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Falta de apetite nas crianças: será normal?

falta de apetite

A alimentação das crianças é sempre um motivo de grande preocupação por parte dos pais, principalmente quando as crianças passam por fases em que se alimentam pior.

É fundamental perceber que algumas das fases de falta de apetite são perfeitamente normais e é mesmo suposto que aconteçam. Quem nos explica tudo é o Pediatra Hugo Rodrigues, que lançou recentemente o renovado projeto Pediatria para Todos.


O apetite das crianças é uma característica extremamente variável, pelo que deve ser encarado com alguma “serenidade”, de forma a não condicionar muito o seu dia-a-dia. Depende de diferentes fatores, dos quais os mais importantes são os seguintes:

Idade da criança

No primeiro ano de vida a velocidade de crescimento é muito elevada, pelo que os bebés têm necessidade aumentadas de comer, para poderem suprir as suas necessidades. A partir dos 12 meses essa velocidade vai-se reduzindo, o que faz com que as crianças comam menos, porque na realidade não precisam de tanto. É disso que se fala quando nos referimos à anorexia fisiológica do 2º ano.

Tipo de comida

Todos nós temos as nossas preferências alimentares e com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Apesar de a escolha não ser inteiramente delas, temos que perceber que elas não gostam da mesma forma de todos os alimentos e isso vai condicionar, obviamente, o apetite que apresentam.

Estado de saúde/doença

Sempre que uma criança está doente (ou quase sempre), isso reflecte-se no seu apetite. Nessas situações acabam por comer menos e isso é perfeitamente normal, podendo esta queixa durar cerca de 1 semana.

Com a resolução da doença, o apetite vai também melhorando gradualmente até se restabelecer por completo.

Picos de crescimento

O crescimento das crianças não é completamente linear e gradual, o que faz com que as necessidade do organismo vão também variando.

Há alturas em que crescem mais (os chamados picos ou surtos de crescimento) e, consequentemente, acabam por comer também mais e alturas em que não crescem tanto, o que faz com comam pior.

Contexto

A maior parte das crianças gosta de rotinas e, quando ocorre uma mudança no seu dia-a-dia (férias, por exemplo), isso vai refletir-se no seu comportamento, no qual se inclui também o apetite e alimentação.

É frequente comerem pior nessas alturas e, se a redução não for muito drástica, acho que é algo que deve ser visto com tranquilidade e com alguma cedência por parte dos pais (mas sem nunca perder o controlo da situação!).

De um modo geral, a maior parte dos pais habitua os seus filhos a comer demais. No entanto, apesar de não ser fácil, é importante que aprendam a respeitar os sinais de fome e saciedade das crianças, porque esse é o melhor indicador da quantidade de comida que devem comer.

Em jeito de conclusão, gostaria apenas de reforçar a ideia de a forma mais adequada de ver se a criança se está a alimentar como deve é pela sua evolução de peso, pois se estiver bem quer dizer que ela está a comer o que precisa. Isso é mesmo o mais importante…

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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