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Pais apaixonados, como assim?

Pais apaixonados, como assim?

O amor, mesmo com filhos.

O amor parece mudar, ou ficar para segundo plano, quando chegam os filhos e as obrigações pesam mais. Mas tem que ser assim? O que fazer para alimentar o romantismo diariamente? A Beatriz Pereira do Blog Mais Q’ Especial partilha connosco inspirações muito… amorosas.


Em tempos, conheceste alguém com quem te identificaste, a quem te deste a conhecer e que quiseste conhecer. Foram sair, tomar um café, ao cinema, passear, puseram-se em aventuras que jamais esquecerão…e um dia, eis que na vossa vida apareceu algo que vos ligará para o resto da vida: as abobrinhas.

Muitos pais, talvez até tu que estás a ler este texto, te questionaste na altura sobre como seria o vosso amor dali para a frente. Ou, às tantas, nem pensaste nisso, mas mais à frente te apercebeste de alguma mudança, boa ou menos boa. Ou, às tantas, até nem sentiram grande diferença!

A verdade é que é normal existirem mudanças: o sono é outro, as prioridades, por vezes, involuntariamente, estão com uma ordem diferente – o que não significam que as prioridades de antes deixem de existir.

A vida parece orientar-se segundo aquele(s) pequenino(s) ser humano(s) que agora faz parte de ti e de quem te acompanha! Então, muito pais questionam-se como podem cuidar do seu amor, da sua paixão ou até mesmo como podem dedicar-se, manter ou recuperar aquela paixão, aquele amor!

Deixo-vos aqui algumas dicas para isso mesmo. Aconselho-te ainda a fazer um exercício mental: ao leres ponto a ponto, visualiza-te a falar disso com a tua cara metade e a concretizarem cada uma das dicas juntos.

Aqui vão elas:

1. Questionem-se sobre o dia-a-dia um do outro com questões de resposta aberta

Em vez de “Tudo bem? sim/não” perguntem “Então, que fizeste hoje?”, por exemplo. Por este tipo de questões, trabalham a comunicação um com o outro e para quem é questionado, há um sentimento maior de “ele/ela quer escutar-me” !

2. Comuniquem as vossas necessidades, dificuldades, aquilo que vos faz felizes no vosso dia-a-dia

Será normal que existam algumas discussões ou opiniões diferentes sobre alguns aspetos e isso não significa que agora não conseguem estar conetados. Quando surgem os filhos, há todo num novo mundo de dinâmicas, rotinas, questões e emoções que estão a descobrir e a viver, juntos! Por estarem a viver tudo isso juntos, unam forças e comuniquem de forma positiva e construtiva um com um outro: sejam companheiros!

3. Antes de reagirem de forma explosiva, tirem segundos ou quem sabe até minutos antes de partilhar algo

Assim, evitam confrontos, discussões que acabam por ser sobre a forma como falam e não sobre a questão de origem, e até ganham tempo para gerir as vossas emoções e serem empáticos sobre o que a outra pessoa poderá estar a sentir ou a pensar. Até tempo para levarem a questão-problema com algum sentido de humor, ganham !

4. Comprometam-se com momentos durante o dia ou um dia para vós como casal

Nem que seja uma caminhada no final do dia juntos, uma manhã de fim-de-semana, uma noite para namorarem, uma ida ao cinema, um almoço ou uma viagem…em que não falem só dos filhos!

Lembrem-se de que antes de serem pais, são namorados/casados…são pessoas adultas que têm gostos, curiosidades, temas que gostam de explorar, coisas que querem fazer, que gostam de recordar em conjunto o vosso tempo pré-pais.

Divirtam-se com isso, beijem muito e aproveitem!

5. Façam trabalho de equipa nas tarefas e dinâmicas familiares

Mais importante que dividir tarefas é articularem como vão fazê-las em conjunto. E, sim, trabalho equipa pode traduzir-se em: “amanhã eu levo o miúdo à natação, assim podes tratar do jantar. E depois de amanhã, trocamos”.

Contem histórias sobre o vosso tempo de namoro ou o vosso casamento aquele(s) ser humano(s) que agora está “colado”(s) a vocês! Tenham fotos vossas juntos pela casa, mostrem videos vossos…sejam humoristas um sobre o outro com a(s) criança(s). Desta forma, estão a recordar e a reviver com aquele novo ser, o vosso passado juntos, mostrando-lhe como estão ligados e como foram felizes juntos e continuam a ser!

Mais importante de tudo: não têm de sentir que terão de abdicar da vossa paixão e amor como adultos que são, para serem pais! Mostrar à criança, este espírito de amor e companheirismo, até mesmo nos desafios da vida, é um dos maiores valores que se pode passar aos filhos.

  • Gratuito

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