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As férias! E Agora?

As férias Agora?

E chegámos àquela época do ano! AS FÉRIAS GRANDES!

A delícia das crianças mas o terror de muitas famílias! Crianças sem escola, pais a trabalhar, avós e família alargada nem sempre disponíveis.

“Três meses sem escola! Chega a Setembro já esqueceu tudo o que aprendeu… e quem o vai ajudar com os trabalhos de férias?”

Calma! As férias, por si só, são excelentes oportunidades de aprendizagem.

As atividades de férias dinamizadas por ATLs, pelas escolas, ou outras instituições tendem a privilegiar o acesso a oportunidades diversificadas de aprendizagem que durante o período escolar acabam por ter mais constrangimentos: idas a museus, ao cinema, atividades ao ar livre…

Tudo isto permite o contacto da criança com experiências diversas e promotoras do desenvolvimento de competências. Por seu lado, o investimento no tempo de brincar é sinónimo de investimento no desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O jogo é o espaço de crescimento e trabalho da criança.

Na opção por um ou outro programa de férias a diversidade de experiências, tempo ao ar livre, participação em atividades culturais e de expressão criativa deverão contribuir para a tomada de decisão.

Quando podemos optar por deixar os mais pequenos com familiares um grande desafio passa por combater o apelo da televisão e dos vídeo jogos. O segredo passa por promover a sua participação nas tarefas do dia-a-dia e oferecer algumas responsabilidades acrescidas. É importante incluir atividades ao ar livre e com outras crianças. Ao incluirmos estas na equação “férias em casa” estamos a satisfazer as suas necessidades de atividade física e socialização evitando a monotonia e permitindo o gasto de energia que de outra forma aparece sob a forma de birras ou irrequietude intensa. Os trabalhos de férias permitem não esquecer as aprendizagens. Nem sempre a escola os propõe. Não é necessário que estes sejam muito estruturados nem numerosos. Uma proposta pode ser um livro para ler ou escrever um postal a um familiar ou amigo. Outra alternativa é comprar um livro de atividades. Permita que seja a criança a escolhe-lo, dessa forma contribuirá para a maior motivação na sua realização.

A ausência da estrutura fixa do horário escolar, bem como a liberdade horária das férias podem levar a alguma desorientação. É importante que os pais se sentem com as crianças e combinem novas rotinas: “O Plano Férias”, onde, com alguns graus de liberdade, se definem tempos para as rotinas, para o trabalho, para brincar… E com estas pequenas dicas, esperamos contribuir para umas ótimas férias grandes para toda a família!

Helena Almeida

Psicóloga Clínica

Equipa Mindkiddo – área infanto-juvenil da Oficina de Psicologia

Mindkiddo