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Abóbrinhas com medo da bata branca e das picas

Abóbrinhas medo bata branca das picas

Saiba como contradiar o medo que as abobrinhas têm dos médicos e das agulhas com as dicas da Oficina de Psicologia.

Até os crescidos têm algum respeitinho a cenários médicos e a agulhas a aproximarem-se, verdade? As abóborinhas além do respeito desenvolvem medo.

O medo, nesse caso, é bem natural: vão ao médico quando não se sentem bem e, por vezes, têm de passar por exames desagradáveis. E as picadas doem, claro.

Por isso, ocorre um mecanismo de associação muito natural: contexto médico = coisas desagradáveis e picas = dor. Muito simples, evidentemente. O importante é que a sua abóborinha se sinta em segurança, apoiada e compreendida nos seus receios pelo pai e mãe.

Nunca menospreze o susto e a ansiedade da incerteza quanto ao que lhe pode reservar o consultório médico ou de enfermagem. Com palavras tranquilizadoras e adequadas à idade, é importante ir explicando que são pessoas que o vão ajudar a sentir-se melhor.

Facilmente, o médico pode passar a super-herói, capaz de assustar dói-dóis, mas primeiro têm de os procurar os dois – crie espírito de colaboração no seu filhote, para que ele se sinta mais no controlo da situação.

Também é importante não o enganar, sobretudo em procedimentos que possam doer – a dor, quando não é esperada, é muito mais assustadora. E, no fim, dos exames, consultas e procedimentos médicos, não se esqueça de lhe elogiar a coragem e recompensar com muito mimo!

Deixamos-lhe algumas dicas para suavizar medos infantis naturais dos actos médicos.

• “Aquela bata branca assustadora!”. Muitas vezes, o medo da bata branca e dos utensílios utilizados pelos médicos e enfermeiros surge porque os mais pequenos não percebem qual a sua utilidade. No seu imaginário, constroem significados assustadores. Explicando ao seu filhote o motivo pelo qual os profissionais de saúde usam as batas e os utensílios estará a dar-lhes um significado concreto, acabando com estes “bichos papões”.

• Empatize com o sofrimento mas não o antecipe. Ao ouvir e compreender a angústia que a sua abóbrinha sente nestes momentos, estará a promover uma sensação de segurança. Por outro lado, ao dizer-lhe que vai ao médico com demasiada antecedência, abrirá a porta à chegada dos medos e das angústias.

• “O meu amigo dos Doutores e das Picas”. Porque, em meio hospitalar, nem sempre os pais podem estar tão perto dos filhos quando gostariam, deixe que o seu filhote leve consigo um pequeno peluche. Em situações de internamento ou cirurgia, um pijama com bolso onde caiba o pequeno peluche poderá ser uma grande ajuda nos momentos de maior ansiedade.

• “Não vai doer nadinha” ou “Vai doer um bocadinho”? Evite tranquilizar a abóbrinha com frases que poderão não corresponder à realidade. Associe, antes, a dor a uma imagem engraçada que a possa atenuar. (“se doer, pensa que é uma formiga tontinha e aperta a minha mão com muita força!”, por exemplo).

• Valorize sempre! É importante que o seu filhote perceba que se orgulha dele e que, se for mesmo muito difícil e ele precisar de chorar um bocadinho, saberá compreender.

 

Equipa Infanto-Juvenil

Oficina de Psicologia