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Preparar a entrada no pré-escolar e na primária

Preparar a entrada no pré-escolar e na primária

Deixem o stress e a ansiedade na gaveta.

Estamos quase de volta à escola, estará o seu filho ansioso? A Life Academy dá-lhe conselhos e dicas para ajudar o seu filho a ir para a escola sem stress, sem ansiedade. Fique atento pois muito depende de si!

Prepare as roupas no dia anterior.

Prepare o saco e as roupas que o seu filho vai usar no primeiro dia de escola no dia anterior. Depois de já ter brevemente planeado essa organização, faça do seu filho um participante ativo em apreciar as suas escolhas ou dando-lhe as escolher os artigos que prefere.

Para os mais pequenos, as instituições pedem roupas fáceis de vestir e confortáveis. Roupas simples são mais adequadas no momento de irem à casa de banho ou no despertar da sesta.

Contudo, o mais importante para este primeiro dia é que seu filho use uma roupa que ele aprecia ou a cor que ele mais gosta. Não faz mal se se parece com o capuchinho vermelho!

Programe o seu despertador mais cedo do que o habitual.

Sem grandes exageros, o primeiro dia de escola é um dia realmente especial para toda a família, tanto mais quanto se tratar de uma mudança de escola ou da entrada para uma nova fase. Alguns minutos extra vão ser-lhe muito úteis para começar o seu dia serenamente.

Tome um bom pequeno-almoço em família.

Como todos sabemos, as crianças precisam de um pequeno almoço sólido. Mas nesse dia, poderão estar ansiosos. Não os force, mesmo que à saída lhes coloque no bolso um pacote de bolachas ou uma barra de cereais, ou ainda uma banana na mochila. Mas não se esqueça de dar um bom exemplo sentando-se à mesa com eles e fazendo desta primeira refeição do dia um pequeno quarto de hora relaxado e tranquilo, um verdadeiro carregar de energias para o que vem a seguir.

Não se esqueça de colocar o boneco/peluche preferido no saco.

As crianças mais pequenas ainda precisam desse famoso objeto de transição, especialmente nos primeiros dias ou a manter disponível na altura da sesta. Se você se esquecer, é natural que a equipa que acolhe o seu pequenote lhe rogue umas quantas pragas… Para os mais velhinhos também pode fazer deslizar na mochila um pequeno objeto de que eles gostam: o lenço da mãe, o cartão do Pokemon favorito, ou a foto da família nas férias…

Evite os avisos de última hora.

“Senta-te logo lá à frente, na primeira fila”, “Não te esqueças de pedir ao professor quando queres fazer xixi”, “Não arranjes confusões logo no primeiro dia”. Deixe os educadores/professores gerirem as situações, é a sua profissão, estão preparados para isso. Por outro lado, a maneira de fazer na escola pode e, nem deve ser, a mesma de casa. Dentro do aceitável, habituamos as nossas crianças desde cedo a serem flexíveis e resilientes.

Não faça pressão sobre o seu filho e, sobretudo, não use a chantagem nem a manipulação.

“Se não chorares, recebes um presente logo à noite”, “Lembras-te como se escreve MAMÃ (ou o nome da criança)?” As crianças sentem que os pais atribuem à escola uma missão fundamental na partilha da sua educação, mas isso não é uma razão para rever o alfabeto à porta da sala de aula. Estará não só a aumentar o nível de ansiedade como a atribuir demasiada importância aos resultados e à performance quando o que é esperado é que cresçam em harmonia com as suas capacidades e empenho. Para além disso, naquele momento a sua perspectiva não tem nada a ver com a deles, ponha-se de joelhos e comece a olhar o mundo como o seu filho o vê. Olhe para o que ele olha, repare no que lhe interessa genuinamente e perceba o que o motiva.

Evite falar das suas más experiências da escola.

Mesmo que aquela primeira professora ainda venha perturbar as suas noites de sono, não quer dizer que isso irá acontecer ao seu filho também. Ele terá as suas próprias experiências. Diga a si mesmo que seu filho não vai viver o que você viveu e, provavelmente, nem mesmo o que você acha que ele vai viver.

Não trace o perfil do seu filho à professora.

Deixe-a descobrir por si mesma o quanto ele é fantástico! Não se lembre de se gabar do seu filho com exagero, nem tão pouco de contar as suas malandrices. É preferível que a professora tenha a oportunidade de criar ela própria uma opinião, sobretudo porque é natural  que comportamento do seu filho não seja o mesmo na escola como é em casa. Se confia os seus filhos a profissionais da pedagogia, confie neles.

Nunca mostre o seu descontentamento.

Numa primeira abordagem o professor ou a educadora não lhe agrada? Está desiludido porque o seu filho não está na turma do melhor amigo? Pode ser uma preocupação e até mesmo uma aflição para si, mas talvez não seja para ele. Não comece a influenciar a perspectiva dele! O seu filho é que vai viver horas a fio naquele espaço, com aquelas pessoas, ele vai encontrar formas de resolver as suas coisas, seja positivo ao mostrar-lhe as vantagens: “Vais fazer muitos amigos novos e vais ver o teu melhor amigo no recreio”. Dê-lhe força e energia mas mantenha-se realista.

Guarde as suas lágrimas e tensões para si.

Não prolongue as despedidas, retire-se do espaço calmamente, com um andar seguro (se necessário, procure conversar depois com familiares ou amigos, procure um abraço). É importante que saiba que, na grande maioria das vezes, as crianças param de chorar quando o adulto volta as costas e que não há nada mais dramático e encorajador do que uma sinfonia de choros. As crianças ficam muito aflitas nessas circunstâncias de verem os pais chorarem. “Que adulto é este que me traz para aqui e também não quer? Como posso confiar nesta pessoa? Não estou seguro nem confiante com um adulto descontrolado!” Não se preocupe, se houver um problema, irão entrar em contacto consigo o quanto antes.

Não crie falsas expectativas nem momentos surpresa.

Dedique o seu tempo a acompanhar o seu filho à escola. Não há nada mais assustador para uma criança do que uma mãe que “foi só” pendurar o casaco e que nunca mais voltou. Comunique-lhe que vai sair, relembre-lhe quando o irá buscar (logo à tarde ou o horário certo, para os mais velhos) e, depois, não hesite, saia.

Não minta ao seu filho para o tranquilizar.

Sim, ele vai almoçar na escola, sim, vai fazer a sesta, não, não é mãe, mas sim o pai que virá buscá-lo… Claro que não tem que explicar tudo, mas se ele lhe fizer uma pergunta, responda honestamente. Não queira trair a confiança que ele tem em si, o que tornaria um dia já por si meio desconfortável muito desagradável.

Explique ao seu filho o lado positivo da escola.

Algumas crianças por vezes recusam a escola, não querem ir. Diga-lhe que todos os meninos da sua idade vão à escola, é uma regra universal para todas as pessoas. Valorize a experiência da escola falando sobre todos os aspectos positivos: atividades apaixonantes, novos amigos, músicas, rimas, histórias… Poucas crianças resistem a isso.

Após o primeiro dia.

Não vá inundá-lo de perguntas logo que volta. Esqueça! A criança irá contar-lhe o que quiser dizer e do que se lembrar naquele momento. A rotina da escola leva algum tempo para se instalar e, às vezes, as crianças gostam de cultivar o seu jardim secreto. Quando a sua ideia estiver pronto para sair em palavras, depois de elaborada, ele contará e, aí sim, esteja atento, aproveite a oportunidade e, em cumplicidade e com empatia, calmamente, pergunte-lhe sobre as suas coisas. “Com quem brincaste hoje? Hoje zangaste-te com alguém? Ah e como foi? Do que é que gostaste mais? E menos?” (evite perguntas fechadas com resposta sim ou não). Dê-lhe tempo.

Encantem-se porque são pais! (Cit. Maria Rita Mendes Leal)

Ana Beatriz Gonçalves Saraiva

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