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Fertilização in Vitro: Uma nova esperança!

fertilização in vitro

Querem muito ter filhos e não conseguem? Podem ter um problema de fertilidade, mas para tudo há solução.

Ter filhos é o sonho de muitos casais. Contudo, nem todos conseguem e perante o facto de não conseguirem após algum tempo a tentar, decidem fazer testes e descobrem que existem problemas de fertilidade. Mas, se é um desejo assim tão intenso, saiba que existem vários tratamentos de fertilidade e técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), tal como a Fertilização in Vitro

Fertilização in Vitro

O que é?

A fecundação in Vitro (FIV) é um tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) que consiste na união do óvulo com o espermatozoide fora do útero, ou seja, no laboratório (daí o nome in vitro). O seu objetivo é a obtenção de embriões já fecundados para serem, posteriormente, colocados no útero da mulher, com vista a evoluir até se dar uma gravidez.

Quando é indicado?

Segundo a Ava Clinic, Centro de Fertilidade de Lisboa, a Fertilização In Vitro está indicada em:

  • casos de obstrução das trompas de Falópio;
  • se houver alterações ligeiras no espermograma (exame que analisa as condições físicas e composição do sémen masculino, e, consequentemente, a qualidade e quantidade dos espermatozoides);
  • em casos de endometriose;
  • em situações nas quais os casais não consigam engravidar há mais de 2 anos (sabia que existem inúmeros truques que a ajudam a saber como engravidar?)
  • quando a mulher tem mais de 35 anos de idade;
  • para tratar a infertilidade de causas desconhecidas.

Além disso, a IVF é também recorrentemente uma segunda opção para os casais que já tentaram outros tipos de tratamento sem sucesso.

Etapas da Fertilização In Vitro

Tal como na Inseminação Artificial e outros tratamento, também a Fertilização In Vitro passa por uma série de etapas, que constituem o procedimento médico.

1. Estimulação ovárica

Na FIV, a estimulação dos ovários consiste na administração de injeções diárias na mulher que pretende engravidar para que os ovários, em vez de produzirem um único óvulo (o que fazem espontaneamente todos os meses), produzam mais ovócitos, de forma a que se possa obter um maior número de embriões.

O tratamento realiza-se nas clínicas de Procriação Medicamente Assistida do IVI e demora, consoante as clínicas, entre 9 a 20 dias, tendo em conta o protocolo utilizado e a velocidade de resposta de cada mulher. No decorrer desse período, são realizadas entre 3 a 4 ecografias para verificar a normalidade do crescimentos e evolução dos folículos (que contem os óvulos).

2. Punção e laboratório

Quando se observa, numa dessas ecografias, que os folículos se encontram maduros, estes são retirados dos ovários é programada a chamada punção folicular, cerca de 36 horas após a mulher ter feito a injeção da hormona hCG.

Este procedimento é realizado na sala de operações e sob anestesia, para que a mulher não sinta qualquer incómodo, e tem uma duração estimada de 15-20 minutos.

3. Fertilização dos ovócitos

Após a realização da punção folicular, e dos espermatozoides (normalmente recolhidos a partir de uma amostra de sémen), vai proceder-se à inseminação dos ovócitos.

Este processo pode ser realizado “através da técnica FIV convencional, que consiste na colocação de um ovócito na placa de cultivo rodeado por espermatozoides, ou através da ICSI [Injeção intracitoplasmática de espermatozoides], que consiste na introdução de um espermatozoide vivo dentro do ovário, mediante a punção do mesmo, com a ajuda de uma pipeta”, explica a IVI, grupo de Medicina Reprodutiva.

4. Cultivo embrionário em laboratório

Na fase seguinte, os embriões originários da fertilização dos ovócitos são observados no laboratório todos os dias, sendo classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Alguns acabam por parar de se desenvolver e são excluídos por serem considerados inviáveis para uma futura gravidez.

5. Transferência

Depois de ser feita a separação dos “bons” e “maus” embriões, é feita a transferência, que consiste na introdução dos melhores embriões no interior do útero materno. Tal como a punção, também a transferência dos embriões é realizada no bloco operatório, apesar de, neste caso, não ser necessário anestesia, visto ser um processo rápido e indolor.

6. Vitrificação dos restantes embriões

Uma vez realizada a transferência embrionária, é feita uma seleção dos embriões que estão em boas condições e que não forem transferidos para que possam ser criopreservados (congelados), com o objetivo de poderem ser transferidos num ciclo posterior, ou seja, numa outra tentativa, caso esta não corra como desejado.

Vantagens e Desvantagens

Vantagens

  • O óvulo materno e o espermatozoide serão unidos, garantindo assim a fertilização;
  • Os médicos e especialistas acompanham de perto desde o início todo o procedimento, de forma a garantir o desenvolvimento efetivo do bebé;
  • Os embriões em bom estado que não foram utilizados são congelados, aumentando ainda mais as probabilidades de um novo ciclo de tratamento;
  • Eclosão assistida (acompanhamento do processo que auxilia o embrião a fixar-se no útero da mulher, realizando um pequeno orifício na zona pelúcida do óvulo, facilitando a implantação);
  • São selecionados apenas os embriões de melhor qualidade para serem transferidos para o útero materno.

 Desvantagens

Como em todos os outros tratamentos de infertilidade, as desvantagens deste procedimento são:

  • o tempo que pode demorar até que sejam chamados/as para fazerem o tratamento se estiverem inscritos/as na lista do Sistema Nacional de Saúde – é gratuito, mas pode demorar anos até que possam tentar a vossa sorte;
  • os valores envolvidos para conseguir ter acesso aos tratamentos mais rapidamente no privado (cerca de 4.000€ por cada ciclo de tratamentos);
  • a frustração de continuar sem conseguir engravidar;
  • o desgaste emocional que cada tratamento implica quando não resulta imediatamente numa gravidez.

Existem, no entanto, segundo o que José Cunha, ginecologista e obstetra relata à Mood, outras desvantagens, como:

  • risco de estimulação exagerada levando, em casos extremos, a internamentos, cirurgia ou até risco de vida devido à utilização de hormonas para estimular os ovários;
  • pode haver lesão de órgãos abdominais, hemorragia ou infeção por causa da colheita dos óvulos ser realizada através de uma punção dos ovários por uma agulha introduzida na vagina.

Como na Fertilização in Vitro são transferidos vários embriões para o útero da mulher, existe uma grande probabilidade da mulher ter uma gravidez gemelar (gravidez de gémeos), o que pode ser para alguns uma vantagem, mas para outros como uma desvantagem (gravidez de risco e maiores probabilidade de prematuridade).

Taxa de Sucesso

As taxas de sucesso da IVF são de cerca de 35-45% por tentativa, dependendo muito da idade da mulher e da qualidade dos embriões transferidos. Com um conjunto de 3 IVF, consegue-se uma taxa cumulativa de gravidez de cerca de 75-80%. A Fertilização in vitro com utilização de óvulos doados tem taxas de gravidez mais elevadas por se utilizarem óvulos  de mulheres mais jovens”, explica a AVA Clinic.

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