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Associação de gravidez e parto: defesa dos direitos das mulheres grávidas

associação gravidez e parto

Conheça a Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto e o que defende.

No âmbito do evento da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP), Nascer com Amor, a Pumpkin entrevistou membros da associação e procurou descobrir mais sobre a sua história, ideais e o que podemos esperar dos eventos por si promovidos, tal como este.

Associação gravidez e parto

Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto

Porque razão foi criada esta associação e o que defende?

A Associação tem como fim a defesa dos direitos das mulheres durante a gravidez e parto através da promoção do respeito pelos direitos humanos.

Acreditamos que todas as mulheres merecem ser tratadas com respeito nos serviços de saúde materna em Portugal e que a sua dignidade, autonomia, privacidade e igualdade são inalienáveis.

O nosso objetivo não é influenciar as pessoas para nenhuma filosofia em particular. É, sim, apoiá-las para que possam fazer escolhas verdadeiramente informadas, e encontrar profissionais de saúde que as apoiem nessas escolhas.

Existiam já em Portugal Associações como a Humpar, com o objetivo de promover a humanização do parto, o que vem trazer de novo esta associação? De que forma se articulam com outras vozes que trabalham em Portugal com este objetivo?

O nosso objetivo não é promover nenhuma filosofia de assistência ao parto em particular. Acreditamos na importância fundamental de se aceitar e valorizar várias vivências e perspetivas sobre as questões da gravidez e do parto. O que é um parto humanizado para uma mulher pode não o ser para outra.

Trabalhamos para que as escolhas das mulheres reflitam a sua consciência e empoderamento, e não o medo ou qualquer forma de pressão, culpabilização ou desinformação.

Para nós é muito importante que a APDMGP seja uma Organização inclusiva, que chame a si diferentes organizações para trabalharmos em conjunto nesta missão. É importante construir pontes, dar asas ao diálogo, não só com outras organizações (não governamentais e profissionais), mas também diretamente entre as famílias e os profissionais. Só assim se conseguirá chegar a uma cultura da gravidez e parto que coloque de facto a mulher e a sua família como protagonista desta fase crucial da sua vida.

Neste evento participam diferentes organizações – qual o seu papel no evento?

As diferentes organizações e indivíduos que fazem parte deste evento e generosamente aceitam, a cada edição do evento, o nosso convite são para nós um exemplo da força que a sociedade civil tem para se manifestar e mostrar aquilo em que acredita.

A ideia é precisamente passar a mensagem de que quem vai mudar, melhorar, moldar a forma como se nasce em Portugal são os pais e as mães como nós, e que todos os que se empenham na dignidade, respeito e segurança a cada bebé que nasce e a cada mãe que tem o seu filho.

Esperamos que os participantes de Nascer em Amor saiam do encontro mais bem informados, mais motivados para fazer valer os seus direitos e tomar opções alinhadas com os seus princípios, seja nas suas vidas particulares ou profissionais, e, mais importante que tudo, crentes da possibilidade de um futuro melhor, mais pleno e feliz, para as nossas famílias e profissionais do parto.

A quem se destina o evento “Nascer em Amor”?

A todos os cidadãos – profissionais, casais, famílias, todos que se interessam ou que, de alguma forma, se relacionam com as questões relativas à gravidez e ao parto.

Deixamos a porta aberta a todos os que connosco queiram discutir estas questões, pois parece-nos que será sempre pelo diálogo, partilha de diferentes visões e experiências que se vai começar, cada vez mais, a Nascer em Amor. Os principais beneficiários serão sempre as mães e os bebés portugueses.

Quais os próximos passos para a Associação? Que outros eventos planeiam organizar?

Para já, temos uma exposição sobre fotografias criadas para a nossa campanha sobre a Violência Obstétrica e os Retratos da Masculinidade Cuidadora, sobre as quais podem ver e saber mais no site da associação.

Além disso, a associação vai ainda associar-se à Greve Internacional Feminista, no dia 8 de março, a fim de, como se pode ler no seu site:

“afirmar e relembrar as discriminações e a violência exercidas sobre as mulheres no âmbito da gravidez e do parto. Convidamos todas as pessoas e instituições a apoiarem esta iniciativa, acompanhando as ações de mobilização a decorrer, aderindo à Greve e participando nas concentrações e/ou manifestações convocadas nas várias cidades do país no dia 8 de Março.”

Veja também:

  • Dicas para as grávidas: Para que serve o pré-natal?
  • Parto: as diferentes formas de ver a magia acontecer!

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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