Desenvolvimento da linguagem: o seu filho ainda não fala? - Pumpkin.pt

O meu filho ainda não fala – será normal?

desenvolvimento da linguagem

O desenvolvimento da linguagem é um marco importante na vida de qualquer criança e uma etapa que gera sempre alguma ansiedade aos pais.

É fundamental que as expectativas sejam realistas e adequadas ao desenvolvimento infantil, e por isso o Pediatra Hugo Rodrigues, que lançou recentemente o renovado projeto Pediatria para Todos, partilha connosco este texto sobre o desenvolvimento da linguagem. 


Grande parte dos bebés começa a querer comunicar por volta dos 9 meses, mas fá-lo sem intenção. A partir daí começam a perceber que os sons diferentes têm significados também diferentes e, por volta dos 12 meses, tentam já dizer intencionalmente 1-2 palavras.

Depois desta idade o desenvolvimento da linguagem faz-se muito mais na sua vertente de   “compreensão” do que de “expressão”, o que significa que as crianças passam a entender cada   vez mais aquilo que se lhes diz, mas não acompanham do mesmo modo com o que conseguem   dizer. É por este motivo que, por volta dos 18 meses de idade, é normal as crianças entenderem   cerca de 500 palavras, mas só verbalizarem 5 a 6 palavras. Expressões como “ele entende tudo, mas quase não diz nada…” são extremamente frequentes e, geralmente, acabam por espelhar relativamente bem a realidade.

A partir daí as crianças passam a conseguir verbalizar cada vez mais palavras e fazem-no, num primeira fase, repetindo tudo o que ouvem e só posteriormente dizendo as palavras intencionalmente. Neste processo chegam habitualmente aos 2 anos com a capacidade de criar frases simples, compostas por 2-3 palavras (por exemplo: “Mamã, bola”, “Papá, quer água”, …) e este acaba por ser o principal marco em termos de linguagem expressiva no desenvolvimento infantil.

Claro que há crianças que fogem um pouco a esta regra e acabam por ter um desenvolvimento da linguagem mais acelerado, mas o que é suposto é que cumpram estas etapas que eu descrevi acima. Compreendo que as comparações (com irmãos, primos, vizinhos, amigos,…) sejam muito tentadoras, mas acho que se devem evitar, sob pena de causarem preocupações infundadas nos pais.


Podem seguir o trabalho do Doutor Hugo Rodrigues no site Pediatria para Todos, no Instagram, no Facebook e no YouTube

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