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Febre: o que fazer?

febre

A febre é um sintoma extremamente comum e o principal motivo de consultas médicas de urgência em Pediatria.

Por ser tão frequente, é importante perceber porque surge e quando é realmente preocupante. O primeiro conceito a reter é que a febre não é uma doença. É um sintoma, que geralmente surge associado a algum tipo de “agressão” externa, mais frequentemente uma infecção. O Pediatra Hugo Rodrigues, que lançou recentemente o renovado projeto Pediatria para Todos, partilha connosco estes conselhos para entender melhor a febre.


A definição de febre depende do local onde a temperatura é medida.

Podem ser utilizados os seguintes valores:

  • rectal (medida no rabinho) – acima de 38 graus.
  • timpânica (medida no ouvido) – acima de 37,6 graus.
  • axilar (medida debaixo do braço) – acima de 37,5 graus.

Trata-se de uma defesa do organismo, que serve essencialmente para ajudar a combater essa “agressão”, através dos seguintes mecanismos:

Melhoria da capacidade de resposta do organismo

Alguns dos nossos mecanismos de defesa ficam optimizados com a subida ligeira da temperatura corporal

Inactivação de alguns microrganismos

A elevação da temperatura faz com que alguns microrganismos percam agressividade, ajudando assim a combatê-los

Assim, é fácil perceber que, apesar de causar muitas preocupações aos pais, a febre em si pode até ser benéfica. Por esse motivo, há até quem defenda que não precisa de ser tratada, caso a criança esteja bem disposta. Na verdade, não se deve tratar a febre em si, mas sim o desconforto que esta provoca. A temperatura corporal não sobe indefinidamente e, mesmo sem tratamento, acaba por voltar a descer.

Quando se dá algum tipo de medicamento nessas situações, é importante realçar alguns aspectos:

  • O tempo médio para começarem a actuar é de 30 minutos a 1 hora, pelo que não é esperado que haja uma resposta imediata.
  • A resposta esperada é que a temperatura desça 1-1,5 graus, pelo que não é suposto que desça sempre para os 37 graus.

Relativamente aos tradicionais banhos de água tépida e outras medidas de arrefecimento corporal, convém reforçar a ideia de que nem sempre são boa opção. Só devem ser utilizados quando a temperatura já está a baixar, o que geralmente se percebe porque a criança fica com a pele mais vermelha, quente e transpirada.

Devem ser evitados quando a temperatura está a subir, ou seja, quando a criança está com as mãos frias, a pele mais pálida, os lábios arroxeados e com tremores.

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