O papel dos avós no divórcio: como lidar? - Pumpkin.pt

O papel dos avós no divórcio: como lidar?

O papel dos avós no divórcio: como lidar?

Explicamos o que fazer e o que não fazer, enquanto avós, para ajudar as crianças e os pais a passar por esta fase mais difícil.

Os divórcios não são fáceis para ninguém, mas são parte da nossa vida e precisamos de aprender a lidar com eles da melhor forma, pela saúde de todos.

Os avós, enquanto figuras de referência na vida das abobrinhas, desempenham um papel fundamental no apoio às crianças e aos pais. No entanto, devem ter algumas coisas em conta para que o seu contributo seja positivo.

Inês Afonso Marques, Psicóloga Clínica e responsável de gestão da equipa infantojuvenil da Oficina de Piscologia, conta-nos como podemos, enquanto avós, apoiar a nossa família da melhor forma em contexto de divórcio.


A forma como uma criança lida com um divórcio está em grande medida dependente da forma como os adultos gerem a situação.

E quando dizemos adultos, não nos referimos apenas ao pai e mãe que deixam de ser casal, mas incluímos aqui outros elementos da família nomeadamente os avós. Avós esses que, com toda a doçura que representam, nunca deixarão de o ser, mesmo quando um divórcio ocorre.

Dicas para os avós lidarem com o divórcio dos pais

  • Seja porto de abrigo, dê colo, dê mimo. Mas não caia na tentação de “compensar” a criança, por exemplo, fazendo-lhe todas as vontades, só porque sim, por ela poder estar a passar por um período emocionalmente mais exigente.
  • Mantenha-se presente e disponível como até então.
  • Seja um modelo de calma, compreensão e respeito.
  • Não tome partidos e, jamais, diga coisas depreciativas a propósito de qualquer um dos progenitores, à criança. A este propósito, guarde as suas opiniões para si.
  • Procure remeter as dúvidas que a criança possa ter sobre o divórcio para os seus pais.
  • Dê espaço à criança para expressar aquilo que pensa ou sente, sem que se sinta julgada ou criticada. Essencialmente, esteja disponível para escutar. Não precisa de ter “soluções” para dar.
  • Valide todas as emoções que a criança expressa, mesmo que a si lhe possam parecer estranhas, exageradas, despropositadas. Valide e ajude a criança a dar nome àquilo que sente.

Se conseguir manter por perto estas linhas orientadoras, estará seguramente a oferecer ao seu neto um valioso contexto de proteção e carinho, que o ajudará a lidar de forma mais tranquila com a separação dos seus pais.

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