Festival Internacional de Filosofia Regressa a Cascais para pensar o desejo.
De 25 a 28 de junho, Cascais volta a ser palco de pensamento crítico, cultura e participação pública com a segunda edição do ESPANTO – Festival Internacional de Filosofia. Sob o tema ‘Desejo’, o festival reúne alguns dos grandes nomes do pensamento contemporâneo, entre filósofos, escritores, artistas e investigadores nacionais e internacionais.
Nomes em Voga
Entre os nomes em destaque nesta edição estão Didier Eribon, escritor e filósofo francês, autor de “Regresso a Reims”; Gilles Lipovetsky, filósofo francês associado à reflexão sobre a hipermodernidade e o consumo; Minna Salami, autora e pensadora feminista nigeriana, finlandesa e sueca; Richard Shusterman, Sebastian Sunday Grève, Gonçalo M. Tavares, Samantha Rose Hill, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, Manuel Curado, Onésimo Teotónio Almeida, Anabela Mota Ribeiro, Nick Willing, Marta Faustino, Inês Bolinhas, David Erlich, Cláudia Clemente, Madalena Sá Fernandes e Maria João Mayer Branco, entre outros.
Agenda do Festival Internacional de Filosofia
O festival tem início a 25 de junho com o jantar oficial de abertura ‘In Vino Veritas’, no Conversas na Gandarinha, no Centro Cultural de Cascais, antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, espaço ligado à história da filosofia em Portugal. A noite contará com momentos artísticos, uma palestra de Gonçalo M. Tavares e uma conversa com Viriato Soromenho-Marques, filósofo homenageado desta edição.
No dia 26 de junho, o Centro Cultural de Cascais recebe ‘A Manhã da Filosofia’ e ‘A Tarde da Filosofia’, com lições de filosofia conduzidas por nomes como Gilles Lipovetsky, Onésimo Teotónio Almeida, Manuel Curado, Maria Luísa Ribeiro Ferreira e Samantha Rose Hill. À noite, a Cidadela de Cascais acolhe ‘A Noite do Desejo’, com uma palestra de Didier Eribon, seguida de uma conversa com Cynthia Cruz, conduzida por Anabela Mota Ribeiro, e um momento de poesia.
A 27 de junho, a Casa das Histórias Paula Rego será um dos principais palcos do festival, recebendo sessões filosóficas, debates, entrevistas, encontros com filósofos e momentos dedicados a crianças, jovens e famílias. Neste dia, será também apresentada a peça ‘Hamlet’, com encenação de Marco Medeiros, a partir da tradução da obra de William Shakespeare feita por D. Luís I, seguida da conversa ‘O Desejo em Hamlet’, moderada por David Erlich, com Marco Medeiros e António M. Feijó.
O ESPANTO encerra a 28 de junho, também na Casa das Histórias Paula Rego, com novas palestras, sessões abertas nos jardins, programação para famílias e a homenagem final a Viriato Soromenho-Marques, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, investigador e conferencista nas áreas do Ambiente, dos Assuntos Europeus e da Filosofia Política.
À margem da programação do festival, a grande novidade deste ano é o ESPANTO OFF, que decorre entre 26 e 28 de junho e propõe encontros gratuitos e informais com filósofos. A iniciativa permite ao público marcar uma conversa com um dos filósofos inscritos na iniciativa, a partir de uma pergunta ou tema previamente indicado e mediante inscrição antecipada no site do evento.
Programa completo e bilhetes disponíveis aqui
Reconhecimento do Festival
Depois de uma estreia em 2025, que reuniu cerca de 1.350 participantes e mais de 30 oradores e especialistas nacionais e internacionais, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre uma das forças mais complexas da experiência humana, entendida não apenas como impulso individual, mas também como motor das dinâmicas coletivas. Ao longo de quatro dias, irá cruzar filosofia, arte, política, economia, conhecimento, prazer, poder e liberdade, levando o debate filosófico para espaços como o Centro Cultural de Cascais, a Cidadela de Cascais e a Casa das Histórias Paula Rego.
Organização do Festival
Organizado pela ESPANTO – Associação para o Desenvolvimento do Conhecimento, o festival nasceu para ‘devolver a filosofia ao espaço público, à cidade e à vida’, como afirma Catarina Barosa, fundadora da associação e do festival ESPANTO. Acrescenta, ainda, que ‘O tema desta edição permite-nos pensar aquilo que nos move enquanto indivíduos e enquanto sociedade: o que procuramos, o que nos inquieta, o que nos transforma e o que ainda somos capazes de imaginar em conjunto. Aqui, em Cascais, onde tudo começou, o ESPANTO ganha também uma dimensão histórica e pretende ser um convite para parar, escutar, questionar e voltar a pensar em comunidade’.
Num tempo marcado pela aceleração, pela incerteza e pela dispersão, regressar ao ESPANTO é também regressar à possibilidade de parar, questionar e pensar em conjunto.
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