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Como manter a segurança com as crianças nas Piscinas?

Quase todos os miúdos adoram piscinas, tirá-los de lá é quase impossível por isso torna-se fundamental perceber qual a melhor forma de educar os nossos filhos a comportarem-se em espaços com piscinas.

A Ana Lopes, Pool Manager, explica-nos como:

“Passamos muito tempo a referir que os acidentes com crianças em piscinas e praias são a segunda maior causa de morte infantil, em vez de focarmos a nossa atenção no que é verdadeiramente fulcral e significativo no que respeita ao binômio criança/água: a aprendizagem e sobretudo a forma de estar perto da água. 

Os nossos primeiros meses são vividos em ambiente aquático;  a criança deve manter desde cedo esta ligação de forma a desenvolver uma maior e melhor aptidão pela água e nela poder desenvolver competências lúdicas mas sobretudo nela promover um excelente exercício que pode ter início aos 4/6 meses de idade.

Neste sentido considero mais importante ensinar a criança a “comportar-se” em espaços com piscina ou mesmo na praia do que – como assistimos na maioria das vezes – a proibir ou mesmo vedar o acesso, ações que podem levar ao estímulo da curiosidade por parte dos mais pequeninos. Existem inúmeras listas de regras de como se deve tornar os espaços seguros mas poucos de como se deve ensinar as crianças a saberem estar seguras. 

Defendo claramente que a regra essencial é a segurança: independentemente da vontade de ver as crianças felizes é essencial termos a certeza que a segurança é máxima no que respeita a estar perto de piscinas ou praias.  

As boias/braçadeiras são uma excelente ajuda sobretudo porque obrigam à propulsão dos membros inferiores para o deslocamento o que facilita tanto a aprendizagem como liberta as mãos para a criança brincar.

Devemos dar preferência às braçadeiras na medida em que a criança não corre o risco de largar o elemento flutuante estando este preso ao corpo da criança, o que não acontece com uma boia.

Mas é importante ensinar às crianças a diferença entre quando estão seguras pelas mesmas e quando não estão. Na maioria das vezes limitamo-nos a colocar as braçadeiras e as crianças não tem capacidade de perceber a diferença atuando da mesma forma em situações opostas de segurança. 

Devem ser evitados os churros/ espaguetes que habitualmente encontram à venda no mercado. Estes são material utilizado no ensino acompanhado nas escolas de natação, associado a movimentos de equilíbrio (sentado nos mesmos). Na sua utilização livre as crianças podem não estar inteiramente seguras.

Ajude-o a mover-se dentro de água, esteja presente nas brincadeiras e faça-o sentir que está perto e que nada lhe poderá acontecer.

Pequenas deslocações do pai/mãe para a parede da piscina são importantes na conquista da autonomia dentro de água. 

Ajude o seu filho a gostar de estar na água e faça-o sentir que está seguro. Muitas vezes os pais por segurança fantasiam histórias de “monstros marinhos” que acompanhadas pela imaginação das crianças acabam por ser um entrave para o gosto e prática de atividades ligadas á água.  

Por fim desfrute desta época em família, as crianças passam todo o ano com a atenção dos professores e, neste tempo só querem a sua.

 

Ana Lopes

Pool Manager

Virgin Active Palácio SottoMayor