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Conselhos para futuros papás: 9 dicas para os próximos 9 meses

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O que esperar do primeiro, segundo e terceiro trimestre? O que esperar, na verdade, daquilo que vem depois?

Futuros pais, vamos dar-vos uma dica extra: respirem.

A vida vai mesmo mudar, preparem-se, aproveitem enquanto podem. Os clichés com que os vossos amigos vos brindam são clichés por algum motivo. E o motivo não podia ser mais simples. São verdadeiros. Been there, done that. É o ciclo sem fim que nos gui… ok, O Rei Leão ficará certamente para mais tarde. Lá para quando a cria – haha, perceberam? – tiver uns 4 ou 5 aninhos.

O que importa é o agora. Não estão grávidos, mas estão à espera de bebé. Querem ajudar a vossa companheira mas não sabem como – e ela muito menos. Ainda precisam de descobrir como lidar com estes nove meses de ansiedade, espera, novidade e mudança? Nós ajudamos.

9 dicas para futuros papás

1. Atitude positiva é tudo na vida. 

Não somos gurus da felicidade mas temos quase a certeza de que este é um dos pilares do discurso de qualquer coach. E é fácil perceber porquê.

Mantenha uma atitude positiva em relação ao futuro, mesmo que sinta, naturalmente, receios e angústias. Essas boas vibrações serão contagiosas e a sua companheira agradecerá a capacidade de, em conjunto, planearem alegremente as noites sem dormir que vos esperam.

Ah, também é considerado atitude positiva elogiar todos os dias a sua mulher. Ela pode sentir-se menos atraente. Não deixe que esse pensamento dure mais do que três nano segundos. Até pelo seu próprio bem.

2. Seja um bom apoio. 

A sua companheira vai precisar de soutiens novos, mas não é desse tipo de apoios que estamos a falar. Numa fase de dúvidas e anseios, ouça-a, esteja disponível, demonstre compreensão e afecto. Se ela quiser chorar – e, acredite, é 99% certo que as hormonas farão o seu trabalho nesse sentido – chore com ela.

3. Converse sobre as mudanças que se avizinham. 

Homem prevenido vale por dois, sempre ouvimos dizer. É melhor saber com o que contar desde o princípio, por isso informe-se, pesquise, e, acima de tudo, converse com a sua parceira sobre como vão querer construir as dinâmicas familiares após o nascimento do vosso filho. Não deixe para o improviso, há momentos em que é muito importante saber com que linhas se cose. Este conselho é igualmente válido se estiver a tricotar uns sapatinhos ou um casaquinho de lã para o bebé – duvidamos, mas é mais uma ideia de borla; a futura mamã ia amar.

4. Não há cartãozinho…

… no money, no party, já diziam as nossas avós. Não eram elas? Não importa nada. A questão importante é que ter um bebé vai implicar obviamente um peso extra nas despesas diárias familiares.

É um impacto a curto, médio e longo prazo. Nos primeiros anos, a criança precisará constantemente de novos “tudo”. Novas camas, novas roupas, novos utensílios, novos tamanhos de fraldas, novas cuecas, novos sapatos, novos brinquedos, novos livros. Depois, quando entrar na escola, o seu custo de vida, por assim dizer, será ainda mais pesado. As necessidades vão-se reinventando, não raras vezes multiplicando.

É por isso muito importante pensar no futuro e organizar as vossas finanças, fazer contas e perceber onde e como é que podem começar já a poupar.

Vão ter que poupar mesmo muito.

Quem vos avisa, vosso amigo é.

Se quiserem saber como poupar com a chegada do primeiro filho, temos dicas mais concretas.

5. E as consultas, senhores?

Tente estar presente em todas as consultas de acompanhamento pré-natal. Se não conseguir fazê-lo, são três os momentos-chave, garantia certa de prémio no Euromilhões:

– Às 12 semanas, vão ouvir o coração do bebé pela primeira vez. Nunca se perdoará se não estiver com a sua companheira num momento tão especial.

– Entre as 18 e as 20 semanas, vão ver o vosso bebé pela primeira vez. Com sorte, a ecografia dir-vos-á, já, qual o sexo do bebé. Vão poder descobri-lo juntos.

– Entre as 24 e as 28 semanas, a futura mamã terá que fazer o Teste de Tolerância à Glicose. É um dos exames menos esperados e mais temidos pelas grávidas, pelo que todo o apoio é essencial.

Não podendo estar com a sua companheira nas consultas, demonstre interesse em saber o que lhe disse o médico, e planeie com ela, nos dias antes, todas as perguntas que gostavam de fazer. É uma fase para ser vivida a dois.

6. Planear o parto.

Vale o que vale – é como planear uma visita aos Açores, nunca sabemos se chove ou se faz sol – mas ainda assim é importante saber quais são as vossas (sim, plural!) expectativas para o momento do nascimento do bebé.

A sua parceira quer que seja o papá a cortar o cordão umbilical? Aliás, o papá quer cortar o cordão umbilical? A ideia de assistir ao parto deixa-o ansioso? Importam-se que as vossas famílias também estejam presentes? É suposto tirar fotografias ou filmar o momento?

É também importante definir se autorizam a epidural, a episiotomia, a utilização de auxiliares de parto (ferros, ventosas, etc.), se querem música no quarto, se a grávida prefere enfrentar o trabalho de parto deitada ou com a ajuda de uma bola de pilates, etc.  O plano de parto é uma ferramenta valiosa de segurança e de respeito pelos direitos da mãe, mas deve ser pensado pelo pai também.

7. Querido, mudei a casa!

Nem vamos falar sobre planear a decoração do quarto (prepare o martelo e a chave de ferramentas!) e a preparação das roupinhas. Há coisas que pode e deve fazer para aliviar a pressão e o stress da futura mamã: tornar a vossa casa “à prova de bebé” é uma delas.

8. A sintonia é uma coisa linda.

A gravidez obriga a algumas alterações na dieta, na prática de exercício físico e, na verdade, nas rotinas diárias num geral. Considere fazer algumas adaptações às suas próprias rotinas, de forma a que a sua mulher não se sinta sozinha, desamparada ou com pensamentos negativos – “só a minha vida é que muda, a tua continua igual, já não me bastavam os enjoos…”. Sim, elas pensam mesmo isto.

Concretizando, se ela tiver que passar a comer seis pequenas refeições por dia, faça as refeições com ela. Quer melhor desculpa para comer mais?

Só vantagens.

Mas acompanhe-a nas caminhadas também. Não podemos ficar só com as coisas boas, não é?

9. Verbo estar.

Os detalhes fazem a diferença.

Mostre disponibilidade, interesse, carinho e preocupação. Pergunte “o que é que posso fazer para ajudar?”. Ou melhor, não pergunte: observe, analise e ajude sem que ela lho peça.

Mude fraldas, dê banho, passeie com o bebé, adormeça-o, acorde quando a sua mulher acordar para amamentar. Seja pai. Esteja presente.

Estar presente, no fim, é tudo o que importa.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.