Família > Crescer > Desenvolvimento

O avô foi para o céu

O avô foi céu

.. “O Snoopy foi brincar com os outros cães num sítio especial”… “A avó é a estrela mais brilhante”…

Explicar a Morte a uma criança é uma tarefa difícil. E talvez o seja porque até para nós, adultos, não é pacífico aceitar e compreender a ausência eterna de alguém que nos é tão querido.

O pensamento “… E o que acontece depois?”gera tamanha confusão nas crianças que estas ficam muitas vezes presas a essa pergunta por não conseguir racionalizar, dar uma expressão ou um sentido à morte de alguém.

Além de uma conversa honesta e da securização da criança face à morte, os livros podem ser um excelente recurso para ajudar as crianças a ultrapassar esse obstáculo de forma mais saudável. Dada a sua natureza fantasiosa que garante alguma distância emocional, o livro permite que a criança viva e trabalhe as suas próprias emoções através do personagem principal, reorganizando assim o seu pensamento e dando um sentido àquilo que está a sentir.

“Não é fácil, pequeno esquilo!”, Kalandraka

Não é fácil

 

“O esquilo vermelho estava triste. Sentia uma dor muito forte porque a mãe tinha morrido e pensava que nunca mais voltaria a ser feliz.” De Elisa Ramón. 

 


 

“Para onde vamos quando desaparecemos?”, Planeta Tangerina

Para onde vamos quando desaparecemos?

“Para onde vamos quando desaparecemos?” aproveita a ausência de respostas “preto no branco” para lançar novas hipóteses – mais coloridas e poéticas, mais sérias ou disparatadas, conforme o caso… – e assim iluminar um tema inevitavelmente sombrio. “Para onde vamos quando desaparecemos?” aborda de forma subtil o tema da ausência, do desaparecimento e da morte. Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação, tornando o tema (mesmo que por breves instantes) um pouco mais leve.” De Isabel Minhós Martins. 

 


 

“O Livro da Avó”, Ed. Afrontamento

O livro da avó

O Livro da Avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varanda com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem.” De Luís Silva.

 Cláudia Pedro

Psicóloga