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13 Dicas para lidar com a Hiperatividade e Défice de Atenção na sala de aula

13 Dicas: Hiperatividade e Défice de Atenção na sala de aula

A Hiperatividade e Défice de Atenção pode condicionar o sucesso de uma criança no seu percurso escolar.

Sendo uma perturbação que surge na infância e pode perdurar até à fase adulta, a PHDA reflete-se em sintomas associados ao défice de atenção, ao excesso de atividade motora e à impulsividade. A psicomotricista Beatriz Pereira partilha 13 dicas para ajudar os seus alunos com necessidades especiais a melhor se integrarem em ambiente escolar. 

Como podem imaginar, estar sentado numa cadeira, manter-se em silêncio e virado para o quadro a copiar o que lá está ou até mesmo saber esperar pela sua vez para falar na sala de aula, são tarefas que podem ser difíceis para estas crianças. E atenção: não são tarefas difíceis porque são crianças “mal educadas” ou “com falta de regras e limites”. São tarefas difíceis porque, por causas biológicas, é-lhes difícil controlar o seu comportamento e gerir as suas emoções.

13 Dicas para lidar com a Hiperatividade e Défice de Atenção na sala de aula

Como tal e visto que parte das escolas portuguesas dificilmente estão totalmente ajustadas às necessidades e dificuldades destas crianças com materiais, estruturas e formação para pais, respetivos professores ou auxiliares de educação, deixo-vos aqui algumas dicas:

Utilize reforços positivos para todos os comportamentos da criança mesmo que sinta que são um dever da criança

Esta iniciativa motiva a criança a controlar os seus comportamentos e a acreditar que é capaz de o fazer autonomamente.

Perante um comportamento desadequado, descreva o que viu e comunique com a criança sobre o que esta acha que poderia ter feito diferente e como

Será normal, que estas crianças tenham noção do comportamento que seria aceitável mas pela dificuldade em controlar os seus impulsos não o executam! É importante que sintam que acreditam que numa próxima oportunidade serão capaz de continuar a dar o seu melhor e que não estão sozinhas.

Seja assertivo nos limites e coerente naquilo que diz e naquilo que faz

Assim, a criança tem uma clara noção de orientação e segurança junto de si. Esta orientação e segurança por parte da criança, ajudam-na a sentir-se menos ansiosa ou inquieta, ajudando-a a ter maior autocontrolo sobre o seu comportamento.

Antecipe as tarefas e atividades ao longo do dia

Utilizando um relógio, um temporizador ou um plano visual, ajudará a criança a ter tempo para se preparar emocionalmente para as mudanças entre as tarefas e atividades.

Partilhe instruções diretas, curtas e claras, uma de cada vez

Seja verbalmente ou em fichas; peça à criança que as repita consigo ou com um colega.

Peça a colaboração da criança

Ajude-a a desenvolver a sua auto-confiança e dê-lhe momentos de descontracção: “podes pedir 10 fotocópias desta ficha que vamos fazer? ; ” podes ajudar-se a apagar o quadro?”.

Convide a criança a sentar-se numa mesa frente ao quadro mas não longe si

Assim facilmente mantém contato ocular com a mesma ou toca-lhe no ombro para re-chamar a sua atenção quando necessário.

Organize atividades e fichas aos pares ou em grupo

Trabalhar com os colegas, e com diferentes materiais, pode motivar a criança.

Dê prioridade à qualidade

Dê prioridade à qualidade e não à quantidade de fichas ou atividades que a criança tem de fazer.

Descreva o quão bem está a criança

“Estás tão bem sentado!”, ” quão bem está a escrever”, “adoro ver como estás atento”.

Preocupe-se em que a criança esteja bem na sala de aula, a conseguir acompanhar os conteúdos a lecionar. Se esta não está exatamente bem sentada na cadeira, se tem uma bola anti-stress na mão enquanto trabalha, entre outros estímulos que não sejam prejudiciais e totalmente desajustados, não se preocupe em focar-se nisso! O importante é o progresso e a capacidade da criança em manter-se empenhado nas tarefas.

Não esquecer que “o adulto sou eu”

É normal que o adulto se irrite e tenha dias de mais impaciência. No entanto, é expetável que como adulto que é, procure saber como autogerir estas emoções e o que pode fazer quando sabe que é um dia “não”. Posso respirar fundo? Posso, neste dia, tirar 10 minutos de pausa? Posso ser honesto com a criança, partilhar como me sinto e pedir-lhe a sua colaboração?

Lembre-se que a criança tem uma dificuldade e não é mal educada por opção! Tal como tem dificuldades também tem pontos potencialidades e qualidades que DEVEM ser valorizadas.

É um desafio diário acompanhar, ensinar e educar estas crianças tão especiais. No entanto, se estas sentirem que têm o vosso apoio e que não são menos que as outras crianças, serão de certo pessoas muito mais felizes e adultos totalmente independentes, capazes de ter um percurso escolar profissional e de vida como qualquer pessoa.