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Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros: que local incrível!

grutas mira de aire

Grutas, praias fluviais, muito verde e cursos de água!

No Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros a promessa vai além da diversão: há, também e acima de tudo, uma imensa diversidade – de paisagens e de coisas para fazer! Entre programas debaixo de terra e trilhos por entre a natureza mais verde (e azul!), tardes de descanso em praias fluviais e momentos mais culturais e interativos, são muitas as nossas sugestões para explorar este Parque que é, em muito, feito de serras, planaltos e… grutas!

Ao longo dos percursos pedestres – consultem sempre a dificuldade dos trilhos para que as abobrinhas não sejam expostas a demasiado esforço – vão cruzar-se com vários miradouros que oferecem panoramas incríveis destas vistas tão ricas.

Os miúdos não vão conter o entusiasmo: é que onde os seus pés pisam estiveram, em tempos muito distantes, fantásticos dinossauros que, como recordação eterna, deixaram até pegadas no maciço calcário… Preparados?

Mapa do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

mapa serras aires e Candeeiros

O que visitar no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

Gruta do Algar da Pena – Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

algar do pena

Fotografia: Green Trekker

Descoberto em 1985 por Joaquim Pena (daí o nome do algar) por acidente, o Algar do Pena é uma gruta onde podem descobrir a maior sala subterrânea conhecida em Portugal! É por isso uma experiência única de descida às profundidade, onde vão encontrar muitos espeleotemas (“o quê, mãe?!”) de formas variadas e invulgares.

Como bónus, nas proximidades poderão ainda observar várias pegadas de dinossauros! Graaawr!

Uma experiência inesquecível, que podem cimentar de forma lúdica no Centro de Interpretação, onde são explicados todos os segredos das grutas.

As visitas à gruta são feitas apenas por marcação prévia e acontecem todos os dias exceto à segunda-feira.

Grutas de Mira de Aire

As grutas de Mira de Aire são as maiores grutas de Portugal e estão abertas ao público há mais de 40 anos. Nelas, vão poder descer a 110 metros de profundidade e deslumbrarem-se com as várias salas. Muito bem iluminadas, estas grutas são um espetáculo natural a que os miúdos não vão ficar indiferentes – nem os papás. Não é por acaso que são consideradas uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

Não é aconselhável fazer a visita com crianças pequenas ou de colo; além de não ser possível levar carrinhos, a descida à gruta é feita por escadas (muitas). Como a visita tem a duração aproximada de uma hora, convém ir à casa de banho antes.

Ah! No espaço junto à entrada primitiva da gruta podem aprender a ver as horas como os antigos, com um Relógio de Sol! Nas redondezas das grutas também podem visitar uma autêntica raridade: um moinho de vento totalmente recuperado, onde se vê a evolução do trabalho do Homem na transformação do cereal em farinha.

No Verão, podem aproveitar para, depois de percorrer as grutas, mergulhar de cabeça no Aquagruta.

Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios

monumento natural de pegadas de dinossaurios

Fotografia: Blog Viajar em Família 

É considerado o maior e mais antigo trilho de pegadas de dinossauros do mundo: são aproximadamente mil marcas de pegadas e calcula-se que terão cerca de 175 milhões de anos. Coisa pouca!

A visita ao Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios divide-se em dois momentos: o primeiro, a exibição de um filme explicativo sobre este local mágico, e, depois, o do percurso em si, que é, como é óbvio, a parte mais divertida da visita.

Conseguem imaginar mamíferos com 30 metros de comprimento e 20 toneladas de peso? É que pelas formas das pegadas das suas mãos e pés, estes dinossauros eram mesmo, mesmo gigantes. As suas pegadas são um património histórico incalculável porque permitem aos historiadores e cientistas desenhar evidências muito claras de como eram de facto os nossos antecessores na Terra.

O terreno, que então era uma zona pantanosa – e daí as pegadas terem ficado imortalizadas – tornou-se bastante irregular com o passar dos milénios: o passeio a pé faz-se por subidas e descidas, escadas e terra batida. Ou seja, esqueçam os carrinhos de bebé e não se esqueçam de usar calçado confortável, além de um chapéu para as horas de maior calor.

Polje de Minde

polje de minde

O nome tem tanto de estranho quanto de especial, como este lugar, que só existe, assim como a imagem o mostra, quando os terrenos calcários atingem um nível de saturação que não lhes permite absorver mais água. Forma-se, então, uma vasta lagoa, com uma beleza inexplicável.

O polje de Mira-Minde é “alimentado” pelas nascentes dos rios Lena, Alviela e Almonda, entre outras: quando o entrada de água no sistema é superior ao caudal permitido pelas nascentes, a água eleva-se dentro da rede e inunda esta depressão que é o polje, através de 2 ou 3 algares, formando um mar temporário. Com a diminuição da precipitação, a água esvazia pelos mesmos locais por onde inundou.

O Polje é um local de características únicas cuja visita se recomenda sem reservas, mas como é necessária a ocorrência de grandes quantidades de precipitação este fenómeno não é regular, previsível ou cíclico.

Fórnea

fórnea

O Percurso Pedestre Fórnea – Alcaria é uma forma diferente de conhecerem uma das zonas mais bonitas do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Como o trilho é de dificuldade baixa e estende-se apenas por 1 quilómetro, é um programa que podem fazer também com as abobrinhas, que vão adorar as paisagens.

Mas o que é a Fórnea, afinal? É uma espécie de “anfiteatro” natural, um enorme buraco com milhões de anos e que está rodeado por todos os lados de cascatas e cursos de água. Água que, na verdade, já cobriu toda esta região: vão poder encontrar facilmente fósseis de amonites, prova clara de que esta região foi em tempos coberta pelo Atlântico.

Alvados

gruta de alvados

Fotografia: https://joanofjuly.com/

Nesta localidade, conhecida como “Vale Encantado”, situam-se das grutas naturais mais espectaculares e mais bem preservadas de Portugal: as Grutas de Alvados.

As Grutas de Alvados (descobertas em 1964) e as Grutas de Santo António (descobertas em 1955) são, apesar da proximidade geográfica, muito diferentes, e, por isso, faz todo o sentido optarem pelo pack “visita-conjunta”.

As Grutas de Alvados destacam-se pelos longos corredores que se transformam inesperadamente em pequenas salas e em vários lagos naturais, para além dos seus inúmeros túneis interrompidos por profundos algares. Já as Grutas de Santo António são impressionantes acima de tudo pela enorme “sala”, percorrida por pequenos cursos de água e lagos naturais, totalmente decoradas por estalactites e estalagmites.

Não deixem ainda de visitar a Lagoa de Alvados, um local de inúmera beleza onde podem fazer um piquenique em família.

Se preferirem, podem também provar a gastronomia local, que é deliciosa! As especialidades como o cabrito, o bacalhau assado, as couves de azeite com feijão e broa de milho, a morcela de arroz e os queijos de cabra frescos e secos encontram-nos em muitos restaurantes típicos que vos farão sentir em casa.

Praia Fluvial dos Olhos de Água

praia fluvial dos olhos de água - geral

Fotografia: http://aquapolis.com.pt

Olhos d’águaaaaa, não deixam de sentir! Não é a novela mas promete tanto ou mais entertenimento.

Se estiverem perto da freguesia de Louriceira, não deixem de passar umas horas na Praia Fluvial dos Olhos de Água, também chamada Praia Fluvial do Alviela, que é conhecida pela sua beleza natural. Uma coisa garantimos: vão ficar maravilhados com o rio que corre por entre as rochas e árvores.

Aqui poderão encontrar também um parque infantilpara os mais pequenos e vários parques de merendas com mesas e grelhadores, onde é obrigatório aproveitar uma refeição em família.

Nascente dos Olhos de Água do Alviela

nascente dos olhos de água

É a nascente mais importante do nosso país e podem conhecê-la através de um percurso onde, entre outros locais de impressionante beleza, como o Canhão, a Janela Cársica, a Perda e a Ressurgência (grutas onde um dos afluentes do Alviela se torna um rio subterrâneo e, depois, o caminho pelo qual regressa à superfície), e o Poço Escuro.

A água que brota da nascente é originária da chuva, que se infiltra no Planalto de Santo António e é conduzida até este local pelas várias grutas da região.

O Alviela nasce na base de uma escarpa, local conhecido por Olhos de Água, e daqui é feito o abastecimento de água para consumo público a Lisboa, desde 1880.

Salinas da Fonte da Bica ou de Rio Maior

salinas da fonte da bica
Fotografia: Trover

Também conhecidas como Marinhas de Sal de Rio Maior são um ex-libris da cidade, representadas até no seu brasão, e têm a particularidade de que a água daqui extraída seja 7 vezes mais salgada do que a do oceano Atlântico. A exploração das salinas conta-se em centenas de anos e, atualmente, produzem cerca de duas toneladas de sal por ano.

As ruelas à volta são amorosas, e as casas feitas de madeira passam a sensação de que estamos num mundo aparte, antigo e cheio de cor.

Não deixem de visitar para saber como é feita esta produção, impressionarem-se com as pirâmides de sal e, claro, comprá-lo para com ele fazerem deliciosas receitas no regresso a casa!

Centro de Ciência Viva – Carsoscópio

centro ciência viva alviela

No Centro Ciência Viva do Alviela podem saber tudo sobre morcegos! As exposições interativas deste centro mostram às abobrinhas que esta região do país é diferente de todas as outras: é que tem particularidades geológicas, de fauna e de flora muito específicas e, por isso, é casa destes mamíferos tão especiais.

No Alviela podem viajar 175 milhões de anos no tempo, num simulador de realidade virtual que vos levará à era dos dinossauros. Até poderão vê-los desenhar as suas pegadas na Serra de Aire.

Nas outras exposições, podemo ver os caminhos que na terra percorrem as águas da chuva, e até há a possibilidade de se cruzarem com Nosferatu, o terrível homem morcego famoso no cinema. Coragem!

Os animais no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

morcegos serra aires candeeiros

Existem 204 espécies de animais no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, das quais 136 são aves, 38 mamíferos, 17 répteis e 13 anfíbios.

Os mais impressionantes são o gato-bravo, a raposa, a víbora-cornuda e várias cobras-de-água, além dos imponentes bufos-reais e gralhas de bico vermelho. Nas suas numerosas grutas abrigam-se uma infinidade de seres vivos, de que se destacam cerca de dez espécies de morcegos!

Alojamento no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

alojamento serra de aire e candeeiros

A nossa sugestão é que fiquem alojados em Alvados, o Vale Encantado do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, ponto de partida para explorarem as grutas, as lagoas e as imensas maravilhas que este Parque oferece!

Existem várias opções de hóteis mas também de alojamentos locais – e rurais! – que vos vão permitir relaxar numa imersão total na natureza. Nós já estivemos, numa escapadela romântica, no Cooking and Nature – Emotional Hotel, fizemos uma aula de cozinha e adorámos a paisagem, a tranquilidade e o design moderno do hotel.

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