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“Mas, mãe… e se um dia eu ficasse só a brincar?” – atividades extracurriculares e momentos lúdicos

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“Segunda-feira tens música, Terça-feira e quinta-feira tens judo, Na quarta-feira e na sexta-feira tens Inglês, E no Sábado tens natação.” … “Mas, mãe… e se um dia eu ficasse só a brincar…?”

Dois pontos de vista igualmente importantes.

1. De um lado temos a importância da estimulação do cérebro no período de desenvolvimento infantil. De facto, é nesta fase que o desenvolvimento das capacidades cognitivas está potenciado, existindo uma maior facilidade em assimilar e reter novos conhecimentos. As atividades extracurriculares podem ser excelentes contextos para a promoção das relações de pares e, se forem bem geridas, podem até ter impacto na motivação para o desempenho académico.

2. Do outro lado temos a importância dos momentos lúdicos. Simplesmente brincar, sem que haja uma estruturação rígida das atividades, dá à criança a possibilidade de sonhar, imaginar e desenvolver a criatividade. E, ainda que muitas das brincadeiras escolhidas pelos mais pequenos nos pareçam agitadas, também elas podem significar um momento de ‘relaxamento’ para a criança.

Então, o ideal será arranjar um compromisso entre estas duas perspetivas.

Mas como encontrar uma solução ajustada? Ficam algumas sugestões:

– Perceber os interesses da criança. É importante que a criança sinta interesse pelas atividades que frequenta. Dar-lhe oportunidade de escolha do instrumento musical ou do desporto que prefere só poderá tornar a atividade mais prazerosa.

– Respeitar os seus ritmos. Perceber o ritmo de cada criança é essencial. Perceber qual o número de atividades semanais que poderá fazer sem que isso a deixe extremamente cansada e sem energia. Só assim poderá tirar o melhor partido de cada uma.

– Priorizar atividades. Embora todas as atividades permitam o desenvolvimento de competências importantes, nem todas precisam de ser desenvolvidas no mesmo período de tempo. Perceber quais as atividades adequadas em cada altura, permitirá que as aprendizagens sejam feitas de forma gradual. E se integrarmos, também, os momentos lúdicos como atividades extracurriculares…?

 

Inês Carvalho – Psicóloga Clínica Equipa Mindkiddo

Oficina de Psicologia