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60% dos portugueses gasta entre 100€ a 300€ nas suas compras escolares

gastos escolares

Quais os hábitos de consumo das famílias no regresso às aulas?

Foi lançado em setembro de 2017 um estudo com o objetivo de analisar os hábitos de compra das famílias portuguesas no regresso às aulas. Conhecer os nossos padrões de consumo é importante porque pode ajudar-nos a poupar no Regresso às Aulas já no próximo ano letivo.

Quanto gastam as famílias no Regresso às Aulas. 

Quando questionados relativamente ao valor despendido com as compras necessárias no regresso às aulas, a maioria dos pais portugueses, 36%, revelou gastar entre 200€ e 300€ com este período, sendo que no total, 60% dos inquiridos gasta em média entre 100€ a 300€ nas suas compras escolares. Apenas 7% afirma gastar mais do que 500€ e 9% gastam menos de 100€.

Se analisarmos a comparação entre as despesas médias com o regresso às aulas e os rendimentos médios mensais das famílias, conseguimos identificar um padrão de crescimento do consumo que acompanha o aumento dos rendimentos.

Ou seja, quem ganha menos gasta menos, quem ganha mais, gasta mais.

Onde gastam mais as famílias?

Entre a lista do que é preciso adquirir, os manuais escolares encontram-se, sem dúvida, no topo das preocupações dos inquiridos (76%), transferindo a maior fatia do orçamento para os livros exigidos pela escola.

A maioria dos inquiridos afirma ser esta a principal despesa nesta altura do ano, seguida do material escolar, com 15%, e de roupa e calçado com 7,8%.

Os filhos também vão às compras, mas quem ganha é o preço. 

Oitenta e cinco por cento dos pais que participaram neste estudo revelou que se faz acompanhar dos seus filhos nas compras necessárias para o início do ano letivo. Apesar deste fator, o gosto pessoal das crianças e/ou adolescentes, bem como a preferência por uma determinada marca ou artigo de moda não levam a melhor na hora da compra. Através da informação disponibilizada conseguimos ter acesso aos principais critérios tidos em consideração na aquisição de material escolar.

Conclui-se que a maioria dos inquiridos (80%) tem em atenção a relação preço/qualidade e durabilidade dos produtos. Da amostra analisada, apenas 8% dos pais tenta conjugar o gosto pessoal dos filhos com o preço e a qualidade/durabilidade do que é comprado.

Onde compram?

Quanto ao local de compra, grande parte das famílias prefere comprar tudo num único local. Neste caso, o local de eleição para as compras de regresso às aulas são os hipermercados, seguidos das papelarias.

Quem tem por hábito comprar em mais do que um local, opta por combinar as compras em hipermercado e outras lojas.

Numa altura de contenção de gastos em que se poderia verificar cada vez mais a utilização de sites online de compra e venda de diversos produtos usados no regresso às aulas, os resultados do estudo demonstram que não se verificou uma adesão expressiva a estes suportes. Apenas 1,3% dos inquiridos afirma ter em conta este tipo de opções para as suas compras, complementando-as sempre com outros espaços comerciais.

As lojas online têm também pouca expressividade, pois apenas 4% dos inquiridos afirma comprar unicamente através deste meio. Mesmo quando combinada com outras opções, a percentagem mantém-se baixa, sendo de apenas 13%.

Despesas no IRS.

Mais de metade dos pais portugueses (51%) não coloca as despesas de Educação no IRS, ou seja, não pede fatura, sendo certo que com a dedução destas despesas anualmente, o retorno pode ascender até aos 800€.

Dicas de poupança. 

Muitos dos inquiridos afirmaram ainda seguirem dicas de poupança nesta altura e, até mesmo, pouparem durante o ano para poderem utilizar estes recursos no regresso às aulas. Ao compararmos os pais com crianças no ensino público e privado, percebemos que quem tem filhos no ensino privado aproveita mais os manuais escolares que pertenceram a amigos ou familiares, correspondendo a um total de 30% para o ensino privado e 27% para o ensino público.

No que se refere ao apoio escolar, vários pais admitiram usufruir deste tipo de ajuda, sendo que a Região Autónoma da Madeira, o Algarve e zona Norte do país são as zonas que apresentam maior número de ocorrências, respetivamente.

Já os empréstimos, por sua vez, não são uma opção recorrente. Os dados do estudo revelaram que apenas 1,6% dos inquiridos pediram um empréstimo para fazer face às despesas desta época.

De referir que, apesar de se falar hoje em dia cada vez mais dos manuais escolares digitais, o estudo revela que adquirir este tipo de livros não é uma opção que esteja no horizonte das famílias portuguesas. Apenas 11% da nossa amostra afirmou pretender comprar manuais digitais.

 

Este estudo é da autoria do E-konomista/Sportzone e resulta da recolha de dados por via eletrónica. O inquérito foi realizado entre os dias 8 e 24 de agosto. O universo deste estudo é composto totalmente por pais com filhos em idade escolar e com residência em Portugal. A amostra deste estudo é constituída por um total de 616 inquiridos.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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