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Como proteger o seu filho do bullying na creche ou infantário?

Como proteger filho bullying creche infantário?

É sempre algo que esperamos nunca vir a acontecer, mas é necessário estarmos alerta e saber como lidar com este tipo de situação, caso necessário. A Oficina de Psicologia enumera alguns passos a seguir.

Passo um: descobrir o que está a acontecer

Se suspeitar de algo, pergunte ao seu filho questões objectivas, como “alguém te magoou?” ou “podes dizer-me exatamente o que ele fez?”. As crianças nesta idade conseguem saber que o que está a acontecer as faz sentir mal, mas podem não saber como falar sobre o assunto. Mas lembre-se: independentemente do que o seu filho lhe contar, mantenha a calma e tranquilize o seu filho.

Quanto maior for apoio que lhe der, mais detalhes terá sobre o que aconteceu, como ele se sente acerca disso, e quão grave é a situação. A mensagem que quer enviar-lhe é “eu amo-te e estou aqui para ti. Juntos, vamos encontrar uma solução.”

 

Passo dois: ajudar a descobrir como responder

Não é expectável que crianças tão novas lidem com bullies por conta própria. Por isso, represente/encene a situação com ela. É uma maneira de a ajudar a aumentar a confiança e aprender a defender-se. Ensine-lhe as seguintes estratégias:

• Fica de pé e age de forma corajosa. Às vezes, agir como se o agressor não te incomodasse pode pará-lo. Diz ao agressor “Para com isso!” em voz alta e viras costas.

• Ignora o agressor. Alguns especialistas acreditam que, se não lhe der atenção, ele vai parar eventualmente.

• Fica sempre com os teus amigos. Os agressores tentam isolar algumas crianças para que possam intimidá-las. Se o seu filho não tem muitos amigos, tente ajudá-lo a conhecer outras crianças através de novas atividades.

• Conta a um adulto. A melhor forma de permanecer seguro é contar a um adulto o que está a acontecer.

 

Passo três: agir sozinho

Se o seu filho frequenta a creche, jardim-de-infância ou infantário, marque uma reunião com a educadora. Ela pode não ter consciência da situação, e isso não é necessariamente um sinal de má profissional, apenas de um bom agressor. Mas se não conseguir ajuda, não desista.

Faça pressão até que uma solução seja encontrada (mesmo que isso signifique mudar o agressor ou o seu filho para uma sala diferente ou, em alguns casos extremos, uma escola diferente). Se o bullying está a acontecer num parque infantil e conhece bem os pais, pode tentar falar com eles, dizendo: “Os nossos filhos não se estão a entender muito bem. Já reparou?”.

Não se surpreenda se parecer que não se estão a preocupar com o assunto. Muitas vezes, os pais estão em negação ou não veem o comportamento dos filhos como problemático. Às vezes, a melhor solução pode ser evitar aquela criança ou encontrar um novo parque infantil.

 

Adaptação do trabalho de Deborah Carpenter, autora do livro “The Everything Parent’s Guide to Dealing with Bullies”.

 

 

Raquel Carvalho

Psicóloga Clínica

Equipa Mindkiddo – Oficina de Psicologia