Disciplina ou Afectos? Preciso de escolher? A Oficina de Psicologia responde.

Disciplina ou afetos: Tenho que escolher?

Disciplina ou Afectos?

A resposta é: não! Quem o diz é Cátia Teixeira, Psicóloga Clínica da Oficina de Psicologia. 

Educar é uma das tarefas mais difíceis que o ser humano enfrenta e nela a disciplina e os afetos são aspetos essenciais. Quando falta um deles, acabam por se desenvolver comportamentos desadequados que em nada contribuem para o bem-estar emocional de todos, mas acima de tudo das crianças.

Por vezes, os pais acreditam que definir limites poderá tornar a criança infeliz ou traumatizá-la, mas a existência de limites claros é uma das formas mais importantes de os pais manifestarem o amor que têm para com o seu filho e são fundamentais para que ele aprenda a viver. Assim saberá o que pode fazer e o que se espera dele, mesmo que verbalmente manifeste o seu desagrado, o facto é que sem isso ele desorganiza-se e anda perdido.

As regras têm um papel fundamental, mas é também essencial que a criança perceba que, mais importante do que aquilo que ela faz, é aquilo que ela é, pelo que deve constantemente reforçar o quanto gosta dela, independentemente do seu comportamento.

Aqui ficam algumas dicas de como pode encontrar o equilíbrio entre a disciplina e os afetos:

Estipule e deixe as regras bem claras, tentando que a criança perceba a razão desses limites. Por vezes, ela pode não cumprir apenas por não perceber as regras. Procure um equilíbrio entre o excesso de proibições e a permissividade excessiva.

Preste atenção à criança quando o comportamento é adequado. Elogie, mostre alegria pela sua atitude, dê mais atenção quando ela faz as coisas bem, ou se esforça por fazê-las. A criança gosta que o adulto lhe preste atenção e por isso é natural que volte a portar-se bem para conseguir o seu elogio. Se lhe der apenas atenção quando faz birras ou se porta mal, a tendência será repetir esse comportamento para ter a sua atenção. As consequências positivas para os comportamentos adequados ensinam à criança o que deve fazer e têm resultados mais duradouros que a utilização de ameaças e castigos, que podem pôr fim, num dado momento, aos comportamentos incorretos, mas não lhe indicam o que deve fazer em alternativa.

Ao repreender, faça-o com afeto – Não lhe diga “Já não gosto de ti”, mas antes, “Gosto muito de ti, mas o teu comportamento não é correto”.

Aplique castigos apenas quando a abordagem positiva não é possível, mas utilize-os de uma forma breve, clara e lógica e simultaneamente firme e doce. Faça-o imediatamente após o comportamento e seja coerente, aplicando castigos proporcionais à falha. Converse com o seu filho sobre o motivo pelo qual aplica o castiga.

Seja consistenteNão deixe as regras ao sabor das emoções, do cansaço, ou daquilo que dá mais jeito na altura.

Seja um bom modelo – O seu filho está constantemente a observá-lo e tenderá a repetir aquilo que o vir fazer. Se quer que a criança apresente determinado comportamento, seja o primeiro a fazê-lo.

Fale com o seu filho com calma e em voz baixa – Aproveite os pequenos momentos que tiver para falar com ele. Tal fortalecerá a vossa relação e diminuirá a tendência para chamar a atenção de outras formas menos adequadas.

Escute os sentimentos da criança e expresse os seus.

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