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De onde vêm as birras?

birras

As crianças são especialistas em fazer aquelas birras cheias de efeitos especiais! Sabem de onde elas vêm?

Ah, as birras, que tanto nos exasperam… porque é que as crianças as fazem e que estratégias podemos usar para as contornar? A Escola do Sentir explica-nos tudo.


Quando se fala de birras, é importante não nos distanciarmos da ideia de que não é estranho vermos as crianças mais sensíveis e intuitivas a fazerem muitas birras, pois, na verdade, são aquelas que com o coração todo, às vezes com o corpo e com a garganta toda, gritam para os pais “aqui estou eu! olha para mim! Faz como eu quero!”.

Não raras vezes, queremos passar mais tempo com as crianças, brincar com elas, mas assim que chegamos a casa, não cumprimos o que tínhamos planeado. Fica para amanhã, pensamos nós! E aí, entram as crianças, muitas vezes, escolhendo aquele momento em que só precisamos de um minuto de descanso.

Fazem-nos um apelo, pedem-nos para brincar ou, talvez, apenas um pouco da nossa atenção. E o que fazemos? Muitas vezes, dizemos “agora não”, ou ouvimos sem estarmos ali, genuinamente presentes.

Assim, quando a criança nos pede atenção, muitas vezes não temos disponibilidade, e a disponibilidade só surge quando a criança faz uma tremenda birra. A criança que faz uma birra, regra geral, aprendeu que os pais a ouvem quando ela faz uma birra. Se fez uma apelo dito civilizado e um pai não ouviu à primeira, não ouviu à segunda, à terceira a criança usa todas as armas que tem e faz um apelo em forma de birra com todos os sinais de alerta ligados para os pais verem bem.

E, normalmente, após um apelo destes, vem a mãe, vem o pai, ver o que se passa e dar-lhe cinco minutos de atenção, mesmo que, depois, com desdém, digam “chora à vontade, eu não vou querer saber”. Dão sempre tempo de antena e, muitas vezes, até lá vão fazer o que a criança quer.

Por isso é que é tão importante que os pais não reajam perante todas as birras que a criança faz. É por reagirem com mais frequência e intensidade nestes momentos de birra que a criança começa a perceber, dentro dela, que “tenho atenção quando faço birra, então vou tentar sempre desta forma para ver se resulta”. Apreende que realmente a birra é a forma adequada e eficaz para vir alguém olhar para ela.

É como se fossem percebendo que tudo acontece mais facilmente se fizer aqui uma birra, daqui a um bocado outra na escola, e por fim, outra na casa dos avós.

As crianças que dão-nos, a nós adultos, 10-0 na perspicácia, vão percebendo que os adultos cedem mais facilmente quando lá vem aquele beicinho para baixo, e assim surge o “tudo à sua maneira”, que se ouve falar por aí, mais frequentemente do que seria esperado!

Os adultos somos nós, os modelos da criança, e o espelho que vão ter para um futuro já aqui ao lado, por isso tem de ser “à nossa maneira”, mas com um ingrediente extra, o Amor.

Isto é, apesar de as crianças intuitivas e sensíveis fazerem mais birras, não devemos ficar orgulhosos de uma criança que faça birra! Devemos sim, dar-lhe uma boa dose de atenção no momento certo, uma boa dose de regras e limites e uma boa dose de amor.

Assim, de falha em falha, como só os bons pais se permitem a falhar, subtraímos birras, multiplicamos sorrisos e somamos felicidade em cada criança, em cada família.

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