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6 ideias para uma casa organizada

casa-arrumada

Foto de Bundo Kim no Unsplash

Pequenos gestos que fazem a diferença para ter (e manter) uma casa organizada.

A Susana do blog A Espuma dos Dias leu o livro da Marie Kondo, The Life Changing Magic of Tidying Up há uns anos (traduzido em português para “Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida”) e, apesar de já ser naturalmente organizada e desapegada às coisas que não usa, sente que o método KonMari a ajudou muito a melhorar alguns pontos. Partilha agora as suas inspirações connosco!


Recentemente estreou no Netflix a série “Tidying Up with Marie Kondo” e eu acabei ontem de ver. Faz-me imensa impressão o sofrimento e stress que o excesso de coisas traz à vida das pessoas. Ter a casa organizada e apenas com as coisas que nos fazem felizes (spark joy, é a expressão em inglês usada) não é apenas uma pancada minimalista; um ambiente doméstico calmo e agradável tem de facto um poder fantástico em melhorar a nossa vida.

Ninguém está a dizer que só podem ter um colchão, três tigelas e um cacto, pelo contrário. É uma questão de avaliarmos as coisas que temos em casa em função da alegria que nos trazem. E claro, depois disso, organizá-las devidamente.

Para além das lições da Marie Kondo, tenho também alguns hábitos que me ajudam a manter a minha casa bastante organizada. Claro que depois de se ter filhos, as coisas começam a ser mais difíceis, mas é perfeitamente possível manter o nível de “tralha” razoável.

Não só reduzir as nossas coisas ajuda a criar um ambiente feliz em casa, como ajuda imenso a manter a casa limpa. Se eu vou limpar o pó ou aspirar o chão e antes de o fazer tenho de arrumar imensa tralha que está espalhada por todas as superfícies, provavelmente não vou ter tempo e/ou vontade para de facto limpar. Se todas as divisões estiverem sempre em ordem, ou se bastarem 10 minutos de arrumação geral pela casa para ficar tudo no sítio, muito mais facilmente limpamos.

Estive a pensar quais são os pontos que considero mais importantes neste assunto, num mix de Marie Kondo com senso comum, e cheguei a uma lista bastante razoável:

1) Ter um saco ou caixa para doações

Ainda estou para arranjar uma caixa mais funcional, mas de momento tenho um saco daqueles grandes do lixo em permanência num canto do quarto (não é bonito, daí estar a ver se arranjo uma caixa) onde coloco tudo o que quero doar, logo no momento em que decido fazê-lo. Se vamos esperar para fazer uma mega arrumação ao roupeiro/armário da cozinha/estante nunca mais nos livramos das coisas.

Quando o saco enche, posso ou não rever o que está lá dentro e levo-o para os contentores que a junta disponibiliza para doações para famílias que necessitem. Se a vossa junta não tem uma iniciativa semelhante, procurem o que há na vossa zona e estabeleçam o hábito de doar. Livros e DVDs podem ser doados às bibliotecas.

2) O que é para sair, fica à saída

Este é um ponto essencial para se livrarem dos milhentos tupperwares que trouxeram de casa de outras pessoas, de livros emprestados, de sacos de compras para levar para o carro, etc.

Mais uma vez, estou para arranjar uma caixa mais bonita e funcional do que o sistema que tenho agora, que é deixar as coisas em cima da sapateira ao pé da porta da entrada. Mas resulta, no sentido em que não tenho não sei quantos itens variados que não têm sítio fixo em minha casa porque não são meus.

E para além dos sapatos estarem à saída, também há um pequeno móvel onde ficam as chaves, carteiras, óculos de sol, documentos do carro, etc.

3) Não sair de uma divisão de mãos a abanar

Ok, este conselho foi-me dado por uma chefe muitas vezes ruim quando eu trabalhava numa loja: sempre que iamos da loja para o armazém ou vice-versa, devíamos levar alguma coisa, seja roupa que precisa de ser arrumada lá, cartelaria espalhada, etc. Mas por mais ruim que ela fosse muitas vezes, isto faz sentido.

Se vão levantar-se do sofá para ir à cozinha, dêem uma vista de olhos à sala para ver o que podem levar. De certeza que há um prato ou chávena a precisar de ir para o lava-loiças. Se vão até à casa-de-banho, não há nenhuma peça de roupa por aí espalhada que devia ir para o cesto? Isto pode parecer stressante de início, como se estivéssemos constantemente a arrumar e na verdade até estamos, mas quando entra no automático, garanto-vos que nem dão por isso e é bem mais satisfatório do que passarem 2 horas ao Sábado a arrumar a casa toda.

Há duas abordagens a este método: ou simplesmente levam a coisa até à divisão correcta e pousam algures ou arrumam-na logo. Dependendo do que é e do que estou a fazer de momento, posso ir por um lado ou outro, mas o importante é que não há coisas espalhadas em divisões variadas.

4) Arrumar na vertical, segundo o método KonMari

O melhor é ouvirem o que ela tem a dizer, mas garanto-vos que é fantástico. Ver tudo o que está numa gaveta é extremamente satisfatório, prático e ficam com a noção do que de facto têm.

Admito que adorava ter uma daquelas coisas de plástico como o Sheldon na Teoria do Big Bang para ficar com as t-shirts todas do mesmo tamanho e depois podia fazer mais uma dobra para ficarem na vertical.

5) Tudo tem um sítio permanente 

Todos os objectos em vossa casa devem ter um sítio permanente. Ou seja, não há tralha espalhada por todo o lado que é impossível de arrumar porque não há onde.

Eu concordo e pratico a ideia de ter todas as coisas da mesma “categoria” juntas, mas mesmo que não seja esse o vosso caso, esforcem-se por tudo ter um sítio e haver um sítio para tudo. Se não têm espaço para este ou aquele item, ponderem se de facto é algo que faz falta na vossa vida.

6) Livrem-se do papel

Eu fico doente quando vejo as pilhas de papel que as pessoas acumulam. Primeiro, adiram às fatura electrónicas, em tudo o que for possível (e já agora, a débitos directos, que não só facilita a vida como é mesmo um recibo de pagamento). Manuais de instruções? Para quê? Não sabem mexer no frigorífico?

E actualmente facilmente se arranjam online (Lidl Ikea por exemplo, mas quase todas as marcas disponibilizam online, basta procurarem no site). Se não for o caso, como foi por exemplo da minha máquina de lavar, podem cortar apenas as páginas de que precisam, no meu caso as instruções com os códigos de erro e soluções, e até mesmo digitalizar.

Para faturas necessárias para efeitos de garantia, o meu método é: 1) fotocopiar o talão, porque são rolos térmicos cujas letras vão desvanecer antes do prazo da garantia 2) agrafar talão à folha da fotocópia 3) escrever qual o artigo e data de compra em letras grandes na folha 4) colocar tudo numa mica sempre no fim 5) sempre que forem lá colocar um novo talão, vejam o do topo: a data da garantia já expirou? Lixo.

Eu tenho um dossier A4 de lombada larga com TODOS os nosso papeís: contrato da casa, IRS para o ano corrente, boletim de vacinas, certidão de casamento, faturas, tudo. Num só dossier, organizado com separadores e micas e não preciso de mais nada. A única excepção são as micas dos IRSs dos passados 5 anos que tiro do dossier quando estão terminados e guardo numa caixa, junto com os meus diplomas e um ou outro papel que nunca preciso mas que tenho de guardar.

Mais alguma ideia?

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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