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Como ajudar a criança a ser confiante e bem sucedida?

Dicas: ajudar a criança a ser confiante e bem sucedida

A confiança da criança pode ser trabalhada!

“Ser capaz de tomar decisões”, “ser capaz de defender o seu ponto de vista, mostrando respeito pelos outros”, “acreditar que é capaz” são alguns dos desejos que muitos pais têm para os seus filhos.

Num mundo em que o julgamento, a crítica e os desafios são cada vez maiores e exigem cada vez mais que sejamos resilientes, muitos pais procuram a melhor forma de ajudar a criança a ser confiante e bem sucedida. A Beatriz Pereira do blog Mais q’Especial partilha algumas dicas para trabalharmos a auto-estima das abobrinhas.

8 dicas para ajudar a criança a ser confiante e bem sucedida

Adequar exigências e tarefas à criança

É importante que as instruções e as tarefas pedidas às crianças estejam adequadas à idade e tenham em consideração as suas dificuldades. Dou-vos dois exemplos: pedir a uma criança de dois anos para fazer a cama e esperar que a mesma fique bem-feita, é exigir-lhe uma tarefa que não está ainda adequada à sua idade.

Pedir a uma criança que tem dificuldades utilizar uma tesoura para que corte um desenho sobre os limites, é exigir sem considerar as suas dificuldades. Relembro que é fundamental que os pais estejam informados sobre as competências esperadas para cada fase de desenvolvimento da criança ou até mesmo para as dificuldades associadas a perturbações de desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem.

Não resgastar a criança

Se a criança se deparar com um desafio, e se for seguro, deixe que  a criança pare para observar o que aconteceu e reflicta sobre como pode superar o desafio. Ao ver-se capaz de participar na resolução do desafio, a criança aprenderá a acreditar que é capaz.

Valorizar aquilo que se vê, não a perfeição

É importante mostrar à criança que o importante não é a perfeição, mas sim o espírito de iniciativa, o envolvimento e o empenho na tarefa com o seu melhor. É importante descrever aquilo que a criança faz, não o seu resultado propriamente dito.

Para além disso, lembrem-se de não comparar a criança ou o que a criança faz, às outras crianças. Mostre-lhe antes o quão única é. Mostrar-lhe esta individualidade e valorizá-la, irá ajudar no desenvolvimento da sua auto-estima e auto-confiança.

Focar no “copo meio cheio” em vez do “meio vazio”

Conhecem a história do copo que tem água até metade? Imaginem isso mesmo e respondam a esta pergunta: o copo está meio cheio ou meio vazio? A resposta a esta questão irá mostrar-vos se têm maior predisposição para ver as situações pela positiva ou pelo lado negativo. Pois bem, ajudem as crianças a abraçar as nossas experiências e as suas necessidades e dificuldades pelo lado do copo meio cheio.

Relembrem a criança do que já conseguiu aprender, melhorar ou superar e chamem a sua atenção para tarefas, ações, comportamentos ou competências que a criança coloca em prática com sucesso!

Deixar a criança decidir

Muitos pais receiam dar opções de escolha ou liberdade na escolha que a criança quer fazer. Sentem que ser pais é estar no controlo de cada passo da criança.

No entanto, adequar esta liberdade ou opção de escolha à idade será a base para que a criança se torne num adulto capaz de ponderar os pontos positivos e menos positivos das situações que terá de enfrentar na sua vida. “De pequenino se torce o pepino!” –  lembrem-se!

Antes de não deixar a criança decidir se quer usar a camisola branca ou a camisola azul, pense se é assim tão importante que seja você a decidir que camisola leva!

Reconhecer em vez de elogiar

Já falei sobre isto num artigo sobre reconhecer (podem ver o artigo aqui) a criança em vez de elogiar. O elogio torna a criança dependente do que os outros lhe dizem. Quando descrevemos aquilo que são capazes de fazer, em vez de os elogiar e definir que são x ou Y, motivamos a criança a acreditar nas suas capacidades e a agir dessa mesma forma, com espontaneidade e intenção.

Incentivar a criança a relacionar-se com os outros e a ajudar

É fundamental para que a criança se torne uma criança capaz de se adaptar a situações, pessoas ou formas de pensar/brincar/estar diferentes da dela. Desta forma, desenvolve-se a resiliência que tem por base a confiança e tantas outras competências sociais como o respeito pelo outro!

Ao incentivá-la a ajudar outras crianças ou adultos, a criança sente tem o poder de fazer a diferença, de contribuir para algo, ajudando-a a acreditar que tem valor e é capaz!

Ajude a criança a dar asas à sua imaginação

Ajudando-a a visualizar-se a concretizar algo que deseja muito ou junto de alguém de quem quer muito estar perto. Esta visualização, faz-a  acreditar que é possível…e acreditar é a palavra de ordem para se conseguir!

Lembrem-se que todos temos a confiança dentro de nós. Não há pessoas sem ou com mais confiança. O potencial está mesmo dentro da criança, dentro de todos nós…só precisamos de o despertar!

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