Síndrome de Asperger: o que é, quais os sintomas e tratamentos

Síndrome de Asperger: o que é, quais os sintomas e tratamentos

Síndrome de Asperger

Saibam mais sobre este distúrbio do desenvolvimento que afeta a interação social, comunicação e o comportamento do indivíduo.

A APSA – Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger – reuniu respostas para as pergunta mais recorrentes sobre a Síndrome de Asperger, podendo assim ajudar a esclarecer todas as questões de pais, na sua missão de divulgar, explicar e desdramatizar a Síndrome.

O que é a Síndrome de Asperger?

A Síndrome de Asperger pode ser definida como uma perturbação neurocomportamental de base genética, incluída no espetro do autismo, com critérios de diagnóstico específicos.

Esta disfunção manifesta-se sobretudo por alterações na interação social, na comunicação e no comportamento.

Quais os sinais de alerta da Síndrome de Asperger?

Não obstante ser imprescindível uma consulta médica especializada ( pediatria de desenvolvimento, Neuropediatria ou pedopsiquiatria) para que seja feito o diagnóstico, existem algumas caraterísticas e sinais que podem constituir um alerta, para os quais se deve estar atento:

  • Atraso significativo na linguagem;
  • Linguagem ou comunicação, verbal ou não verbal, pobres;
  • Linguagem pedante, caraterísticas peculiares no ritmo e entoação, prosódia e ecolalias;
  • Interpretação literal dos enunciados;
  • Dificuldade no pensamento abstrato e dos conceitos;
  • Dificuldade no relacionamento social, designadamente na interação com os seus pares;
  • Dificuldades nas regras sociais;
  • Dificuldade em entender e expressar emoções;
  • Comportamentos social e emocional desajustados;
  • Jogo simbólico e atividade imaginativa pobres ou inexistentes;
  • Número limitado de interesses;
  • Obsessão por determinados temas;
  • Comportamentos repetitivos ou rotineiros;
  • Dificuldade na adaptação a alterações repentinas das rotinas;
  • Resistência à mudança;
  • Atitudes consideradas bizarras e excêntricas;
  • Atraso no desenvolvimento motor ou falta de coordenação motora;
  • Dificuldade na motricidade fina;
  • Hipersensibilidade sensorial a ruídos, cheiros, sabores, texturas, luzes, etc.;
  • Baixo nível de tolerância à frustração.

Quais as características mais comuns?

Entre as características mais comuns, que se podem verificar em crianças, jovens ou adultos, podemos destacar:

  • Dificuldade na interação social;
  • Dificuldade na comunicação verbal e não verbal;
  • Interpretação literal da linguagem;
  • Dificuldade na empatia;
  • Comportamentos rotineiros ou repetitivos;
  • Interesses limitados;
  • Peculiaridades do discurso e da linguagem;
  • Hipersensibilidade aos estímulos sensoriais;
  • Descoordenação motora.

Como diagnosticar a Síndrome de Asperger?

Perante alguns dos sinais de alerta, é aconselhável que a criança/jovem seja observada numa consulta especializada: pediatria de desenvolvimento, Neuropediatria ou pedopsiquiatria, para que possa ser feita uma avaliação global das suas características, a nível físico e psicológico.

O diagnóstico precoce é muito importante, pois poder-se-á propor uma intervenção imediata e direta sobre as áreas especificas nas quais a criança apresenta dificuldades, estabelecendo um acompanhamento adequado e os recursos necessários a que têm direito, de forma a promover ao máximo as suas potencialidades, qua não raras as vezes se revelam surpreendentes.

O diagnóstico é, ainda, importante na medida em que se forem encontradas outras perturbações do desenvolvimento associadas à Síndrome de Asperger, como por exemplo hiperatividade e défice de atenção, possibilita uma intervenção, também, a esse nível.

Existe tratamento?

Não existe cura, mas existe tratamento para a Síndrome de Asperger, enquadrada nas Perturbações do Espectro do Autismo (PEA).

No caso de co-existir outro diagnóstico, como sejam a hiperatividade ou défice de atenção, poderá haver necessidade de medicação.

O que deve acontecer é uma intervenção precoce, o mais cedo possível, tendo em conta os sinais de alerta que se detetem na criança. Desta forma ela poderá ser acompanhada e ajudada a contornar determinadas características e muitas vezes ultrapassá-las.

Quando a intervenção é tardia, por vezes torna-se difícil superá-las, resultando daí a inflexibilidade característica de pessoas com Síndrome de Asperger, nomeadamente no campo das competências sociais.

Intervir o mais cedo possível, tentar um programa de intervenção o mais objetivo e direcionado para a criança em questão é sem dúvida o melhor tratamento.

Importante também é ter presente que cada criança é única e individualizada e que não existe um “pacote” de soluções, devendo a intervenção ser personalizada e adaptada a cada criança.

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