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5 Dicas: Como brincar nas necessidades especiais?

brincar necessidades especiais

Brincar, sempre mas mais ainda para estas crianças, é a ferramenta mágica promotora do seu desenvolvimento.

Tal como a alimentação saudável e os cuidados de higiene são direitos das nossas crianças, o brincar também é! A Beatriz Pereira do blog Mais Q’ Especial reforça a sua importância no desenvolvimento cognitivo de crianças com necessidades especiais. 

Sim, BRINCAR! Lembram-se do que é ou já se esqueceram de como sabe bem e do quanto aprendemos com as brincadeiras na infância?

Ao brincar a criança conhece o mundo, o seu corpo, desenvolve a sua coordenação e agilidade motora, a sua capacidade para resolver problemas,  exprimir as suas emoções, relacionar-se com os outros, a sua criatividade, a sua autonomia e até a sua linguagem. 

Se existiam dúvidas até aqui sobre a importância do brincar, estão esclarecidos ?

Tal como todas as crianças, também as crianças com necessidades especiais brincam! Aliás, muitas das vezes, o brincar para estas crianças é a ferramenta mágica promotora do seu desenvolvimento quer nas suas casas, na sua escola ou até nas terapias!

Então e porquê? Porque a brincadeira e os jogos lúdicos são um estímulo base para a consolidação das aprendizagens e conteúdos escolares nestas crianças. Muitas destas crianças têm dificuldades em manter a sua atenção, em interpretar a informação então é importante simplificar e diversificar na forma como podem aprender.

Por exemplo, em vez de aprenderem os números com uma ficha, estas crianças aprendem os números através da pintura, de jogos educativos, plasticina, etc.

Assim, para além do conteúdo em si, estas crianças exploram outras áreas, mantêm o foco mais facilmente e divertem-se imenso.

Dicas para brincar com crianças com necessidades especiais

Em muitos dos casos é necessário que as brincadeiras e os próprios brinquedos sejam adaptados, no entanto, existem pequenas dicas que contribuem para uma brincadeira produtiva e ao mesmo tempo super divertida:

Reconhecer

Que cada criança é única logo conta com qualidades, dificuldades e necessidades únicas que não devem ser equiparadas a qualidades, dificuldades e necessidades de outras crianças com a mesma ou com outra necessidade especial.

Respeitar

É importante não impor brincadeiras, jogos ou até mesmo ajudas. Pensem lá comigo: nem sempre nos apetece fazer a mesma coisa, ler um livro novo ou ter ajuda assim que estamos a tentar fazer algo, correto? Há algum mal nisso? Acho que irão concordar comigo: Não, não há! Pois, o mesmo acontece com estas crianças! Têm direito a não querer brincar naquele momento ou a querer brincar de forma autónoma e livre! Se virem que a criança necessita mesmo de ajuda comecem por ajudas menos intrusivas: podem apontar, dar sugestões verbalmente, exemplificar…!

Acreditar

Não duvidem das capacidades da criança. Todas têm as suas capacidades, à sua maneira e à sua medida! Acreditem no seu potencial e falem com as crianças sobre o mesmo! Demonstrem que acreditam nelas! Se demonstrar-mos que temos expectativas sobre elas e que acreditamos mesmo que as alcançam, até as crianças irão acreditar mais em si e cooperar de uma forma mais positiva!!

Conjugar

Capacidades com dificuldades! Usem as potencialidades da criança para trabalhar as áreas onde tem mais dificuldade. Por exemplo, a criança adora brincar com plasticina mas tem dificuldade em reconhecer figuras geométricas. Façam figuras com a plasticina, desmistifiquem a complexidade que a criança poderá ter atribuído a esta nova aprendizagem! Deixem-na brincar com as suas próprias dificuldades em vez de a condicionarem a estar sentada a fazer fichas de trabalho ou desenhos manuais.

Tempo ao tempo

É fundamental perceber que cada criança tem o seu tempo seja para realizar a actividade, seja para adquirir um novo objectivo, uma nova palavra, uma nova aprendizagem! Não se esqueçam: depressa e bem, não há quem!

Brinquem muito! Até podem aproveitar e acordar a criança que está dentro de vocês: em breve darei sugestões de brincadeiras e jogos para diferentes necessidades especiais.

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