Família > Lifestyle > Solidariedade

Dia da Mulher: como educar meninas e meninos pela igualdade

dia da mulher

Combater a violência começa com Amor.

Feliz Dia da Mulher? O Dia da Mulher não é feliz. É um dia em que lembramos mulheres que sofrem violência, preconceitos, abusos, injustiças, e que todos os anos continuam a sofrer, pela simples condição de serem… mulheres.

Este ano que passou morreram muitas mulheres, tivemos julgamentos que seriam anedóticos se não fossem trágicos e o movimento #metoo descobriu o que todas sabemos: que as mulheres sofrem abusos em todo o lado, em todos os países e em todas as profissões.

Estamos em março de 2019 e já morreram treze mulheres às mãos da violência machista, que nos vê objetos, inferiores, despojáveis.

Na Pumpkin, sentimos que esta é uma luta sem fim, mas uma luta que nunca vamos deixar de lutar. Somos uma equipa maioritariamente de mulheres, com filhas maioritariamente meninas. Não a vemos como uma luta deles contra nós, mas sim como a luta de todos os seres humanos com valores e que batalham pela justiça, igualdade de oportunidades e respeito.

Acreditamos genuinamente que é no poder do amor e na educação das futuras gerações que está o segredo para contrariar o paradigma. Como outras, antes de nós, lutaram pelo que hoje consideramos direitos básicos – votar, ter a nossa própria voz, escolhermos a pessoa com quem queremos casar, escolhermos não casar, termos a oportunidade de trabalhar naquilo de que gostamos, podermos estudar, vestir calças ou ser proprietárias de algo – nós vamos lutar para que, um dia, as mulheres não tenham mais que o fazer.

Esta luta passa por apoiarmos as nossas irmãs, valorizarmos as suas conquistas. Passa por educar as nossas filhas para serem o que quiserem e irem mais longe nos seus sonhos. Passa por educar os nossos filhos para o respeito e amor. Passa por estarmos atentos e disponíveis para ajudar quem precisa. Passa por lutarmos contra as injustiças e desigualdades com palavras e atos concretos.

Como? Não temos, infelizmente, a fórmula perfeita, mas trazemos algumas ideias.

Fazer a diferença através da educação

Confiança na adolescência e na pré-adolescência: como ajudar na sua construção?

meninas confiantes

Uma menina confiante será, no futuro, uma mulher confiante, de bem consigo mesma e feliz.

Numa altura em que as mulheres são cada vez mais agredidas (não apenas fisicamente, como também psicologicamente) e rebaixadas por uma sociedade que as condena pelo que vestem, dizem e pelo que mostram ser, a importância de ensinar pequenas mulheres a defenderem-se torna-se cada vez mais importante.

Vamos a isso, então! Como dar mais confiança na adolescência? Temos cinco sugestões que vão ajudar as nossas filhas a serem mais fortes, a olharem para si mesmo com maior empatia, e a fortalecerem as suas relações, consigo e os demais.

A igualdade começa em casa

Se têm meninos em casa, ensinem-lhes pelo exemplo e na vossa rotina que as tarefas domésticas, por exemplo, são responsabilidade igual de toda a família, e que devem ser eles a limpar o que sujam, a arrumar o próprio quarto e a ajudar, tanto quanto as meninas, a por a mesa ou a dobrar a roupa.

Se têm meninas que vos pedem camisolas azuis, bolas de futebol ou carros, se têm meninos que preferem brincar com bonecas, lembrem-se: os brinquedos não têm género. E, se têm, não são adequados a crianças. Deixem-nos expressar os seus gostos e individualidades sem os castrar, sem os dobrar, sem os limitar. Deixem-nos descobrir quem são.

Crianças felizes e abertas ao mundo serão adultos mais tolerantes, empáticos e, obviamente, felizes.

Fazer a diferença através da cultura

Livros infantis que provam que as meninas podem ser quem elas quiserem

livros para meninas

A Pumpkin reuniu algumas sugestões de livros para oferecer à sua filha, à sua sobrinha, à filha de uma amiga ou… a si mesma. São livros para meninas, mas também para meninos, que reforçam a ideia de que uma menina, futura mulher, pode ser o que quiser, quando quiser, que depende apenas de si e que em nada fica a dever aos homens.

Leitura obrigatória nas nossas casas, são obras que contribuem para o reforçar do amor próprio e da auto-estima das nossas filhas, mas que também mostram aos meninos o quanto elas são fortes e inspiradoras.

Filmes para toda a família com protagonistas femininas

filmes meninas

Não podemos controlar aquilo que Hollywood produz, mas, como pais, podemos e devemos garantir o equilíbrio: é importante que os nossos filhos tenham também acesso a filmes onde há meninas fortes, poderosas e que assumem papéis de liderança, vivem aventuras inesquecíveis e contrariam muitos dos estereótipos associados aos contos de fadas.

Espreitem as nossas sugestões de filmes com personagens femininas e, mesmo longe do Dia das Bruxas, a lista que fizemos com filmes de Halloween com protagonistas femininas. Afinal, há alguns séculos, as mulheres fortes eram vistas como bruxas e queimadas nas fogueiras. É também por elas que lutamos, hoje, pelo diminuir das barreiras do preconceito.

Fazer a diferença através de iniciativas

Dream Gap Project

Dia 11 de outubro de 2018, dia em que se celebra o Dia Internacional da Rapariga, a Mattel apresentou mundialmente o Dream Gap Project, que tem como objetivo chamar a atenção para os fatores limitadores com que as meninas se deparam enquanto ainda são pequenas, levando-as a não acreditar no seu verdadeiro potencial.

Vejam o vídeo que promete emocionar o mundo nesta luta pela igualdade de direitos e de oportunidades. Aqui irá ver várias meninas que mostram, através dos seus depoimentos, a realidade vista aos seus (pequeninos e, ao mesmo tempo, GRANDES) olhos:

O Dream Gap Project tem como objetivo fechar o Dream Gap, que é a diferença da confiança que se verifica entre meninas e meninos.

Entre os 8 e os 14 anos as raparigas têm menos 30% de confiança em si próprias do que os meninos no mesmo intervalo de idades. Esta é uma altura da sua vida em que sentem que não conseguem atingir os seus sonhos e se sentem diminuídas numa sociedade que ainda privilegia um pouco mais os rapazes.

Para a Mattel, mais importante do que dizer “Tu podes ser o que quiseres!”, é mostrar que houve e continua a haver mulheres que conseguiram alcançar o seu objetivo e distinguirem-se nas suas carreiras, muitas delas associadas a um universo mais masculino.

Mulheres na Ciência – Pavilhão do Conhecimento

Da Biologia à Matemática, da Química às Ciências Sociais, da Física à Arqueologia, das Neurociências à Geografia, da Engenharia à História, das Ciências do Espaço à Filosofia, o livro “Mulheres na Ciência” põe o foco em 109  histórias de sucesso que muito têm contribuído para o enraizamento da ciência na sociedade portuguesa.

A Ciência Viva, por detrás do projeto, espera que estas histórias possam vir a inspirar jovens a seguir a sua vocação. O conteúdo do livro existirá também em versão digital num módulo permanente do Pavilhão do Conhecimento.

Josefinas – You Can Leave

you can leave josefinas

Os dados são apresentados no site da Josefina, uma das marcas portuguesas com maior expressão no streetstyle internacional, e que se tem posicionado ano após ano na luta pela igualdade de género.

Todos os anos, 1 em cada 3 mulheres vítimas de violência doméstica são assassinadas pelos parceiros, 7 em 10 mulheres são alvo de violência física ou sexual, 1 em 4 mulheres sofre violência física ou sexual durante a gravidez.

Mulheres entre os 15 e 44 anos correm mais risco de violação e violência doméstica do que de cancro, acidentes de viação, guerra ou malária. 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada crime.

Agora, a marca lança ‘Collections’, a primeira linha de t-shirts da Josefinas, cujas vendas revertem a favor de mulheres vítimas de violência doméstica. Por cada t-shirt vendida, uma mulher é apoiada durante um mês através da APAV.

Cada t-shirt conta a história de uma mulher vítima de violência doméstica, e são um espelho das histórias de milhares de mulheres. Pode ser a história das nossas irmãs, das nossas mães, das nossas filhas, das nossas amigas, das nossas vizinhas. Pode ser a nossa história. A indústria da moda pode e deve trazer consciência para um problema social e, ao mesmo tempo, ajudar aquelas que, tendo conseguido libertar-se, procuram agora reconstruir a sua vida (e, muitas vezes, a dos filhos). Conheça a “Collections” e outras iniciativas da marca dentro do projeto “You Can Leave“.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *