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Quer que o seu filho seja feliz? Os dinamarqueses dizem-lhe como!

Quer que o seu filho seja feliz? Os dinamarqueses dizem-lhe como!

Quer que o seu filho seja feliz? Os dinamarqueses dizem-lhe como!

A Dinamarca é a casa das “pessoas mais felizes do mundo” há pelo menos quarenta anos. Quem o diz é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e os autores dos livros “À maneira Dinamarquesa”. A Pumpkin investigou e conta-lhe quais são os quatro pilares da educação dinamarquesa – por crianças mais fortes e com sorrisos de orelha a orelha! 🙂

Brincar.

Um dos lemas da educação dinamarquesa passa por não planear demasiado. A ideia é não programar a vida das crianças, e deixá-los brincar: como querem, quando querem, durante o tempo que quiserem. A brincadeira é considerada uma das actividades mais importantes no desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Os dinamarqueses priorizam a zona do desenvolvimento proximal, o que significa que respeitam a criança e o seu ritmo, ajudando-os de forma a que vejam a aprendizagem como uma alegria e não como uma imposição. Esta atitude estimula a auto-estima e a confiança. Temos tendência para achar que se as nossas crianças não estão a fazer “algo produtivo”, então é porque não estão a aprender. Não se esqueça: para as crianças, brincar é aprender.

Empatia.

A capacidade de nos colocarmos no lugar de outra pessoa é uma disciplina obrigatória nas escolas dinamarquesas. Dos 6 aos 16 anos, as crianças aprendem Empatia como quem estuda Matemática ou História. Os dinamarqueses mantêm-se, por isso, muito fiéis à realidade. Nem tudo tem que ter um final feliz. Os contos de Hans Christian Andersen são normalmente muito tristes ou “negros”, mas foram modificados na nossa cultura para encaixar num registo mais facilmente aceite e menos doloroso para as crianças. Na história original d’”A Pequena Sereia”, por exemplo, a protagonista não casa com o príncipe: morre de tristeza e transforma-se em espuma. A cultura dinamarquesa não protege as crianças, colocando-lhes palas nos olhos e mascarando a vida como um conto de fadas. Pelo contrário: ler livros com temas difíceis prepara-os para lidar melhor com as emoções e os sentimentos da vida adulta, e fá-los aceitar a tristeza, a frustração e a injustiça como realidades da vida. Desta forma, as crianças são mais capazes de entender o outro e a si mesmo, são mais respeitadores e mais empáticos.

Palmadas. 

Na Dinamarca, é ilegal bater em crianças. Foi criada em 1984 uma lei que proibe até as palmadas. Os dinamarqueses usam uma abordagem mais diplomática, evitando extremismos. Como resultado desta lei, tornaram-se um povo muito pouco violentofocando-se mais em resolver os problemas e menos em impor a disciplina.

Hygge. 

Às quatro em ponto na Dinamarca a abertura dos Flinstones dá-se em tempo real: toda a gente sai do trabalho para ir buscar as crianças e com elas preparar um jantar de família. Os dinamarqueses têm uma palavra sem tradução directa em nenhuma outra língua: hygge. Significa criar uma atmosfera agradável e aproveitar as coisas boas da vida com pessoas igualmente boas. Não há nada mais hygge do que estar à volta de uma mesa, a conversar sobre as grandes e pequenas coisas do dia a dia. As famílias dinamarquesas criam este momento: ele não acontece por coincidência, é uma prioridade. O foco é o “nós” e não o “eu”.

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