9 orientações para ajudar na prevenção da violência sexual online de crianças - Pumpkin.pt

9 orientações para ajudar na prevenção da violência sexual online de crianças

violência sexual online

A internet faz parte da vida das crianças e durante a pandemia o seu uso poderá ser maior e nem sempre supervisionado.

É natural que os pais e mães, muitos em teletrabalho, não consigam articular as responsabilidades profissionais com a atenção que desejariam ter sobre os conteúdos que as crianças acedem ou até mesmo com quem comunicam. 

Sabemos que a violência sexual contra crianças pode assumir diferentes formas, nomeadamente formas sem contacto físico, como através da internet e das redes sociais. Por isso, nesta altura, precisamos de reforçar os cuidados a ter para proteger e garantir a segurança das crianças. A Quebrar o Silêncio dá-nos por isso algumas indicações muito úteis.


A verdade é que com a pandemia e o confinamento os abusadores têm explorado novas estratégias para chegar às crianças. Em março de 2020 a Europol alertou para o aumento na atividade nos fóruns online da Dark Web. A mensagem que passava é que o confinamento era uma “boa oportunidade para iniciar contactos com crianças”, por saberem que elas passam mais tempo online e nem sempre com supervisão parental.

Recentemente, a 9 de fevereiro, no Dia Europeu da Internet Mais Segura, Carlos Cabreiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da Polícia Judiciária, anunciou que “só na área dos abusos sexuais e pornografia de menores registámos uma subida superior a 40%, de 500 inquéritos em 2019 para mais de 800 em 2020”.

Tendo em conta o aumento de casos de violência sexual contra crianças nas redes sociais e na Internet, partilho nove orientações para ter em mente:

  • Conheça bem as definições de segurança e de acesso à Internet dos dispositivos que a criança usa. Recorra ao controlo parental e às opções necessárias para bloquear conteúdos impróprios para menores.
  • Converse frequentemente com as crianças sobre os conteúdos e aplicações a que elas têm acesso. Peça que lhe expliquem a razão pela qual gostam ou usam determinada aplicação.
  • Conheça os jogos, vídeos e outras aplicações que os seus filhos usam. Esteja atualizado sobre as novidades e, se algo lhe soar estranho, siga o seu instinto e indague sobre o porquê dessa sensação.
  • Preste atenção às amizades ou novos contactos que o seu filho ou filha tenha desenvolvido online. Converse sobre em que circunstâncias estas amizades se desenvolveram e alerte para os perigos de conversar com estranhos, mesmo que aparentem ser inofensivos ou mesmo outras crianças – como sabemos, na realidade podem não sê-lo. Incentive a conversa apenas com amigos que a família já conheça pessoalmente, como colegas de escolas, amigos do bairro ou outros familiares. 
  • Se a sua filha ou filho pedir para instalar uma aplicação nova, explore em conjunto as opções e as definições, bem como as possíveis ramificações. Por exemplo: se é um jogo que permite conversar em tempo real com outros jogadores ou se é possível aceitar ter convites de amizades de desconhecidos.
  • Pesquise notícias relacionadas com as aplicações que o seu filho ou filha usa ou que pretende instalar. É uma boa estratégia para verificar se há alertas por parte de outros pais e mães ou das autoridades competentes sobre violência sexual.
  • Estabeleça regras no acesso e consumo. Definam em conjunto quando, onde e durante quanto tempo podem usar o tablet, computador ou telemóvel. Por exemplo, que aplicações podem ser acedidas no espaço comum do lar, como na sala? Poderá haver chamadas que a criança/adolescente poderá fazer no seu quarto, mas de porta aberta?
  • Alerte para o tipo de conversas e conteúdos adequados à criança. Por exemplo, num jogo em que se cria uma personagem, não deverá ser necessário tirar fotografias à criança. Fale sem tabus sobre quais os tópicos de conversa apropriados e em que contexto podem acontecer.
  • Mantenha-se disponível para esclarecer qualquer dúvida ou questão que a criança tenha sobre o que vê na internet ou nas aplicações que usa. É preferível que a criança tenha a resposta vinda de si, do que pesquisar por ela própria na internet sem supervisão.

Se tiver alguma dúvida ou questão que necessite esclarecer, contacte a Quebrar o Silêncio através dos contactos 910 846 589 e [email protected]. A Quebrar o Silêncio presta apoio especializado para homens e rapazes vítimas de violência sexual. Os serviços de apoio são confidenciais e gratuitos.

Este artigo é da autoria do parceiro Ângelo Rodrigues, da associação Quebrar o Silêncio.

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