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A ansiedade na infância e adolescência

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As perturbações de ansiedade são as patologias psiquiátricas mais habituais em crianças, que desencadeiam grande sofrimento, bem como dificuldades escolares e complicações sociais. Dados estatísticos apontam que a prevalência associada a pelo menos uma perturbação de ansiedade até aos 16 anos de idade é de aproximadamente 10%, sendo cerca de 12% em raparigas e 8% em rapazes. Os estudos epidemiológicos mostram que as taxas de prevalência de qualquer perturbação de ansiedade são maiores em crianças do que adolescentes.

Muito embora, as perturbações de ansiedade, tenham vindo a ser consideradas indulgentes, numa significativa percentagem de crianças e adolescentes, estas intervêm no funcionamento escolar, social e familiar, provocando efeitos prejudiciais a longo prazo, razão suficiente para não serem desvalorizadas.

 

Alguns estudos indicam que o diagnóstico de uma perturbação de ansiedade na infância e adolescência aumenta o risco de insucesso escolar e de dificuldades socioeconómicas na vida adulta. A ansiedade infantil é considerada com um factor predisponente de ansiedade, depressão, tentativa de suicídio e internamento na vida adulta.

Apesar de toda a informação disponível, na prática verifica-se que na maioria das crianças com perturbações de ansiedade, estas nem sempre são diagnosticadas ou tratadas adequadamente. Este é efectivamente um indicador preocupante, tendo em consideração a eficácia comprovada da psicoterapia em perturbações de ansiedade, e tendo em conta que existem efeitos nefastos a longo termo de uma perturbação de ansiedade não ser alvo de intervenção.

 

Tânia da Cunha

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Psicóloga Clínica – Psicoterapeuta Gestalt

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