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5 dicas para tornar as crianças “à prova de bullying”

bullying

Conheça algumas formas de tornar os miúdos mais fortes perante a possibilidade de sofrerem bullying por parte dos colegas.

Na prevenção está o ganho, sempre ouvimos dizer e com razão. Preparar as crianças para a possibilidade de sofrerem bullying ajuda a que, no concretizar da situação, estas se sintam mais fortes e estejam mais protegidas do impacto das palavras e atitudes dos colegas.

Mas como é que podemos criar condições para que as nossas abobrinhas sejam “à prova de bullying”?

1. Conversar sobre bullying é primordial.

Explicar claramente à criança o conceito de “bullying”permite que ela se aperceba rapidamente se está, ou algum amigo, exposto a uma situação de abuso emocional por parte de um colega ou de outra criança (por norma, mais velha).

Tente frisar que o bullying é uma situação que não escolhe vítimas – pode acontecer a qualquer pessoa que seja “diferente” dos outros, ou do que o bully tem como referência comum.

Mas o que é ser diferente, de facto? Devemos tentar encaixar-nos em algum padrão, para evitar ser colocado de parte ou gozado? O bully pode atacar outra criança por esta ser gorda ou por ser magra, por ter boas ou más notas, por ter caracóis ou usar óculos – portanto, não, não vale a pena tentar pertencer a nenhum grupo, os riscos existem sempre.

É por isso importante transmitir aos seus filhos outro valor: o da auto-confiança.

2. Criar crianças confiantes.

As abobrinhas precisam de acreditar que o seu valor não é definido pelo seu aspeto físico, e muito menos pela opinião de quem não gosta delas, e sim pelo que de bom e de mau fazem no dia a dia.

Nunca deixe de lembrar ao seu filho as qualidades que mais admira nele: diga-lhe que nota o quão esforçado ele é, que admira a sua capacidade de ser amável para com todos, que acha bonita a forma como ele se preocupa com os outros e é bom amigo. Elogie-o por já saber contar até 100 em inglês, e simplesmente transmita confiança e admiração, para que, de forma natural, ele se sinta mais confiante também.

Crianças que são fortes psicologicamente e que crescem num ninho de amor podem ficar impressionadas com a maldade de algumas palavras, mas estão também mais protegidas delas.

Ao mesmo tempo, crianças que são mais confiantes e que o transmitem através da sua linguagem corporal – olham os outros nos olhos, não são tímidas e estão à vontade em todas as situações – estão à partida menos expostos à possibilidade de serem confrontados pelos colegas. E se o forem, também saberão reagir de outra forma, com menos medo, e capazes de responder às adversidades com uma cara zangada ou um “deixa-me em paz” convicto e firme.

3. Encorage pedidos de ajuda.

Nada há de errado em pedir ajuda. Mostre ao seu filho a sua abertura e interesse, para que ele se sinta confortável em admitir o problema e procurar os conselhos ou a intervenção de outras pessoas – seja a dos pais ou a de professores e mais colegas.

Ao pedir ajuda a criança engrandece-se, porque sente que não está sozinha. É importante reforçar que não devem ter vergonha de ser vítimas de bullying, nem de pedir ajuda, porque quando melhoramos a nossa comunicação com as abobrinhas, criamos pontes para que elas regressem a nós quando necessitam.

4. Comunicação com a escola.

A escola é um veículo importante na prevenção de bullying. Proponha ao professor do seu filho, ou à direcção do agrupamento escolar, a realização de alguns workshops com especialistas, de forma a proporcionar aos alunos ferramentas de defesa mais estruturadas.

Ao mesmo tempo, mostre ser um encarregado de educação presente e interessado, incentive o envolvimento de outros pais que conheça, e crie uma rede de amizade entre adultos que “force” positivamente as relações próximas entre crianças também.

E não hesite em falar, se o seu filho for vítima de bullying. Exija uma posição da escola. Um bom ambiente escolar requere trabalho comum entre todos os pólos de educação: pais e professores.

5. Independência, hobbies e resolução de problemas.

O segredo é só um, no final de tudo: ajudar a criança a reunir em si próprio as ferramentas para não se deixar afectar pelos demais. Para o conseguir, é fundamental conhecer bem a criança, a sua personalidade e gostos, mas isso não será difícil, afinal ninguém melhor do que os pais para saber ler os filhos. 🙂

Incentive as crianças a envolver-se em hobbies que os distraíam e, ao mesmo tempo, os façam sentir-se bem consigo mesmos e com os objectivos que vão atingindo. É normal que as crianças, quando envolvidas em algo que os motiva, não concedam tanto poder ao que lhes faz mal.

Ao mesmo tempo, ensine-lhes algumas estratégias simples de “reacção” – ou não reacção, depende de como o vemos. Técnicas de respiração, por exemplo, são uma boa aposta. Parece cliché, mas contar até 10 ajuda mesmo. E não incentive a que “batam também” ou “insultem de volta” – responder com violência não ajuda nada a médio/longo prazo.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.