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E se a carta ao Pai Natal também for motivo para crescer?

E se carta Pai Natal também for motivo crescer?

A Carta do Pai Natal é uma das tradições desta época natalícia. Conheça as dicas da Oficina de Psicologia para tornar esta atividade numa fantástica forma de aprender e desenvolver os miúdos.

Chega o Natal e com ele as várias cartas ao Pai Natal. Esta carta aparece de várias motivações: desde a criança que pede para escrever, à atividade proposta na escola ou ao catálogo de brinquedos que tem os espacinhos para assinalar o que os mais novos querem receber para o Natal.

E aos poucos deixamos de dar importância a esta atividade.

Mas a verdade é que, em crianças mais pequenas principalmente, quando falamos no Pai Natal, falamos de imaginação e fantasia, algo que faz parte do crescimento natural de qualquer criança e que pode ser estimulado pelos pais e familiares. Neste sentido, talvez a carta ao Pai Natal deste ano possa ser uma atividade de crescimento em família, onde possa ter lugar a imaginação, emoção, empatia e a criatividade.

Deixamos algumas dicas para que a carta deste ano possa ser mais divertida:

  • Uma carta a sério: Primeiro afaste o seu filho da tendência de assinalar os brinquedos no catálogo do supermercado. Isso não é uma carta ao pai Natal e estimula pouco a criatividade do seu filho, para além de poder aumentar a frustração pelas prendas que poderá não receber depois.

Proponha mesmo que ele possa escrever ou ditar para que os pais escrevam o que ele deseja dizer ao Pai Natal.

  • Comecem pela apresentação. Eu sou o(a)…. Tenho … anos, moro …. Os meus pais são… gosto muito de… não gosto nada de….

Foque mais a criança para descrever quem é para o pai Natal a conhecer e não tanto nos bons ou maus comportamentos deste ano. Qualquer prenda que ela receba não tem de depender de ter comportamentos perfeitos, mas porque o Pai Natal gosta de conhecer e cuida de todos os meninos nesta altura do ano.

Para além disto, estimula a criança a olhar para si e a conhecer-se um pouco melhor.

  1. E o Pai Natal? Que perguntas o seu filho gostaria de lhe fazer. Aproveite para explorar algumas questões com ele. É importante estimular a curiosidade e enriquecer um pouco o imaginário dos mais novos.

  2. O que gostaria de receber este Natal. O Pai Natal é uma figura associada aos bens materiais, não é um problema, deixe que o seu filho possa pedir alguns dos seus brinquedos favoritos. Incentive uma lista reduzida, apenas os brinquedos mais especiais.

Reforce que este é só um pedido. É normal que o Pai Natal não possa responder a tudo o que a criança pede na sua lista, mas pelo menos um presentinho irá aparecer.

  1. E o que mais há a pedir? Pergunte ao seu filho, depois dos brinquedos favoritos o que mais ele gostaria de ter este Natal ou no próximo ano. Atividades em família, estar com pessoas, coisas para si e para os outros. Este pode ser um momento para perceber as necessidades do seu filho e deixar que ele próprio possa formular desejos para o novo ano. Mostre ao seu filho que não só os pedidos materiais importam, mas que este é um momento em que pode pensar nas coisas que mais importam para ele.

  2. E se a carta puder ficar ainda mais bonita? Só se puserem “mãos à obra”: um desenho, colagens, bonecos do Natal em plasticina ou outros trabalhos manuais que possam acompanhar a carta. Faça desta uma atividade ainda mais criativa.

  3. Agora que está pronta resta a forma de a fazer chegar ao Pai Natal. Seja por correio, seja entregue a um Pai Natal ou deixando num lugar especial da casa (p.e. dentro da meia dos presentes, onde sempre pode recolhe-la e guardar para quando o seu filho for maior poder ler e recordar) o importante é que o seu filho possa escolher como entrega-la e sinta que o seu desejo conta.

  4. E os pais têm pedidos para o Pai Natal? Eu diria “e porque não?”, quais são as coisas que mais precisa este Natal e no próximo ano? Partilhe também com o seu filho alguns destes desejos e quem sabe também tenha uma cartinha a escrever para o velho gordinho 😉

 

Este artigo, escrito pela Psicóloga Inês Custódio, foi-nos gentilmente cedido pela Oficina de Psicologia.