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Amor: O Principal Nutriente – E você, dá aos seus filhos os nutrientes que precisa?

Amor: Principal Nutriente - você, dá seus filhos nutrientes precisa?

Amor: O Principal Nutriente

Pedro Barros, Educador de Infância, Cócegas nos Pés

 

 

“O ser humano distingue-se dos outros seres vivos na Terra pela sua capacidade de raciocínio. Este raciocínio que lhe permite construir pensamentos lógicos e estabelecer uma forma de contacto baseada numa linguagem verbal é, sem dúvida alguma, uma ferramenta indispensável no papel que a espécie ocupa no planeta e na estrutura como o ser humano constrói a sua comunidade. Mas damos tanta importância a essa nossa capacidade, que por vezes esquecemos a importância dos sentimentos. Falamos das imensas capacidades do cérebro e ignoramos muitas das capacidades do coração.

O ser humano não é só um pensador, não é só um intelecto, ele é também a conjugação de todos os outros reinos neste planeta. É mineral, vegetal e animal, ou melhor dizendo, emocional. Ora durante o seu crescimento, antes de pensar, o ser humano sente.

A integração do raciocínio acontece paulatinamente nos primeiros anos de vida. A cada mês, a cada ano de vida, vamos progressivamente transferindo a nossa perceção de um mundo de sentimentos para um mundo de pensamentos, onde idealmente chegaremos a um equilíbrio. Na sua fase mais emocional, tal como qualquer animal, o ser humano a que chamamos “bebé”, busca o prazer e é o prazer ou a falta deste que dita o conforto que ele sente em relação ao mundo que o rodeia. Se o “seu mundo” for aprazível, será com certeza um mundo atractivo, repleto de interesses a perseguir e experiências para viver. Ao contrário, se o “mundo” do bebé for desconfortável, este irá sem dúvida sentir-se inseguro, sempre alerta e desconfiado, onde a aventura será descartada e a luta pela segurança é o único caminho.

Como é que o bebé distingue um mundo aprazível de um mundo desconfortável? Ora ele não o distingue racionalmente, apenas sente que está bem e ri-se ou está mal e chora. O choro não é mais que uma expressão de descontentamento, desconforto ou frustração.

Qual o nosso papel como familiares, educadores ou qualquer adulto interveniente na sua vida? É apenas compreender que a única maneira de ajudarmos o bebé/criança no seu caminho até à maturidade é proporcionar-lhe o apoio emocional que ele precisa. Tudo o resto são extras. Ele pode ter todos os brinquedos didáticos do mundo, com todas as formas, cores e texturas possíveis, ouvir todo o tipo de sons e provar todo o tipo de sabores e aromas que isso só o ajudará no seu desenvolvimento integral, se tiver base emocional sólida.

Mas no mundo atarefado em que vivemos, muitas vezes esquecemo-nos de proporcionar-lhes esse amor que qualquer ser humano precisa. Muitos pais no fim de um dia de trabalho cansativo chegam a casa sem energia para despender nesse contacto emocional profundo. Juntando ainda as tarefas domésticas às preocupações financeiras e a necessidade do seu próprio descanso, surge uma televisão mágica, ou um brinquedo que milagrosamente entretém o seu filho. Mas por mais pedagogia a que ele tenha acesso, a necessidade de afeto, a necessidade de contacto físico, de um olhar profundo olhos nos olhos, não fica satisfeita e mais um dia passa. Os anos passam e o seu filho vai demonstrando comportamentos de agressão, falta de concentração, entre outros, ou mesmo doenças físicas, tudo isto como resultado de emoções e experiências que não foram vividas na ocasião apropriada. Tudo aquilo que reprimimos fica guardado no subconsciente e se não for libertado, mais tarde ou mais cedo resulta em bloqueios de saúde seja a nível físico, emocional ou mental.

Pode existir também a situação contrária, na qual podemos criar uma condição sufocante para o bebé. O bebé vai criando hábitos consigo e sente que você é como uma extensão dele próprio, pois quando quer algo, basta mostrar a sua insatisfação e o problema resolve-se através de si. Porém, a criança deve começar a aperceber-se que a vida lhe apresentará desafios, portanto tente criar um equilíbrio onde o bebé tenha a oportunidade de enfrentar e superar obstáculos, adquirindo autonomia.

Ajude-o sempre que necessário, dando-lhe a garantia que está presente quando ele precisa, mas também não impeça o seu desenvolvimento, com uma assistência constante que o limite na sua capacidade de auto-confiança e na sua capacidade de lidar com a frustração.

Em resumo, dê ao bebé todo o afeto possível e proporcione-lhe momentos de interação individual ou em grupo e momentos a sós, consciente que o deve apoiar conforme o seu coração o/a impelir. Se sentir que se identifica com uma das perspetivas mencionadas neste texto – indiferença emocional ou zelo sufocante – não espere mais, pois nunca é tarde para desenvolver o equilíbrio emocional do seu filho.”

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