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Diarreia Infantil: causas, tratamento e prevenção

diarreia

A diarreia é muito frequente nas crianças. Mas quais as impliações na saúde das nossas crianças, e como devemos lidar com ela?

A diarreia define-se pela diminuição da consistência e/ou aumento da frequência das dejecções (fezes líquidas, semilíquidas, pastosas). Pode ser por vezes acompanhada de outros sintomas, como por exemplo vómitos, febre, dor abdominal, perda de apetite ou alteração do estado geral. A presença de febre elevada, sangue nas fezes ou dor abdominal são sinais de alarme.

Os vírus são as causas mais frequentes da diarreia, que também pode ser causada por bactérias ou parasitas. No caso dos vírus, a principal forma de transmissão é através das mãos sujas das crianças e dos adultos e por via aérea. Os surtos de diarreia infeciosa são muito comuns nos infantários, por exemplo. A diarreia infecciosa dura habitualmente menos de 7 dias e não mais do que 14 dias.

Para além das causas infeciosas, existem outras causas para a diarreia.

Principais causas da diarreia na infância

Intolerâncias alimentares ou alergias

A intolerância ou alergia a determinado tipo de alimentos, ou algum dos seus componentes, pode provocar diarreia. Entre as mais comuns, encontra-se a intolerância à lactose, às proteínas do leite de vaca e ao glúten.

Erros Alimentares:

Alimentos muito concentrados podem provocar diarreia, sobretudo nas crianças mais pequenas, por exemplo erros na concentração dos leites, bem como alguns excessos, nomeadamente de alimentos ricos em fibras, sumos, etc.

Alguns medicamentos:

A toma de alguns antibióticos pode provocar diarreia.

Qual o maior perigo que a diarreia representa para a saúde das crianças? A desidratação é a consequência mais frequente e preocupante da diarreia na fase aguda da doença.

A desidratação poderá ter consequências sérias na saúde da criança quando não tratada, podendo levar ao choque, à insuficiência renal aguda e até mesmo à morte.

A diarreia na criança pequena, com menos de 3 anos, a presença de vómitos associados, um número elevado de dejecções (> 6 vezes ao dia), febre elevada, a presença de sangue nas fezes, dor abdominal intensa, perda significativa de peso ou presença de sinais de desidratação (lábios e língua seca, ausência de lágrimas ao chorar, diminuição da muda de fralda, fontanela deprimida e irritabilidade) são sinais de alarme numa criança, pelo que deve ser observada pelo médico.

Nos casos de diarreia prolongados e/ou recorrentes, podem verificar-se défices nutricionais, sobretudo se existir má absorção de nutrientes.

O tratamento adequado

O tratamento fundamental para a recuperação da diarreia na criança é a hidratação, com reposição dos líquidos perdidos através das dejecções e dos vómitos.

Beber somente água, nas crianças mais pequenas, pode não ser suficiente porque a água não contém açúcares nem eletrólitos importantes, que se podem estar a perder por via intestinal. Existem soluções equilibradas próprias para a reidratação oral que ajudam a manter a hidratação da criança e a evitar a desidratação. Algumas dessas soluções estão disponíveis nos supermercados e farmácias, mesmo assim deve-se consultar o médico antes de usá-las em lactentes.

Deve manter uma alimentação saudável, devendo ser evitados sumos e refrigerantes. Minimizar sintomas, como dor, febre e enjoo.

Nas crianças estão contra-indicados a maioria dos medicamentos para tratar diarreias, no entanto pode ser utilizado um medicamento que ajude a restabelecer a flora intestinal.

É recomendável que a criança evite a escola ou o infantário durante o período em que tiver sintomas.

Este texto é da autoria de Drª Rosa Lima – Pediatra Gastrenterologista do Porto | Centro Hospitalar do Porto

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