Pais, não envergonhem os vossos filhos: (mais) 5 situações a evitar no Regresso às Aulas - Pumpkin.pt

Pais, não envergonhem os vossos filhos: (mais) 5 situações a evitar no Regresso às Aulas

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Mais um ano letivo e continuamos sem aprender nada…

Nós tentámos, a sério que sim. Fizemos o alerta, interiorizámo-lo, partilhámos com os outros pais que conhecemos. Aliás, não têm a sensação de que, agora, todos somos pais de alguém? É chato, sabemos disso. O problema é que eles também nos acham chatos…. e, já diria a outra senhora, e não são muitos, e não são poucos, bastante, não é?

O último ano letivo acabou e chumbámos sem dó nem piedade. Deixámo-los envergonhados, ouvimos aqueles “a sério, mãe?” num tom de desdém mais vezes do que imaginámos, e fizemos tudo aquilo que prometemos que nunca faríamos – e que odiámos os nossos pais por fazerem. Numa escala de 1 a 5, fomos todos corridos a notas mais baixas do que o Daniel Podence (se não sabem quem é, pesquisem).

Vá lá. Vamos tentar outra vez? Lembrem-se dos 5 piores cenários que reunimos o ano passado, e, se não quer ter que continuar a lidar com umas “trombas infernais”, evite também estas 5 novas situações, sugeridas por abobrinhas que nos são muito próximas. Não confirmamos nem desmentimos que são as nossas filhas…

Ouça-nos e fica prometido: vai ganhar o prémio de Mãe ou Pai mais cool de sempre. Ou, pelo menos, o de Mãe ou Pai menos não-cool de sempre. Já não está mau.

Mais inchados do que um pneu

“Vocês sabiam que um dia a abobrinha mais fofinha fez um batido delicioso… e sozinha?!”. Não, mãe, não sabiam. E não precisam de saber. Os nossos filhos odeiam ser elogiados em frente aos amigos, mesmo que, por dentro, sintam o coração explodir de vaidade. Ou adoram fingir que odeiam ser elogiados, mas pronto, no fundo vai tudo dar ao mesmo.

Por isso, sugerimos guardar esse orgulho desmedido e verbalizá-lo apenas em privado. As crianças precisam da validação dos pais para crescerem felizes e confiantes, e merecem-na bem como a todos os mimos com que as possa fortalecer, mas vão preferir recebê-los diretamente e sem espetactadores para os aplaudir… ou gozar. Porque é isso que as crianças, esses pequenos monstrinhos com cara de gente, fazem regra geral. Gozar uns com os outros. E connosco. Não se meta a jeito.

Ah, e isto é válido também para histórias embaraçosas. Dizer aos amigos do filho coisas como “sabias que ele só deixou as fraldas aos 5 anos” não faz sentido.

Mais vazios do que a praia no Inverno

Primeira regra: a criança tem sempre razão. Segunda regra: quando a criança não tem razão, aplica-se a primeira regra. E pronto, é mais ou menos isto – pelo menos no que diz respeito aos corredores da escola, ao portão e ao que dizem os pais sobre os filhos em convívio com as outras abobrinhas.

Pode e deve repreendê-los, havendo motivos para chamadas de atenção ou lembretes. Ninguém quer criar pequenos ditadores com complexos de superioridade, que para isso já nos bastaram 41 anos da nossa História. Mas, tal como com os elogios, as broncas devem ser dadas em privado. “Em privado”. Uma expressão tão mágica quanto um “obrigada” ou um “com licença”.

Não os humilhe. Não os diminua. Mesmo não sendo essa a intenção e mesmo que a tentação de reforçar a mensagem passando-a em frente aos outros seja grande. É essa capacidade de regulação que faz de nós adultos. Um “outra vez uma negativa a Matemática?!” dito à frente do melhor amigo não fará com que o seu filho estude mais. Pode ter, pelo contrário, o efeito de o desmotivar completamente.

Prometemos melhores resultados, inclusive nos testes, se com ele se sentar e tentar perceber o porquê das dificuldades.

Não há cá abraços grátis

Esta é repetida, mas precisamos de reforçar porque eles também reforçaram. Esqueça os mimos. O carro, a porta de casa ou os seus sonhos são ótimos locais para abraçar o seu filho e dizer-lhe o quanto gosta dele. Agora o portão da escola, a sério? É terreno minado, apenas à espera de um pé, ou (a)braço em falso. Não deixe que seja o seu.

Despeça-se com um “até logo”. Esqueça os “amor”, “filhote”, “e porta-te bem”. Finja que nunca aconteceram. E o tratado de paz será assinado.

A idade é um posto

Tenha a idade que tem e pronto. Entendemos que há um dançarino/cantor frustrado em cada um de nós, mas reserve o seu talento para outros palcos. A dança do Gummy Bear ou o Floss Dance são muito “fixes” – não diga! – mas é em casa, sem holofotes.

Não conhecemos nenhum Pai Pumpkin que o tenha feito na escola e se tenha arrependido assim que viu o olhar matador da abobrinha mais pequena. Palavra de escuteiro (com os dedos cruzados atrás das costas).

E quem diz dançar diz cantar, ser espalhafatoso, dar nas vistas, existir. Pronto. Peça o manto da invisibilidade emprestado ao Harry Potter e passe despercebido. É isso que eles querem. Mas não fique triste, sabemos que tem dentro de si o novo, ou velho, Tony Carreira.

Decoro e bom senso cada um toma os que tem

Pais, neste Regresso às Aulas portem-se bem! Regresso às aulas continente

E é provável que os nossos filhos achem que não temos nenhuns. Tudo bem, estamos preparados para obter essa informação dramática, mas não convém dar-lhes mais motivos ainda para nos questionarem.

Escolha bem a roupa que leva vestida quando os vai deixar na escola. Não vá ter que se agachar e deixar à vista o elástico com caveiras dos boxers. Eles vão rolar os olhos, fazer facepalms (a idade é um posto, claro, mas o google serve é para isto) e fugir discretamente para o lado contrário da sala.

Reduza, aliás, a sua utilização da internet a questões fundamentais como a de descobrir o significado dos termos ingleses que eles usam. Fazer posts nas redes sociais de fotos embaraçosas com a legenda “Primeiro dia de aulas 2018 – o meu bebé está tão crescido!” é que não, por favor. Só não.

E se não conseguir deixar de ser pai…

Há questões básicas para vocês aprenderem neste Regresso às Aulas. Quanto às outras questões, as mais complexas, fazemos o trabalho de casa por vocês. É obviamente no Continente que vão encontrar todo o material de que precisam aos preços mais baixos, que vão encomendar os livros com desconto e onde vão poder levá-los a escolher a mochila à vontade sem terem de se preocupar com o preço.

Se querem despachar tudo de uma vez só sem terem de ir a mil sítios e minimizar o stress do Regresso às Aulas, a resposta certa para um teste com 100% de sucesso é só uma: basta ir ao Continente. Afinal de contas, os pais vão continuar a ser pais, nós sabemos. Mas os filhos, se depender de nós, vão continuar a voltar às aulas com grande estilo.

Tudo sobre o Regresso às Aulas:

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