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Porque transportar as crianças de costas no automóvel?

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As crianças devem viajar no automóvel voltadas para trás até aos 3 ou 4 anos, por ser esta a protecção mais eficaz em caso de acidente. Estudos de acidentes reais e ensaios experimentais demonstram que a protecção conferida pelas cadeirinhas viradas para trás é mais elevada que a das cadeirinhas viradas para a frente, em todos os tipos de embate (frontal, traseiro e lateral).

Já existem em Portugal modelos de cadeiras que permitem o transporte de costas para o trânsito até aos 3 ou 4 anos. As crianças não são

adultos em miniatura e têm características específicas, que as tornam mais vulneráveis num acidente de automóvel! A diferença mais determinante é o tamanho e peso da cabeça – que representa cerca de 25% do peso do corpo – combinada com um pescoço ainda frágil. Estas características levam a que, ao transportarmos uma criança no automóvel de frente para o trânsito, o movimento da cabeça possa provocar lesões muito graves e por vezes irreversíveis, no caso de um acidente.

Se a criança viajar numa cadeirinha (Sistema de Retenção para Crianças) de costas para o trânsito, a sua cabeça e pescoço são apoiados uniformemente no momento do embate. É por esta razão que a APSI recomenda que as crianças viajem no automóvel de costas para o sentido do trânsito até cerca dos 3 ou 4 anos. Esta recomendação é também suportada pela Aliança Europeia de Segurança Infantil e pela ANEC, European Voice of Consumers in Standardization, associação europeia de consumidores.

Também a Direcção Geral da Saúde defende o transporte de crianças de costas desde o nascimento até aos 3 ou 4 anos, tendo publicado uma Orientação Técnica sobre esta matéria. Embora só recentemente seja possível encontrar à venda em Portugal modelos de cadeiras que permitem transportar as crianças de costas até esta idade, existem países (como a Suécia, por exemplo) em que a maior parte das crianças viaja de costas até aos 3 aos 4 anos; nestes países, a mortalidade como passageiro nestas faixas etárias é praticamente inexistente, o que demonstra que esta é uma opção eficaz na protecção das crianças.

Análise de acidentes reais, ensaios experimentais, dificuldades encontradas e forma de as solucionar em www.apsi.org.pt