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Leitura em suportes digitais: sim ou não?

Leitura Suportes Digitais

Sim! Descubram quais as vantagens para as crianças da leitura em tablets ou telemóveis!

Se as abobrinhas são pouco dadas a leituras mas passam horas a fio coladas à televisão ou ao tablet, não percam a esperança!

Já pensaram que os e-books podem ser uma alternativa válida, diferente e interessante, e que os pode entusiasmar a ler mais?

Propor aos vossos filhos lerem num formato que lhes é confortável e que eles adoram é meio caminho andado para que eles aceitem o desafio mais facilmente.

Apesar de muitos defenderem que os livros impressos são melhores, a verdade é que um estudo National Literacy Trust sublinha que os e-books e ferramentas de leitura interativa não só são uma boa alternativa aos livros tradicionais como, na verdade, têm até alguns benefícios extra!

A tecnologia não tem que ser encarada como inimiga da leitura e sim como uma forma de enriquecer ainda mais a experiência.

Descubram quais as vantagens da leitura em suportes digitais e como incentivar as crianças a utilizar as tecnologias como a nova biblioteca aí de casa.

Assim, até vai ser mais fácil negociar com os vossos filhos as horas de utilização diária do tablet…

Brincar para aprender

ler em formatos digitais

Numa era cada vez mais tecnológica, são muitos os aplicativos que ajudam as crianças mais novas a aprender a ler. Se as vossas abobrinhas estão agora a iniciar a alfabetização, os tablets e telemóveis podem, na verdade, ser bons professores.

Por norma, estas apps têm jogos e exercícios divertidos que ensinam quais as letras do alfabeto, os seus sons e como escrevê-las. Outras já incentivam à formação de sílabas e de palavras. Os níveis mais avançados permitem associar essas palavras a sons e imagens, processo que, depois, facilita a leitura.

Normalmente estes jogos são relacionados a temas que os miúdos adoram, como animais, vegetais, cores, transportes, partes do corpo, números, vestuário, instrumentos musicais, família, brinquedos e profissões.

Quando as crianças se divertem enquanto aprendem, é muito provável que a assimilação dos conteúdos aconteça de forma ainda mais natural. Mesmo numa fase prematura de aprendizagem, ouvir histórias interativas onde as palavras mais importantes vão surgindo escritas é uma forma muito prática e visual de estudar e passar um bom bocado!

Interativo é mais divertido

cressida cowell happy meal readers

É mais fácil aproximar as crianças à leitura com experiências interativas e animadas, como filmes animados, por exemplo. Esta técnica funciona principalmente com crianças mais pequenas.

Aplicações que permitem às crianças participar na história tornam a leitura mais divertida e fazem-nas sentirem-se ligadas de forma diferente às personagens e ao enredo. Muitas apps permitem também que os pequenos leitores tenham poder de decisão em relação à história: à medida que leem, podem decidir entre duas opções quais os próximos acontecimentos.

Livros com áudio também ajudam a criança a decifrar melhor os textos, ajudando ao desenvolvimento cognitivo e estimulando a aprendizagem.

Neste sentido, a coleção do programa Happy Meal Readers, da McDonald’s é muito interessante! Já conhecem? Quando forem ao restaurante com as abobrinhas podem agora optar por um livro infantil com o Happy Meal e as histórias são mesmo incríveis!

Com dois livros novos a cada oito semanas, a coleção exclusiva “As aventuras dos Gémeos Treetop”, da autoria da escritora Cressida Cowell, a mesma que escreveu a incrível história de “Como Treinares o teu Dragão”, vai fazer os encantos dos miúdos. São 12 livros diferentes para colecionar e ler em conjunto, numa iniciativa que conta com o apoio do Plano Nacional de Leitura.

A diversão continua na app Happy Studio (disponível para IOS e Android) onde é possível aceder à versão digital e interativa dos livros e vê-los “ganhar vida”, bem como aceder às surpresas digitais disponíveis na contracapa de cada um dos livros desta coleção. Que giro!

Simplificar para agradar

ler em suportes digitais facilitar

Algumas crianças podem achar mais difícil ler livros em papel pelo tamanho das letras ou porque há demasiadas palavras nas páginas – o que, para quem começa a ler agora, pode ser uma visão assustadora.

Ter a possibilidade de alterar (aumentar ou diminuir, mas normalmente aumentar) o tamanho da fonte à medida que se lê um e-book, torna este tipo de livros mais fácil de ler.

Esta facilidade é de inegável valor para todos, mas mais ainda para crianças com necessidades educativas especiais, dislexia ou outras dificuldades de aprendizagem, que têm assim o processo de leitura simplificado e adaptado à sua medida.

Se utilizarem apps coloridas, com desenhos infantis e visualmente apelativas, também têm metade do trabalho feito: se a história se contar sozinha, os pais podem adiantar o jantar enquanto a criança lê sozinha, porque a probabilidade de a criança se entreter durante mais tempo é muito maior.

É fácil, é barato e dá milhões (de livros)

Menina a ler em avião

Os e-books são, de forma geral, mais atrativos também por serem tão práticos.

A acessibilidade, nos dias de hoje, conta muito – normalmente, os miúdos andam, a partir de determinada altura, com os seus tablets ou telemóveis para todo o lado, por isso acaba por ser mais conveniente ler um e-book no seus dispositivos eletrónicos, ao invés de levarem com eles um livro de papel.

Até mesmo porque, às vezes, somos forçados a esperar inesperadamente, seja num consultório médico ou antes de uma viagem, e, nessas alturas, nem sempre temos livros connosco, mas os telemóveis por norma sim. Assim, podemos sempre estender-lhes o telefone e tornar a espera não agradável mas pelo menos útil!

Esta facilidade é ainda mais conveniente em período de férias! Não precisam de levar dez livros na mala e pagar peso extra de bagagem: podem descarregar, normalmente a preços bastante mais em conta do que o dos livros físicos, várias histórias para os entreter e ocupar os tempos mortos.

A tecnologia atrai o papel

leitura em formatos digitais aproxima aos livros

Por contraditório que possa parecer, os livros interativos podem também levar os leitores mais “difíceis” a descobrir uma nova paixão pelas palavras.

De acordo com o National Literacy Trust, antes do estudo arrancar, só 10% das crianças envolvidas disse gostar de ler livros físicos. Depois de começarem a ler em tablet ou telemóveis, esse número aumentou para os 40%, pela que a influência é óbvia e positiva.

Esta mudança sugere que ter acesso a e-books pode abrir às crianças um novo mundo onde os livros físicos também têm lugar e convivem, harmoniosamente, com a leitura em suporte digital.

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