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Saiba como evitar a legionella

Saiba como evitar legionella

Rádio Renascença

Fonte: Rádio Renascença

 

 

Saiba que cuidados pode ter para minimizar o perigo de contágio pela bactéria Legionella.

A origem do surto de legionella na zona de Vila Franca de Xira ainda não foi encontrada e, uma vez que o período de incubação da bactéria é de pelo menos uma semana, é possível que mais pessoas venham a contrair a doença. 

Mas há alguns cuidados a ter que podem evitar o contágio. 

Uma vez que a bactéria transmite-se através de gotículas de água, resultante de alta pressão, os residentes da zona afectada devem evitar qualquer actividade que os exponha a essas condições. 

Isso inclui coisas tão simples como a utilização do duche, uma vez que a água quente, sob pressão, forma gotículas que são facilmente inaladas. Segundo o director-geral de Saúde, Francisco George, quem não tem outra opção, pode desinfectar a cabeça do duche com lixívia: “Desde que tenha o odor próprio da lixívia”. Esta indicação diz respeito, realça, apenas a quem reside nas zonas afectadas.

De igual forma deve-se evitar a utilização de sistemas de ar condicionado, outro sistema habitual de contágio, bem como desumidificadores, jacuzzis e até sistemas de hidromassagem ou fontes decorativas. 

Nas casas que utilizam termoacumuladores, estes devem ser mantidos acima dos 75 graus, uma vez que a esta temperatura a bactéria não se consegue desenvolver. 

Todos os estabelecimentos que trabalhem com este tipo de aparelhos ou sistemas, como regas, aspersores, piscinas, ou qualquer tipo de água estagnada, devem garantir que os sistemas de desinfecção estão calibrados e em funcionamento, recordando-se que as altas temperaturas da água podem dificultar a correcta acção dos desinfectantes, tornando essencial o equilíbrio do PH. 

O que pode fazer 
Uma vez que a legionella apenas se transmite através da inalação de gotículas de água, não existe qualquer risco no consumo de água canalizada, seja para beber ou para cozinhar. As gotículas inaladas vão para os pulmões, onde a doença se desenvolve, ao contrário da água consumida que, por isso, não apresenta risco.

O ar condicionado dos automóveis, ou qualquer outro tipo de ar condicionado que não crie gotículas em forma de aerossol, também pode ser utilizado sem risco. 

Não existe risco associado a actividades como passar a ferro ou operar máquinas de café, uma vez que as altíssimas temperaturas neutralizam qualquer ameaça que possa existir.

A doença não se transmite de pessoa para pessoa, pelo que não há qualquer problema no contacto com familiares ou amigos que já tenha contraído a doença. 

No caso de sentir os sintomas, que incluem tosse, febre e dificuldades respiratórias, deve primeiro telefonar para a linha saúde 24 (808 24 24 24).

 

Sobre a Legionella

O que é a legionella?

É uma bactéria que vive em ambientes de água doce, podendo existir em reservatórios naturais, como lagos e rios, ou reservatórios artificiais como sistemas de água doméstica, quente e fria, humidificadores e torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar, piscinas, jacuzzis, instalações termais e outras, isto é, locais onde com facilidade se libertam aerossóis.

Como se transmite?
A legionella transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. Não se transmite de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. O agente da infecção encontra-se preferencialmente na água quente sanitária, nos sistemas de ar condicionado, nos aparelhos de aerossóis ou nas fontes e aspersores.

Quem está mais em risco?
Há factores que podem tornar uns mais susceptíveis que outros: a idade (pessoas com mais de 50 anos), a existência de doenças respiratórias ou o facto de fumar. 

Quais são os sintomas?
Tosse, febre e dificuldades respiratórias. Em regra, cerca de 10 dias depois da infecção podem surgir os primeiros sintomas.

Como se controla?
O controlo e prevenção desta doença fazem-se pelo diagnóstico precoce em casos suspeitos e pelo tratamento (descontaminação) da fonte de infecção provavelmente associada, que se baseia na limpeza, desinfecção e manutenção das instalações e equipamentos contaminados.

Não há vacina para a doença do legionário, mas trata-se com antibióticos.

 

Fonte:  Rádio Renascença – Filipe d’Avillez e Carlos Calaveiras, com Direcção-Geral de Saúde

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