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Tabelas de comportamento ou tabelas de competências?

Muitos colégios, escolas ou até mesmo famílias gostam de utilizar as tabelas de comportamento. Serão a melhor opção?

Estas tabelas funcionam como quadros onde se regista com bolinhas vermelhas, amarelas ou verdes o comportamento da criança, com o intuito de a ajudar a perceber se esteve “bem”, “mal” ou “assim-assim” no seu comportamento. Beatriz Pereira, do blog Mais Q’Especial, questiona: aprenderá a criança a gerir o seu comportamento só pela atribuição das cores e por uma comparação ao comportamento que deveria ter? 


E se, em vez de uma tabela de avaliação do comportamento com cores existisse uma tabela de competências?

Passo a explicar: nós aprendemos a adequar e a gerir o nosso comportamento com o desenvolvimento de competências pessoais (como a autoconfiança e o auto-estima), competências interpessoais (como a empatia e gestão conflitos) e intrapessoais (como a autorregulação das suas emoções). Então, de que nos serve verdadeiramente falar de comportamento, sem falarmos destas competências que estão detrás dos comportamentos?

Como fazer uma Tabela de Competências ?

Então, sem mais demoras, deixo aqui uma sugestão de como construir e preencher a vossa tabela de competências!

tabela de competências

1. Poderão preencher em grupo ou indivualmente com a criança.

2. Para crianças mais pequenas, podem até criar ilustrações que lhes permitam olhar e recordar aquilo que se devem lembrar de fazer.

3. Promovam a partilha de sugestões por parte de outros amigos sobre o tema em questão.

4. Poderão incluir os dias de semana para ajudar as crianças a situarem-se no tempo.

Não há crianças mais merecedoras que outras, melhores ou piores que outras, mais vermelhas ou mais verdes que outras. Existem sim crianças que, como crianças que são, estão a aprender a viver, a aprender a sentir e a agir. Se só catalogamos em vez de as ajudar a colocar em prática as competências por detrás dos comportamentos, não as estamos a preparar devidamente para o seu futuro.

Pode ser um processo demorado, envolve muita partilha e muito diálogo, com outras crianças nem tanto. No entanto, o importante é não esquecer que cada criança é única, os adultos somos nós e, por último, recordar às crianças que estamos já aqui, ao lado delas, sempre!

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