Entrevista com Rocio Bonilla: “Enquanto escrevo e ilustro tenho de me divertir e emocionar.” - Pumpkin.pt

Entrevista com Rocio Bonilla: “Enquanto escrevo e ilustro tenho de me divertir e emocionar.”

A Pumpkin esteve à conversa com Rocio Bonilla, autora e ilustradora de livros infantis, que vai estar na Feira do Livro de Lisboa.

Os livros da autora e ilustradora Rocio Bonilla são o exemplo perfeito do poder transformador das histórias para crianças. As apaixonantes narrativas e ilustrações a que dá vida têm encantado crianças e adultos em todo o mundo.

Nascida em Espanha, Bonilla descobriu sua vocação para a escrita e para a ilustração enquanto criava os seus três filhos. A maternidade não só inspirou o seu trabalho, como acabaria por influenciar diretamente os temas complexos que aborda. “De Que Cor é Um Beijinho?” e “O Que É O Amor, Minimoni?” são apenas dois exemplos de histórias que são uma verdadeira celebração da infância e uma mistura perfeita de sensibilidade, humor e, também, de amor.

A autora, que nos tempos livres gosta de se dedicar à cozinha, à leitura e ao croché, confessa que na base de todo o seu trabalho está o desejo de criar uma experiência de leitura partilhada entre pais e filhos, onde as histórias não apenas divertem, como também inspiram conversas significativas. Rocio Bonilla vai estar na Feira do Livro de Lisboa no dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança.

Às 15h00, na Praça Amarela, terá lugar uma peça de teatro infantil com base no livro De Que Cor É Um Beijinho?, de Rocio Bonilla, com a presença da autora.

Às 16h00, Rocio Bonilla, estará no espaço do Grupo Editorial Presença a autografar os seus livros infantis, enquanto decorre uma hora do conto.

Afirmou que uma boa literatura infantil é aquela que não deixa as crianças indiferentes. Qual é o “truque” para abordar temas complexos, como as emoções, o bullying, a família, a amizade, e torná-los acessíveis para os pequenos leitores?

Eu penso que as crianças entendem muito mais do que pensamos, porque têm um olhar livre de preconceitos e um grande sentido de humor. A chave para abordar as histórias é fazê-lo com naturalidade, sem maquilhagem, a partir de cenas do quotidiano, com as quais eles se possam sentir identificados. Falar a sua linguagem, de certa forma. Por isso, torno-me um pouco criança quando abordo um projeto. Enquanto escrevo e ilustro, tenho de me divertir e emocionar, senão, acredito que é muito difícil que os leitores o façam.

Fale-nos um pouco sobre o seu processo criativo: como e de onde nascem as histórias?

As histórias que conto não são extraordinárias, são apenas quotidianas. Sou inspirada pelo meu ambiente, pela minha família, pelas coisas que vejo, por memórias pessoais e pela minha própria bagagem cultural. Tento criar histórias universais a partir de pequenas coisas. Não é difícil, uma vez que a realidade quase sempre supera a ficção!

A Bebémoni é a Minimoni quando era pequena. A Minimoni é inspirada numa sobrinha da sua família e o Martin saiu da cabeça da Susanna Isern. Com qual das suas personagens se identifica mais e porquê?

Eu adoro a Minimoni! E Bebémoni é super divertida. Além disso, não me identifico mais com uma personagem do que com outra, embora acredite que todas elas têm algo em comum que as liga a mim: são crianças muito curiosas, inquietas, sedentas de vida, de explorar o seu ambiente, de saber, de conhecer, um pouco pré-tecnológicas, de certa forma.

Em “A Montanha de Livros Mais Alta do Mundo”, Lucas começou a voar quando a mãe lhe pousou um livro nas mãos. Que superpoderes têm de ter os livros, num mundo cada vez mais digital?

Os ecrãs são um rival muito poderoso, infelizmente. E não faz mal usá-los, são divertidos e deslumbrantes. A diferença é que eles dão-nos os conteúdos já fabricados, enquanto a leitura fornece-nos as ferramentas para que nós próprios os criemos. Eu acredito que é preciso criar momentos agradáveis de leitura partilhada, mostrar-lhes a literatura, desde pequenos, como um divertimento, tentar integrá-la no dia a dia sem que seja uma obrigação, mas sim algo que nos dê prazer. Quando vão crescendo e entram na adolescência, é cada vez mais difícil, mas se tiverem uma boa base leitora, as possibilidades de que não percam o hábito de leitura são maiores.

Diz que os seus três filhos são os seus maiores fãs, mas também os maiores críticos. Há algum(ns) comentário(s) que tenham feito que se tenha tornado particularmente inesquecível?

Sou muito, muito exigente comigo própria e perfeccionista e, às vezes, embirro com alguma ilustração porque não fica como quero. Então, a minha filha Júlia, desde pequena, quando entrava no estúdio e me via a insistir numa ilustração, dizia-me, muito séria, “mamã, há um momento em que é preciso saber dizer basta”.

Numa entrevista afirmou que trabalha em casa. Além de escrever e ilustrar livros, também é mãe. Como consegue o equilíbrio entre estes múltiplos papéis?

Ter o estúdio em casa tem vantagens e inconvenientes. Tenho maior disponibilidade para combinar o trabalho com outras tarefas, mas, por outro lado, acabo por trabalhar a horas estranhas ou nos fins de semana, coisa que não faria se tivesse o estúdio fora de casa. No final, cada um organiza-se como pode! Agora os meus filhos são mais velhos e não têm tanta dependência como quando eram pequenos, mas enfrentamos os problemas da adolescência, que não são poucos!

Rocio Bonilla vai estar na Feira do Livro de Lisboa, no dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança. Apareçam!

Às 15h00, na Praça Amarela, terá lugar uma peça de teatro infantil com base no livro De Que Cor É Um Beijinho?, de Rocio Bonilla, com a presença da autora.

Às 16h00, Rocio Bonilla, estará no espaço do Grupo Editorial Presença a autografar os seus livros infantis, enquanto decorre uma hora do conto.

Aproveitem e leiam em família estas histórias inesquecíveis.

O que é o Amor, Minimoni?, de Rocio Bonilla 

A Minimoni adora passear com o seu cão, o Max, com quem se entende às mil maravilhas. Mas nem sempre se passa o mesmo com os adultos, sobretudo quando falam de amor.

Dizem que é capaz de mover montanhas e, ao mesmo tempo, que se encontra nas pequenas coisas. Mas se o amor não se pode ver, nem tocar, nem pintar… como se pode saber o que é?

E Se uma Baleia Me Come?, de Susanna Isern e Rocio Bonilla 

O Martim tem uma imaginação incrível que, às vezes, lhe prega partidas. Imagina coisas catastróficas e, por se preocupar de mais, fica a tremer como um pudim flã. E se todos os balões rebentam na festa? E se ele se perde no passeio da escola?

Então, a mãe resolve ajudá-lo a ultrapassar os seus medos… e se o melhor está para chegar?

Um livro cheio de criatividade escrito por Susanna Isern e ilustrado pela premiada autora do título De que Cor É um Beijinho?, Rocio Bonilla.

O Bando dos 11, de Rocio Bonilla

Quando o convidaram a juntar-se àquele grupo, o Benjamim sentiu-se importante. Era extraordinário fazer parte do Bando dos 11. Todos o admiravam e respeitavam. Mas seria mesmo admiração ou, simplesmente, medo?

O Benjamim tinha de tomar uma decisão: continuar a ser o peixe número 11 ou defender a amizade e o respeito.

– Uma história tocante e reflexiva, que aborda temas como a amizade, bullying, integração e solidariedade.

Para celebrar o Dia da Criança em Família:

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