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REGRESSO ÀS AULAS: Como preparar as crianças para o início do ano lectivo

REGRESSO ÀS AULAS: Como preparar as criancas início ano lectivo

Setembro é o mês dos novos começos mas consigo poderá trazer algumas dificuldades… Saiba como preparar as crianças para o início do Ano Lectivo, com as dicas de Magda, do Blog Mum’s the Boss.

Como já te disse aqui, eu gosto mesmo muito de Setembro porque para mim sempre significou o início do ano. Janeiro é bom, é o terminar de um ano. Mas Setembro não termina nada, só começa. A Mariana, da Pumpkin enviou-me há uns meses um email a dizer-me que um bom tema para a rentrée seria como preparar as crianças para o início do ano lectivo. E por isso, Mariana, aqui vai o teu post 🙂 Obrigada pela dica, na esperança que seja útil para todas nós.

1. Leva o teu filho à escola onde ele vai andar antes da escola começar. Há uma coisa que os miúdos precisam muito na vida deles, tal como nós: previsibilidade! Conhecer o sítio para onde vão faz com que se consigam imaginar lá. E agora dizes-me assim: mas o meu filho não quer ir para a escola, e chora só de pensar. O que fazer?

Leva-o à escola e entra e mostra-lhe onde vai passar os dias nos próximos meses. Porquê? Porque se é mesmo assim, que esse é um facto consumado e que a partir de Setembro ele vai mesmo, então entra com ele na escola e mostra-lhe o espaço. Fala com as pessoas, mostra-te entusiasmada [mas não de forma exagerada] com a ideia e que no fundo, a escola é um sítio onde tu sabes que somos felizes. Não dá para entrar? Faz o trajecto com maior frequência e abranda quando passares em frente. Lembra-te disto: temos medo do que é desconhecido. Quanto mais à vontade ele estiver, quanto mais souber, melhor.

 

2. Leva-o às compras Aproveita as brochuras do supermercado e vê com ele o que ele gostaria de ter. Diz-lhe que tens um budget e que por isso é importante que possam encontrar as coisas dentro desse valor.

Se achares que não é fonte de stress, leva-o contigo e deixa-o ver e tocar em tudo o que ele deseje, mesmo que sejam as coisas que tu não lhe podes dar. Imagina que vais a uma loja com uma amiga e ela está sempre a dizer-te ‘não, este não que não é bonito, que não pode ser’… pode ser desesperante! É tão bom tocar, experimentar aquilo de que gostamos.

Então deixa-o e depois diz-lhe ‘é mesmo mesmo muito bonito e eu adorava levar-te isto mas não se encaixa no valor que temos por isso vamos escolher entre estas 3 mochilas’. Outra coisa que eu vou fazer pelo 2º ano seguido é limpar os armários antes do início do ano. Decidi pegar naqueles sacos de compras e chamar-lhes DAR VENDER GUARDAR e ver o que é preciso comprar para que não lhes falte o básico. Nas compras da roupa é que não os levo comigo – confesso que gosto de ver as coisas com calma mas também a despachar [que é como quem diz, numa hora do almoço e sempre a andar]. Por norma, e até agora tem calhado bem, ela gosta de quase tudo o que lhe trago – e é bom que me vá preparando para ir às compras e ser ela a escolher… até lá, vamos fazendo desta forma 🙂

 

3. Falem dos lanches Vejam possíveis lanches que podem fazer/podes fazer e façam já – mais uma vez estás a colocá-lo na situação e com ele a dominá-la, nem que seja um bocadinho.

É cada vez mais importante comermos coisas saudáveis. Lanches processados e companhia Lda não são, nem de longe, nem de perto, alimentos que os miúdos [nem adultos] devam comer regularmente, sobretudo durante o tempo de aulas. Podes dizer-me que eles gostam, que os outros também levam, que é mais prático e eu sei que isso é tudo verdade mas também são alimentos que não prestam para nada. Lê os texstos dos links abaixo, por favor. Aquilo que eu te posso dizer [como lerás também no texto ] é que há demasiados estudos a provarem que este tipo de alimentação não ajuda à concentração nem a nada de bom.

Saber comer é pura informação Pela boca morre o peixe

Não é possível uma criança ter rendimento quando ingere químicos. Nós não fomos feitos para comer químicos. Vou fazer um post de como é que passámos todos a comer mais fruta cá em casa – e até ao pequeno almoço e ao lanche. Quero com isto dizer que é importante que lhe possas dizer há coisas que vão passar a estar no lanche: ora uma maçã, ora um pêssego ou uma banana, tal como o pão com a manteiga a que ele está habituado. E sim, dá trabalho deixar isso tudo preparado de véspera ou acordar mais cedo para fazer isso. Mas é assim mesmo.

 

4. Na minha altura… A minha filha adora saber como é que era quando eu era pequena. Já lhe mostrei fotos da escola [uau, tu já foste pequenina?], contei-lhe como era, quem era a professora, os meus melhores amigos e que a minha irmã se esquecia sistematicamente da mochila com o lanche… ‘E depois o que é que a Titi comia?’ Contava-lhe como no primeiro dia de escola eu ia super entusiasmada, que tinha até borboletas na barriga e que jogava ao elástico e trocava folhas queridas. E tudo isto mostra-lhe que nós já ali estivemos e que também tinhamos angústias, medos e que havia coisas que eram extraordinárias. Não lhe pintes sempre o cenário maravilhoso – pinta-o de forma real. É isso que te torna humana!

 

5. Descontrai Tenho amigas minhas que andam ora entusiasmadas ora angustiadas porque os filhos vão para o primeiro ano. Quando olho para os miúdos, muitos deles não estão nem aí 🙂 e outros estão ansiosos.

A minha ainda não está nessa fase mas já mudou de escola 3 vezes e vai mudar este ano mais uma vez. Confesso que a maior ansiedade [minha!!] foi ter mudado de escola em finais de Janeiro, quando ela tinha entrado em Setembro, no primeiro ano em que foi para a escola [tinha 2 anos e meio]. Foram vários os motivos que nos levaram a isso mas pareceu-nos, na altura, a melhor decisão. E se estava decidido nas nossas cabeças, não valia a pena criar grandes filmes [o que acaba quase sempre por acontecer].

Dissemos-lhe a verdade e pouco tempo depois começou num novo sítio. 2 anos depois mudou de escola novamente porque já não havia continuidade nessa. E este ano muda de novo porque já estava previsto há muito tempo. Se ela se adapta? Até hoje, sim e com grande entusiasmo. Talvez seja pelo facto dos miúdos terem uma brutal capacidade de adaptação e talvez seja pelo facto de possivelmente nós encararmos tudo isto com grande normalidade e como coisas que fazem parte dos nossos dias. Ou seja, somos descontraídos, acho eu! E a forma como vamos lidando com tudo isto ajuda-a a lidar também!

 

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A Magda vai realizar vários workshops em Outubro, a não perder. Vejam mais informações no seu site.