Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai? - Pumpkin.pt

Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai?

Mãe

Existe a ideia de que a mãe, por tratar e cuidar, tem um papel de maior destaque na vida dos filhos

Quem responde é Magda Gomes Dias, do Mum’s the Boss.

Cada ator tem o seu papel e a sua importância reside no tipo de vínculo que vai estabelecer com os filhos. Ponto final. Ainda assim, existe a ideia de que a mãe, por tratar e cuidar, tem um papel de maior destaque na vida dos filhos. Achamos isso porque, antigamente, efectivamente, era ela a cuidadora e, por isso, livre de explorar os afectos, de se emocionar. Era ela que, trabalhando ou não, garantia que os filhos tinham os lanches prontos, cuidava dos joelhos esfolados, zelava para que tudo se aproximasse do perfeito. Sempre próxima, essa era a convenção.

Felizmente muita coisa mudou e deixámos de ter papeis pré-estabelecidos. Percebemos que podemos criar uma relação com maior significado com os miúdos e isso muda não só a vida deles – porque a torna mais rica – como também a nossa vida. Os pais – homens – hoje estão mais próximos porque querem estar. E este facto dá-nos uma imensa liberdade. Construímos a relação com os nossos filhos com base naquilo que podemos e desejamos ser e não com base naquilo que temos de ser, por causa de papeis socialmente criados e perpetuados. E por isso, mãe e pai tornam-se igualmente importantes, cada um à sua maneira.

Mas também há cada vez mais mães sozinhas – ora porque o pai está fora a trabalhar, ora porque se separaram – os últimos dados indicam que a taxa de divórcio em Portugal é de 74%. Há por isso cada vez mais mulheres a assumirem sozinhas – agora sozinhas, num formato diferente do anterior – a educação dos filhos. E neste novo formato a retaguarda é cada vez menor: avós que estão longe, que ainda trabalham ou indisponíveis. Então o difícil não é necessariamente a dificuldade que temos em educar mas antes a dificuldade que temos em descansar e arranjarmos tempo e energia para usufruirmos da nossa liberdade, recriando-nos a cada passo.

Este é talvez, um dos nossos maiores desafios.

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