Ansiedade de Separação: alguns conselhos para quando se separar dos seus filhos - Pumpkin.pt

Ansiedade de Separação: alguns conselhos para quando se separar dos seus filhos

ansiedade de separação

Trazemos algumas dicas do Pediatra Hugo Rodrigues para facilitar as despedidas.

A ansiedade de separação é normal nas crianças mais pequenas, daí tantas abobrinhas ficarem a chorar quando os pais as deixam na escola ou com outros adultos cuidadores. O Pediatra Hugo Rodrigues, que lançou recentemente o renovado projeto Pediatria para Todos, partilha connosco estas dicas para facilitar o momento e torná-lo mais agradável para todos. 


1. Evite despedidas muito prolongadas

Não acho que se deva deixar os filhos a chorar, mas despedidas muito prolongadas criam confusão e insegurança às crianças, porque percebem que os pais também não estão seguros em deixá-los ficar. Por outro lado, pode passar a mensagem de que a separação é muito longa e criar receios à criança.

2. Avise com antecedência, mas com bom senso

As crianças gostam de previsibilidade, pelo que deve avisar o que se vai fazer. De qualquer forma, esse aviso não deve servir para criar angústias, é apenas uma informação e preparação, que não precisa de ser feita com muita ansiedade. A opção de não avisar previamente pode minimizar a duração da “angústia”, mas serve apenas para criar desconfiança e não me parece boa opção.

3. Mantenha algum contacto com a criança, mas sem ser exagerado

Os telefonemas (com ou sem vídeo) são uma boa forma dos pais se manterem perto, mesmo estando à distância. De qualquer forma, não devem ser um “massacre” e devem apenas ser usados pontualmente. Por outro lado, é importante perceber que muitas vezes as crianças não acham muita “piada” a falar ao telefone, principalmente se estiverem entretidas a fazer alguma coisa de que gostem. É preciso respeitar isso, porque força-las a falar não traz vantagens nenhumas e pode até criar situações de conflito.

4. Estar disponível para “voltar atrás” se as coisas não correrem bem

Não acho que se deva ceder à primeira adversidade, mas se a experiência não estiver a ser positiva, deve haver um plano B (principalmente nas primeiras vezes) para não transformar a situação numa experiência traumatizante ou dramática.


Podem seguir o trabalho do Doutor Hugo Rodrigues no site Pediatria para Todos, no Instagram, no Facebook e no YouTube

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