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Dream Gap Project e Barbie Awards: As meninas podem ser o que quiserem

barbie awards 2018 - dia internacional da rapariga

A 3ª edição dos Barbie Awards celebrou-se no Dia Internacional da Rapariga com a condecoração de 10 mulheres que inspiram pela sua determinação e coragem.

Todas as pessoas conhecem a Barbie e muitas de nós, enquanto crianças, brincámos com a boneca. Agora é altura de vermos as nossas crianças a brincar também. Mas, no decorrer deste últimos anos, também a Barbie cresceu e se transformou, tendo agora uma nova missão: ajudar as crianças a acreditar que podem ser o que quiserem.

No dia 11 de outubro, Dia Internacional da Rapariga, a Mattel apresentou mundialmente o Dream Gap Project, que tem como objetivo chamar a atenção para os fatores limitadores com que as meninas se deparam enquanto ainda são pequenas, levando-as a não acreditar no seu verdadeiro potencial.

Vejam o vídeo que promete emocionar o mundo nesta luta pela igualdade de direitos e de oportunidades. Aqui irá ver várias meninas que mostram, através dos seus depoimentos, a realidade vista aos seus (pequeninos e, ao mesmo tempo, GRANDES) olhos:

 

Close the dream gap

Como refere a diretora de Marketing da Mattel Portugal, Sara Marçal, o Dream Gap Project tem como objetivo fechar o Dream Gap, que é a diferença da confiança que se verifica entre meninas e meninos (conheça cinco formas de aumentar a confiança na adolescência e pré-adolescência). Entre os 8 e os 14 anos as raparigas têm menos 30% de confiança em si próprias do que os meninos no mesmo intervalo de idades. Esta é uma altura da sua vida em que sentem que não conseguem atingir os seus sonhos e se sentem diminuídas numa sociedade que ainda privilegia um pouco mais os rapazes.

Este é o ponto de partida para o projeto que contempla várias ações, começando com a investigação – a Mattel e a Barbie vão patrocinar novos estudos em variados países, nomeadamente nos Estados Unidos da América, em Nova Iorque, com vista a compreender, sob o ponto de vista psicológico, a razão desta diminuição de confiança das meninas e determinar ações para a combater.

Outra intervenção passa pelo conteúdo:

A animação é a maneira mais fácil e poderosa para nós chegarmos às meninas, porque quando se trata de crianças pequenas é muito mais fácil explicar esta questão da necessidade de se sentirem autónomas e confiantes com exemplos como vemos no programa “Dreamhouse Aventures” (transmitido no Canal Panda) ou no vlog da barbie (que será lançado em 2019)”, explica Sara Marçal.

Numa terceira vertente, a Barbie pretende quebrar preconceitos e criar novas linhas de produtos.

“Uma rapariga tem 3 vezes menos probabilidades de receber um brinquedo tecnológico ou científico do que os rapazes. As pessoas dão esses brinquedos aos rapazes, mas não às raparigas. E esse é outro ponto no qual nos queremos focar – queremos fabricar barbies e outros produtos com uma maior vertente tecnológica, englobando diferentes profissões (engenheiras robóticas, judocas, atletas, artistas plásticas, etc.).”

E, por último, apostar nas “Role Models”, mulheres que servem de inspiração para as meninas que crescem a ouvir dizer que “Tu, engenheira aeroáutica? Isso não é coisa de rapazes?” vejam que as mulheres começam a ser e a mostrar o melhor de todas as áreas, demonstrando que não existem profissões diferenciadas para cada género.

É nesta última fase que se demonstra que “mais importante do que dizer ‘Tu podes ser o que quiseres!’, é mostrar que houve e continua a haver mulheres que conseguiram alcançar o seu objetivo e se distinguir nas suas carreiras”.

É aqui que entra a iniciativa Barbie Awards. 

Com o objetivo de mudar mentalidades e mostrar que as mulheres não têm limites na sua capacidade física e intelectual, os Barbie Awards 2018 distinguiram dez mulheres portuguesas e fizeram um modelo especial e personalizado para cada uma das premiadas, mostrando uma Barbie do séc. XXI moderna e confiante.

A Pumpkin falou com algumas destas mulheres distinguidas com Barbie Awards 2018 que mostram a todas as raparigas que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.

Joana Schenker

Barbie awards 2018 - dia internacional da rapariga - Joana Schenker

Foto: Facebook oficial da Barbie

A campeã mundial de bodyboard feminino de 2017, Joana Schenker, começou esta jornada no mundo das pranchas aos 13 anos com um grupo de amigos.

Confessa que o que sentiu e mais a apaixonou quando se aventurava, em tão tenra idade, pelas ondas, era o companheirismo que se vivia entre os amigos e os outros bodyboarders, mas também a possibilidade de experimentar e viver uma aventura nova de dia para dia.

“O mar é algo muito movimentado. Ou seja, nunca é igual. Todos os dias que íamos à praia era diferente e havia sempre uma coisa diferente para descobrir. É algo excitante. Não é como fazer desporto num local fechado. Não há monotonia e isso é um desafio diário, porque nunca se sabe o que se vai encontrar. Raramente existem dois dias iguais.”

Confessa que não se apercebeu logo, de imediato, que era isto que queria fazer para o resto da sua vida, porque:

“o bodyboard não é um desporto muito grande [sem tanta projeção mediática como o surf, por exemplo] e do qual não é fácil fazer carreira, mas gostava tanto que fui investindo até que comecei a competir nos Júniores, comecei a ter sucesso. Depois não conseguia parar e queria continuar. Então, entrei para os Séniores e [novamente] começou a competir [naquela categoria] e a ganhar mais e mais títulos. Até que, de repente, tudo o que fazia era em prol do bodyboard, sem sequer ter pensado nisso [sem o planeamento de um caminho de carreira]. Foi tudo acontecendo naturalmente. Agora, quando dou por mim, sou campeã do mundo.”

barbie awards 2018 - dia internacional da rapariga - joana - facebook joana schenker

Foto: Facebook Joana Schenker

A primeira mulher portuguesa a ganhar um mundial nesta modalidade diz que este feito na sua carreira “foi lindo”, porque se encontrava na praia da Nazaré, com a praia toda a torcer por si.

Foi uma alegria partilhada. Foi mesmo muito bonito. Não só por mim, como também pela modalidade em si. Nunca houve nenhuma mulher nem homem campeão do mundo profissional!“, conta explicando que ninguém estava à espera.

“A partir desse momento, muitas foram as portas que se abriram para a modalidade. A prova disso é eu estar aqui hoje a receber esta homenagem. Estive em muitos lugares a falar e a dar entrevistas sobre o bodyboard, o que me deixa super feliz, porque parecia que estávamos constantemente na luta pelo reconhecimento e, de repente, o reconhecimento chegou, não só para mim, como para todos os praticantes deste desporto.”

Mas, para chegar a este patamar, Joana teve que fazer muitos sacrifícios em prol da sua paixão. Enquanto estudava, treinava e não havia espaço para baixar as notas e não terminar o Ensino Secundário.

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Foto: Facebook Joana Schenker

Quando gostamos muito de algo, temos que definir prioridades. Eu gostava muito de bodyboard e queria continuar a estudar. Portanto, comecei a estudar muito em casa, a fazer os trabalhos de casa ainda dentro da sala de aula para poder ir logo para a praia mal saísse da escola.”

Conta, divertida, que fez um pacto com os pais que consistia em poder praticar bodyboard sempre que quisesse desde que isso não prejudicasse o seu desempenho escolar. Como sempre se aplicou muito, apesar de algumas faltas que teve de dar, nunca chumbou a nenhuma disciplina e foi assim que conseguiu traçar o seu caminho, tranquilamente neste mundo de ondas e correntes.

“Quando queremos algo, conseguimos fazê-lo. É apenas uma questão de nos organizarmos e definir prioridades. Se calhar não podemos ir sair tantas vezes com os nossos amigos à noite, porque no dia seguinte há escola e depois o bodyboard.”

Quando questionada sobre o que diria a uma menina que quisesse muito fazer desta modalidade uma carreira, Joana Schenker explicou que “o mais importante de tudo é gostar do que faz e divertir-se. Se ela não se divertir, não vai conseguir dispensar o tempo e o ter o empenho necessário para depois conseguir alcançar os seus objetivos. E assim, não vai conseguir viver disso”. Ou seja, o ingrediente para o sucesso é a paixão pelo que desporto. Depois o resto acontece.

Joana Vasconcelos

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Foto: Facebook oficial da Barbie

Joana Vasconcelos, a primeira artista plástica a ser convidada para expor as suas obras no Palácio de Versailles e que representou recentemente Portugal na Bienal de Veneza, já expôs os seus trabalhos muito trabalhados e excêntricos em inúmeros cantos do mundo, o que a torna numa artista plástica bastante reconhecida internacionalmente.

A artista, que conta já com 22 anos de carreira, explica que o facto de ser a primeira mulher com tanto reconhecimento no seu campo profissional é “um misto de orgulho, por estar nessa situação, e [simultaneamente] de descontentamento, por ser a primeira e perceber que nunca ninguém, antes, teve essa mesma hipótese”.

Explica que “há ainda muita coisa para fazer e muito por conquistar” para aquelas mulheres que “ainda não conseguem atingir lugares que poderiam atingir, não porque não tenham qualidade, mas porque a sociedade ainda não lhes deu espaço para que assim fosse”.

A artista declara ainda que, sempre que faz as suas exposições em lugares ainda inexplorados (ou seja, que estão, pela primeira vez, a mostrar o trabalho de um artista), sente uma enorme responsabilidade, uma vez que, como a própria afirma:

“Há ainda um desbravar que é complicado fazer”. Nessas alturas, confessa que se depara com “várias barreiras, vários tabus e vários problemas que é preciso desfazer, porque foram criados numa outra dimensão” que, no seu mundo, não faz sentido.

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Foto: Facebook Joana Vasconcelos

Já enquanto mãe, Joana Vasconcelos afirma educar a filha de forma a “que ela tenha a convicção, coragem e autodeterminação para ser quem ela quiser ser“, fazendo questão de lhe transmitir que pode “ser o que quiser e não aquilo que a sociedade diz ou o que a sociedade acha que tem de ser por ser filha de quem é“.

De acordo com a artista, a sociedade ainda não ensina as suas crianças a serem elas próprias, mas sim “a seguir a família, a tradição“, o que considera ser uma privação, uma vez que os leva a rejeitar “o que são e o que vai dentro delas“, limitando-as!

Para as crianças, meninas e meninos que sonham com uma carreira no mundo das artes, Joana Vasconcelos remata dizendo:

“É possível. É só uma questão de acreditar e trabalhar.”

Superintendente Madalena Amaral

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Foto: Facebook oficial da Barbie

Madalena Amaral, superintendente e comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira foi a primeira Comandante mulher da Guarda Nacional Republicana.

Em declarações à Pumpkin, Madalena Amaral conta que a sua infância foi passada a brincar na rua com os seus amigos e que só no 12.º ano de escolaridade decidiu a inscrever-se na PSP, mas “sempre com aquela ideia de que não ia conseguir, porque era uma profissão tão masculina que, apesar de saber que tinha capacidade, não sabia se conseguia entrar, mas o certo é que entrei!”

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Foto: Funchal Notícias

Assim que soube que tinha entrado para a PSP, inscreveu-se no curso de Educação Física. No entanto, ao fim de algum tempo, percebeu que não dava para conciliar o trabalho com os estudos. Entrou para o regimento como Guarda e, ao fim de cinco anos, ingressou na Escola Superior de Polícia e passou a Oficial.

Num mundo de homens, na época, diz ter sentido algumas dificuldades, até no que diz respeito à própria organização em que ingressou.

“Não tanto com as pessoas, porque sempre fui bem recebida e bem tratada, mas na altura era impensável imaginar uma polícia com presença feminina.”

Afirma ainda que, atualmente, as coisas são bastante diferentes do que na altura em que ingressou nesta carreira. “Agora, se uma menina quiser entrar, basta ter vontade e pensar muito antes de tomar uma decisão”.

Madalena Amaral frisa que a importância das mulheres terem consciência que, ao seguir este rumo, a vida de mulher e mãe, “pode tornar-se um pouco mais complicado para progredir na carreira”, apesar de não ser impossível. Segundo a Superintendente “as mulheres têm que estar conscientes dessas dificuldades, mas ao mesmo tempo saberem que é possível. Se eu consegui, qualquer menina também conseguirá!

Com esforço e dedicação afirma que “é possível chegar aos postos de topo”.

“Não temos que estagnar na carreira só porque somos mães ou porque somos mulheres.”

Telma Monteiro

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Foto: Facebook oficial da Barbie

A judoca portuguesa para além de representar Portugal, também tem um papel ativo junto dos jovens, através das palestras que dá em escolas. Declara que a mensagem que tenta passar vai de encontro ao que “que a Barbie está a tentar transmitir: nós podemos ser aquilo que nós quisermos, mas temos que lutar por isso. Temos que ser resilientes, mas que vale a pena sonharmos e lutarmos por aquilo em que acreditamos.”

“De um modo geral, quando falo da minha carreira tento prepará-los para o facto de que as coisas não são sempre fáceis, não são sempre conseguidas à primeira, mas que vale a pena investirmos e lutarmos por aquilo em que acreditamos.”

Explica que hoje em dia já não se vê tanto a diferenciação entre homens e mulheres nesta modalidade. Ainda assim, afirma que existem algumas diferente entre o judo nos homens e o judo nas mulheres no que toca às conquistas. Contudo, “em termos de capacidades não há diferenças e não deveria haver diferenças em termos de conhecimento, porque a mulher tem tanta capacidade como o homem.”

Apesar de no Judo, como a atleta refere, haver “um maior número de desportistas masculinos, como é aliás visível em praticamente todos os desportos, em termos de dificuldade e proporção é igual para ambos.”

Ainda sobre este assunto, remata dizendo que “nós somos capazes de fazer o mesmo que os homens fazem”, logo não há razão para pensar que há diferença entre os homens e as mulheres.

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Foto: Facebook Telma Moneiro

“O judo, ainda que seja um desporto individual, é um desporto em que temos interação com outras pessoas. É individual enquanto estamos a competir, mas de conjunto enquanto treinamos, porque precisamos de alguém para treinar.”

Esclarece que é “um desporto no qual ganhamos sempre, porque há, todos os dias, coisas novas para aprender e é um desporto que tem muitos valores inerentes, não só na competição, porque nem todos seguem esse caminho.” Além disso, explica ainda que se trata de uma modalidade que aumenta a autoestima e a confiança.

Conta que o que a “atraiu foi o facto de ter tanto para aprender, de ser um desafio” e também deste incorporar diversas técnicas que podem ser aplicadas de diferentes formas.

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Foto: Facebook Telma Moneiro

Segundo a atleta multi-medalhada, os pilares desta modalidade são: a importância das regras, a disciplina, o respeito, interajuda, humildade e amizade.

“Estes são os valores que nos acompanham sempre, porque embora o Judo seja uma arte marcial temos muito respeito pelo nosso adversário, pelas pessoas com quem treinamos, e vamos transpor isso para a vida, porque sabemos que precisamos uns dos outros para evoluir.”

Quando questionada sobre o facto das crianças que fazem desporto acabarem por se desligar da escola, Telma Monteiro afirma:

“É tudo uma questão de organização, de definir prioridades e planear tudo muito bem. É claro que temos de abdicar de algumas coisas, porque obviamente não se pode fazer tudo. Mas estudar e treinar pode. Eu fiz a licenciatura em Educação Física e uma Pós-graduação em Gestão e Marketing do Desporto e fui a quatro jogos Olímpicos. ganhando todas as medalhas.”

Conclui a entrevista falando sobre a iniciativa da Barbie e da Matel:

“Antigamente, a barbie era muito associada à perfeição e tinha uma imagem de uma princesinha sempre à procura do seu Ken. Agora tem uma imagem mais forte e uma maior representatividade. Ao passar esta mensagem de que nós podemos ser mulheres e ser mais mais do isso, fazendo todas as outras coisas que os homens também fazem, e fazê-las bem.

Com estas novas bonecas, as crianças acabam por ter uma referência, porque não é só uma boneca, mas sim uma boneca que, de facto, tem aquela profissão ou aquele papel na sociedade e assim é diferente, uma vez que é uma referência real. Portanto, acaba por dar mais confiança às crianças!”

Zita Martins

barbie awards 2018 - dia internacional da rapariga - Zita

Foto: Facebook oficial da Barbie

Zita Martins é astrobióloga, formada no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, faculdade onde leciona atualmente.

Zita explora a forma como a vida na Terra surgiu através da análise de componente orgânicos encontrados em amostras de meteoritos. Considerada uma das maiores especialistas do mundo na astrobiologia, Zita saiu do Imperial College de Londres e trouxe para Portugal todos os projetos de investigação internacionais em que participa, incluindo as duas missões da Agência Espacial Europeia (ESA) na ISS, uma das quais onde se pretende averiguar a existência de vida em Marte.

“Quando era pequenina não havia ainda uma profissão que quisesse ter. Eu queria ser muita coisa, na verdade. Queria ser bailarina, queria ser cientista, muita coisa”, conta divertida.

Foi quando tinha 14 ou 15 anos que, ao ver um programa de Carl Sagan numa aula de biologia, começou a ter mais interesse pelo mundo da química. Contudo, não foi aí que se deu o clique. Confidencia-nos que o processo de descoberta deste novo mundo foi gradual. Aliás, foi no 4.º ano da faculdade (no curso de Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico) que realmente a Astrologia lhe despertou interesse, enquanto visionava o filme ‘Contact’: “Foi nesse momento que me fascinei e disse ‘É mesmo isto que eu quero fazer para o resto da minha vida'”.

Para as meninas que queiram enveredar por este caminho, a cientista deixa um conselho:

“Se quiserem seguir pela via da ciência, em primeiro lugar têm de ter uma grande paixão pelo que querem fazer. Além disso, aconselho a que tenham contacto, desde muito jovens, com pessoas que desempenham essas funções na área que mais interesse lhes suscita, vejam os profissionais a trabalhar para perceberem se é mesmo isso que querem fazer no futuro. Devem também ler muito e, acima de tudo [e qualquer coisa], divirtam-se.”

Além disso,  Zita Martins explica que é muito importante que aproveitem esse trilho para aprender, absorver o máximo de matéria, tentar agarrar o máximo de oportunidades que conseguirem e, claro, estabelecer uma rede de contactos abrangente.

“A família tem um papel fundamental em apoiar os jovens nos seus sonhos. Devem estar lá para ouvir não só os sonhos, como as ambições, as angústias.”

A astrobióloga explica que, na sua opinião, o papel da família pode incentivar a pequena cientista de variadas maneiras: levá-la a visionar peças de teatro, de dança, música, ir a bibliotecas para lhes incutir o gosto pela leitura e tantas outras coisas que ampliam o seu conhecimento do mundo e lhes permitem ver mais além do que é visível a olhos nus.

Além destas, foram ainda homenageadas outras cinco figuras mediáticas portuguesas:

barbie awards 2018 - dia internacional da rapariga

Foto: Facebook oficial da Barbie
  • A fadista Ana Moura, considerada uma das mais bem sucedidas fadista dos século XXI, já vendeu mais de um milhão de discos desde 2003, altura em que lançou o seu primeiro disco, ‘Guarda-me a vida na mão’. Muitos outros se seguiram e contribuíram para a divulgação do género musical que é considerado, desde 2011, pela UNESCO, Património Cultural e Imaterial da Humanidade, o Fado.
  • A jornalista Conceição Queiroz que se tornou conhecida pelo seu trabalho nas Grande Reportagens que tiveram como palco de ação países como Angola, Moçambique, Uganda, África do Sul e um dos maiores campos de refugiados do mundo, no Quénia. O seu trabalho foi distinguido por vários prémios, entre eles os da UNESCO, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da AMI – Jornalismo Contra a Indiferença. É, nesses mesmos trabalhos, que se verifica a sua busca incessante pela liberdade de informação, de igualdade de género, seja a nível de direitos humanos, de trabalho ou de cuidados de saúde.
  • A atriz Cláudia Vieira que se iniciou na carreira com a série de humor “Maré Alta”, na SIC, mas a verdadeira popularidade alcançou quando fez a segunda temporada de “Morandos com Açúcar”, na TVI. A partir daí abriu-se um caminho de oportunidades e que fazem a sua carreira, com diversos trabalhos como atriz em algumas novelas de horário nobre e, mais tarde, como apresentadora de televisão no programa”Ídolos” e “Agarra a Música”. Ainda assim, nunca deixou a representação e a sua carreira de modelo.
  • A fadista Gisela João entrou nas lides do Fado aos 16 anos, em Barcelos. Ainda se mudou para a Invicta, o Porto, para estudar Design, mas a paixão pelo Fado foi mais forte e trouxe-a até Lisboa. Após alguns anos a cantar (e encantar) em casas de fados, Gisela gravou o primeiro em 2013, “Gisela João”. Três anos depois, em 2016, com o álbum “Nua”, viu-se reconhecida pela revista Blitz como detendora do 2.º melhor álbum português do ano.
  • A apresentadora Raquel Strada é uma mulher multi-facetada. Além de apresentadora, é atriz, blogger e escritora. Estreou-se na série televisiva “O Diário de Sofia”, em 2004, na RTP, e continuou a sua carreia como atriz em projetos como “Dá-lhe Gás”, “Floribela”, “Rebelde Way”. Foi apresentadora do “Super Model of the World”, na SIC; do programa “Descobertas Lifecooler”, SIC Mulher; “Portugal Fashion”, na SIC e tantos outros. Há dois anos, em 2016, lançou o blogue “Blue Ginger”, dedicado principalmente à moda. Em 2017 estreou-se como escritora ao lançar o seu primeiro romance intitulado de “Enquanto acreditar em ti”.

https://www.facebook.com/OfficialBarbiePortugal/videos/383896482351599/

Uma menina confiante será, no futuro, uma mulher confiante, de bem consigo mesma e feliz.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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