e um.
Sete macacos e tu és um,
Fora eu, que não sou nenhum!

  • Meio-dia

Meio-dia batido
PAnela ao lume
Barriga vazia
Macaco pintado
Vindo  da Baía
Fazendo caretas
À dona Maria.

  • Meu caracol

Meu caracol,
Meu caracolinho,
Meu anel de ouro
No dedo mindinho.

  • O tempo

O tempo perguntou ao tempo
Quanto o tempo o tempo tem.
E o tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem.

  • Um, dois, três, quatro

Um, dois, três, quatro.
Galinha mais o pato
Fugiram da capoeira
Foram ter com a cozinheira
Que lhes deu com um sapato.
Um, dois, três, quatro.

  • Pim-pam-pum

Pim – Pam – Pum
Cada bola mata um
P’ra a galinha, p’ro perú
Quem se livra és mesmo tu.

  • Pique pique

Pique-pique
Já piquei:
Grão de milho
Eu achei.

Fui levá-lo ao moinho,
O moinho não moeu;
Eu chamei o Sr. Tiago,
S. Tiago não m’ouviu,
Mas ouviram-m’ os ladrões
Que me levaram os calções!

Chorono-morno!

Salta, Maria,
Pra aquele forno;

Ouro, prata,
Salta, Maria,
Pra aquela buraca!

  • Dão balalão

Dão badalão, cabeça de cão,
Orelhas de gato, não tem coração.

Dão badalão, cabeça de cão,
Cozido e assado no caldeirão.

Dão badalão, morreu o Simão,
Na terra dos mouros Sr. Capitão.

Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão!
Vai casar o João Ratão,

Os dois sinos tocarão:
Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão.

Toca, toca o sacristão,
Toca, toca o sinão: Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão.

Vai casar o João Ratão
No dia de S. João.

  • Rei, capitão

Rei, capitão
Soldado, ladrão.

Menina bonita
Do meu coração.

  • Caracol, caracol

Caracol, caracol
Põe os pauzinhos ao sol!
Caracol, caracolinho,
Não vão tão devagarinho.

  • Cucu

Era uma vez um Cuco
Que não gostava de couves.
Mandou-se chamar o pau
Para vir bater no cuco
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar o fogo
Para vir queimar o pau
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar a água
Para vir apagar o fogo
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar o boi
Para vir beber a água
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar o homem
Para vir ralhar com o boi
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar o polícia
Para vir prender o homem
O polícia não quis prender o homem
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”

Mandou-se chamar a morte
Para vir matar o polícia
A morte quis matar o polícia
O polícia já quis prender o homem
O homem já quis ralhar com o boi
O boi já quis beber a água
A água já quis apagar o fogo
O fogo já quis queimar o pau
O pau já quis bater no cuco
O cuco já quis comer as couves

Era uma vez um cuco
Que já gostava de couves!

  • Contagem

Um, perú
Dois, bois
Três, inglês
Quatro, arroz no prato
Cinco, Maria do Brinco
Seis, Maria dos reis
Sete, toma o canivete
Oito, dá cá um biscoito
Nove, vai dar esmola ao pobre
Dez, vai lavar os pés
Onze, os sinos de Mafra
são de bronze.

  • Bichinho gato

Bichinino gato
O que é que comeste?
Sopinhas de mel!
Não me guardaste.
Sim te guardei.
Com o que tapaste
Com o rabo do gato.

Shap, shap, shap, shap (neste parte é para fazer cocegas)

Truz, truz, truz

Quem quer entrar?

É o senhor pintor
Sua casa vou pintar
Na cozinha uma bananeira

Para quê? Para quê?
Para alegrar o coração da cozinheira!

  • E depois, morreram as vacas

e ficaram os bois!

  • Vitória, vitória,

Acabou-se a história!

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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