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Mães Empreendedoras: Carolina Patrocínio

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Fotografia: João Portugal

A Pumpkin falou com a apresentadora de televisão, que nos contou tudo sobre a BabyLoop, o seu novo projeto. Carolina tem conselhos para quem quer começar o seu próprio negócio.

Acreditamos no poder das mulheres e na força dos seus sonhos. Acreditamos na possibilidade de fazer diferente, de quebrar os paradigmas e da reinvenção na e através da maternidade.

Por isso, a Pumpkin quer dar a conhecer projetos diferentes, nascidos da cabeça, coração e esforço de mães empreendedoras. Vamos dar voz a conceitos interessantes e úteis para famílias e ao mesmo tempo sublinhar o quão inspiradoras são estas mulheres que não desistiram da sua vida e das suas ideias mesmo depois do nascimento dos filhos.

A nossa entrevistada de Abril é conhecida de todos nós e uma força da natureza: Carolina Patrocínio, que lançou recentemente a BabyLoop, uma plataforma para compra e venda de materiais de puericultura.

A BabyLoop

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Como é que surgiu a ideia de criar a BabyLoop?

As minhas filhas têm idades muito próximas – tive três crianças em quatro anos -, o que fez com que tivesse de ter muitos equipamentos em simultâneo, desde carrinhos, cadeirinhas, berços, etc, e que, agora que cresceram, também tenha acumulado muitos equipamentos que estão inutilizados e acabam por ficar a um canto.

E sabia que este não era um problema só meu, as minhas amigas e irmãs passaram pelo mesmo, então senti que faltava arranjar uma solução que fosse útil para todos. E foi esta necessidade aliada à minha vontade de abraçar um novo projeto fez nascer a BabyLoop. Nos últimos anos, estive muito focada na família e na SIC e agora senti que era o momento certo para avançar com algo diferente.

Há muitas pessoas com ideias boas na gaveta que acabam por nunca as concretizar, muitas vezes por não saberem como o fazer. Qual foi, para a Carolina, o “passo a passo” para dar realmente vida ao projeto? Começa-se por onde? Como foi o processo de definição do modelo de negócio?

 Eu tinha a ideia muito bem definida na minha cabeça, só não sabia bem como coloca-la em prática, porque nunca tinha feito nada do género, e também tinha consciência que ia precisar de ajuda, porque não iria conseguir fazer tudo sozinha, tendo de conciliar diferentes projetos com a vida familiar.

E assim foi: eu conhecia a Book in Loop, plataforma de reutilização de livros escolares, e até tínhamos amigos em comum, então, através desses amigos, apresentei-lhes o projeto e desafiei-os a virem comigo nesta aventura e a resposta não podia ter sido melhor.

Abraçaram o projeto desde o primeiro momento e com tanto entusiasmo quanto eu, pelo que senti de imediato que eram a equipa certa para avançar com a BabyLoop. Depois, o modelo de negócios já definimos juntos.

Como eles tinham um modelo muito bom e com resultados comprovados, o que fizemos foi adaptar esse modelo a esta nova realidade da puericultura. Curiosamente nenhum dos outros membros da equipa tem filhos, então eu dou os inputs mais familiares, dada a minha experiência, e eles dão os inputs de negócio.

Onde encontrar investimentos, apoios, parceiros e a equipa certa?  

Hoje, o ecossistema do empreendedorismo está cada vez mais dinâmico e isso significa também que há mais agentes a investir, sejam instrumentos públicos ou privados. Acredito que uma boa ideia, se realmente for boa e fizer sentido, se estiver bem estruturada e tiver um modelo de negócio capaz, consegue sempre encontrar eco e apoio para se tornar realidade.

Quanto à equipa, não há nenhuma regra de ouro ou receita. Pessoas com criatividade, capacidade de trabalho e jovens são na maioria dos casos boas opções. Mas mais importante: têm de acreditar da mesma maneira no projeto e sentirem-se parte dele. No caso da BabyLoop, foi tudo mais fácil, porque a equipa que desenvolve o projeto comigo já tinha criado a Book in Loop, por isso, conheciam bem as dinâmicas e os desafios deste tipo de projetos e acreditavam que a BabyLoop fazia tanto sentido como a Book in Loop.

Como é que a BabyLoop, ao funcionar como uma intermediária entre as famílias que querem comprar e vender, e assumindo para si a responsabilidade de fazer o transporte e os testes de qualidade, consegue ter retorno financeiro?

Se não conseguíssemos, o projeto não era viável. Tudo o descrito nesta questão é exatamente a nossa proposta de valor e é aquilo que nos diferencia – abrangemos todo o país e damos garantias de qualidade e facilidade. Assim, há uma margem do preço de venda que é nossa.

O desafio é criar escala, seja no transporte ou no controlo de qualidade, para que o custo por produto seja o mais diluído possível. É isso que nos permite ter preços competitivos e ainda assim sermos viáveis. Isto implica muito planeamento e assertividade. São estas as chaves do nosso modelo.

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Fotografia: João Portugal

Ao incentivar à economia circular como forma de proporcionar a mais famílias produtos de qualidade a preços acessíveis a BabyLoop revela também uma preocupação social. É uma das missões da loja, a de democratizar, de alguma forma, o acesso a bens “superiores”?

Sem dúvida. Sabemos que todos os pais querem dar o melhor aos seus filhos, mas também sabemos que a grande maioria dos pais não tem essa possibilidade, porque 30% da população portuguesa recebe o ordenado mínimo e mesmo o salário médio nacional fica-se pelos 887 euros, enquanto um kit básico de puericultura para os primeiros meses custa, em média, entre 920 a 2.130 euros.

A BabyLoop vem dar uma oportunidade a estas famílias de darem o melhor aos seus filhos mas de forma mais acessível, podendo poupar até 80% do valor dos equipamentos num ciclo total de compra e venda: por exemplo, num carrinho de gama média que custe 400 euros as famílias conseguirão poupar cerca de 320 euros se o comprarem na plataforma e, depois, o voltarem a vender quando já não lhes derem uso.

Qual é o grande diferencial da BabyLoop, em que se distingue a sua loja de outros sites com premissas semelhantes?

Apesar de a dinâmica aparentar ser semelhante a outras plataformas, na realidade o projeto é bem diferente. Não nos limitamos a ter uma plataforma para que as pessoas vendam e comprem, nós temos uma plataforma e cuidamos dos produtos para garantir que chegam com qualidade ao comprador e que servem na perfeição os seus propósitos.

Após recebermos o equipamento, ele passa por um criterioso processo de avaliação, depois por uma higienização e só depois segue para fotografar, antes de ser publicado. Estamos a falar de equipamentos que serão utilizados por crianças, pelo que, para nós, era essencial fazer este trabalho.

A par desta grande diferença, também há outras vantagens. Além de benefícios e promoções atribuídas pelos nossos parceiros, o trabalho conjunto com o Continente vem facilitar muito a venda: os vendedores não têm de se deslocar a pontos de encontro, basta que deixem os produtos num ponto de recolha numa loja Continente numa qualquer ida às compras. Não podia ser mais fácil.

 A Carolina como empreendedora, profissional e mãe

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A Carolina concilia a sua profissão de apresentadora de televisão com trabalhos de publicidade e, agora, empresária. Também já escreveu um livro. Sobra tempo para respirar (risos) e para a vida em família? Qual é o segredo para “chegar a tudo”?

Acima de tudo fazer-se aquilo que se gosta e ter uma equipa por trás que nos ajuda.

No caso da Carolina, que concilia o empreendedorismo com a sua profissão pública, quais são os grandes obstáculos e vantagens de ter um negócio próprio?

O maior obstáculo é que temos de estar bastante presentes, mas a maior vantagem é que tudo é à nossa imagem.

Se tivesse que dar 3 dicas rápidas a quem quer começar um negócio próprio, quais seriam?

  1. Ter um boa ideia;
  2. Fazer um bom estudo no mercado;
  3. Arranjar bons parceiros.

E como mãe, quais são os melhores conselhos que pode dar?

Acima de tudo, serem práticas e não se deixarem nunca anular pela maternidade.

Encontrar a BabyLoop e Carolina Patrocínio nas redes sociais

carolina patrocínio família

Fotografia: Carolina Patrocínio

Acompanhem a vida de Carolina Patrocínio e da sua adorável família, Gonçalo, Diana, Frederica e Carolina, no Instagram. A BabyLoop também está presente nesta rede social no perfil babyloop.pt.

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