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O seu filho tem medo de Máscaras de Carnaval? Saiba como desmistificar estes medos neste Artigo da Cócegas nos Pés!

medo Máscaras Carnaval

Dra. Lúcia Garcia

Técnica Cócegas nos Pés

Técnica Superior de Reabilitação Psicomotora

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No Carnaval todos nós temos oportunidade de nos mascararmos! É uma época em que a brincadeira é permitida. E as crianças são as que mais vivem este desejo de ter uma máscara, de viver as suas fantasias. Mas gostarão de todas as máscaras? Ou terão medo de algumas em especial? E por que razão? Até que ponto o medo é normativo ou patológico? E como agir? Saiba tudo ao longo deste Artigo!

A época de Carnaval é de facto uma excelente oportunidade para usarmos e abusarmos da nossa imaginação e criatividade, comprando alguns acessórios ou até mesmo os fatos por completo ou fazendo as nossas próprias máscaras, os nossos próprios fatos, com os materiais que temos disponíveis.

As crianças gostam de escolher as suas máscaras e têm a possibilidade de se disfarçarem e encarnarem as personagens do mundo da fantasia. No geral, os rapazes escolhem heróis de grande robustez física, como é o caso do Super-Homem, o Homem Aranha, o Zorro, o Hulk, entre outros. Alguns também selecionam animais, como é o caso do Leão/Tigre, ou até mesmo figuras mais temidas, como os fantasmas ou os diversos monstros. Por outro lado, as raparigas escolhem os seus disfarces maioritariamente pela sua beleza e delicadeza, como é o caso das fadas, das princesas, borboletas e gatos.

Mas então quando e porque é que as crianças ficam assustadas com determinadas máscaras? Algumas crianças normalmente até aos 6 anos de idade assustam-se quando vêm determinadas máscaras, pois têm dificuldades em distinguir a realidade da fantasia. Para elas, o desconhecido pode adquirir o significado de perigo, pois nos seus pensamentos, por detrás de uma máscara, existe alguém que não conhecem e que lhes pode fazer mal.

Quando a realidade se confunde com a fantasia, é muito importante explicar-se às crianças que existem medos que a assustam, a angustiam, mas que ocorrem dentro da sua cabeça e que é controlada por ela, não sendo possível alguém entrar para lhe fazer mal. Assim sendo, perante situações em que a criança esteja claramente assustada/perturbada, é conveniente retirar a máscara, explicando-lhe e mostrando-lhe como tudo funciona, diminuindo assim os níveis de angústia e de stress, tranquilizando a própria criança de que é a brincar e que não lhe fará mal.

 

Estratégias:

– Tentar compreender o significado do medo, do comportamento associado ao medo, tendo uma abordagem compreensiva e carinhosa.

 – Quando a criança está com medo, deve ser reconfortada, ouvida e sentir que os seus medos são valorizados. É imprescindível que o adulto a ajude a falar sobre os seus medos, contando o que se passou e orientá-la no sentido de criar uma solução para o problema: “O que poderás fazer para enfrentares os monstros?” O adulto pode fazer magia diante da criança, para os maus desaparecerem ou se transformarem num amigo ou então num super-herói invencível e ensinar à criança como se faz a magia, usando a criatividade e imaginação, tornando-se num momento lúdico, diminuindo assim a perceção negativa que as crianças possam ter dos «maus» que podem encarnar diferentes máscaras.

 – Brincar com a criança com diversas máscaras e fatos, acompanhadas com músicas que ela gosta, no sentido de ela enfrentar os seus medos de uma forma lúdica.

– Não criar medos nas crianças, nem incentivar a sua propagação. Isto é, não dizer à criança que o bicho papão ou o homem do saco vem se ela não comer, ou não fizer determinada coisa, ou que se não se portar bem, o Sr. Polícia a leva ou que se andar sozinha ou fugir de perto dos pais, os monstros aparecem para a vir buscar. Se o fizermos, criam-se e intensificam-se estes medos nas crianças que vão elaborando representações mentais de como são estas figuras e quando observam algumas máscaras em que associam estes pensamentos, ficam bloqueadas, a esconder-se atrás das pernas dos pais ou a chorar com medo de que o que lhe foi sendo dito se realize.

 – Arranjar/Juntar adereços e máscaras que permitam que as crianças brinquem, interpretando diversas personagens: incluindo as Fadas, Princesas, Borboletas, mas também os Fantasmas, os Monstros e as bruxa, a fim de lidarem/enfrentarem os seus medos, mas sempre num ambiente de brincadeira, que consequentemente desvaloriza a carga negativa atribuída a estas personagens.

– Através de livros infantis, contar histórias às crianças que falem sobre diferentes medos e sobre a forma de os ultrapassar.

– Encenar histórias infantis que tenham tanto as personagens que gostam e admiram, como personagens que sejam as «más» da história, para que possam enfrentar os seus medos e perceber que fazem parte da história e não da realidade.  

– Valorizar todos os ganhos que as crianças vão tendo: comerem sozinhas, subirem e descerem escadas sozinhas, dormirem sozinhas, implementando um sistema de reforços positivos, como ganhar um diploma de alguma conquista, uma estrelinha ou desenho de algo preferido, como sendo muito corajoso e crescido. Desta forma, a criança vai-se sentindo cada vez mais segura e confiante, para enfrentar estes e outros medos!

 

Intervenção:

Além das sugestões/estratégias dadas para os pais e educadores poderem ajudar as crianças a ultrapassarem estes medos, que mais se poderá fazer ao se constatar que os medos interferem negativamente no dia-a-dia das crianças, impedindo-as de realizar determinadas tarefas ou de ir a determinados locais?

De facto quando nos referimos a um receio que surge pela presença de um objeto, de uma situação ou de uma pessoa que não representa nenhum perigo real, mas que provoca uma angústia intensa, um terror paralisante, e que é reconhecida na maioria das vezes como anormal, damos-lhe o nome de Fobia. Neste sentido e para ajudar a criança deverá ser feita uma Avaliação Psicológica e do Desenvolvimento e uma posterior intervenção atendendo à história, medos específicos e características individuais de cada criança.

A Cócegas nos Pés dispõe da Avaliação acima citada, conduzida por dois Técnicos (Psicólogo Clínico e Psicomotricista) sendo, desta forma, uma Avaliação bastante completa.

Conclusão:

As crianças sentem-se por vezes divididas entre a sensação de dependência e o desejo de dominar o seu mundo, onde a Brincadeira e a Fantasia reinam e se misturam com a realidade. As suas fantasias são mais elaboradas e detalhadas, através da capacidade que têm para verbalizarem e raciocinarem. Para que as crianças consigam dominar os «monstros» e as «bruxas», ou outras personagens que adquirem significados semelhantes, que surgem nos seus pensamentos, precisam de aprender gradualmente, a diferença que existe entre sentir uma emoção e agir de acordo com ela.

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